Introd

Ministério

Jesus

Discípulos

Discípulado

Ministérios

Chamada

 

Cada Crente um Ministro Cristão - Introdução

 

Jesus Cristo tornou-se o Sumo Sacerdote do Concerto de Deus Renovado quando, de acordo com o plano divino, se ofereceu como sacrifício pelos nossos pecados (Hebreus 7.20-21,27-28; 9:26). Para aqueles que crêem nele como Senhor e Salvador, Jesus dá o privilégio de serem “uma geração eleita, um sacerdócio real, e uma nação santa” (1Pedro 2.9).

 

Totalmente submetidos a Deus, oferecemo-nos a Ele em sacrifício espiritual (Romanos 12.1-2). Louvamos e adoramos o Senhor servindo - O e servindo os outros (Hebreus 13.16).

 

Através dos dons espirituais Deus capacita os crentes para o seu serviço (1Coríntios 12; Romanos 12; Efésios 4.11-12). Paulo usa o exemplo do corpo humano para mostrar que a Igreja, o corpo de Cristo, tem muitos membros com funções diferentes, mas concorrendo para a efectivação dos planos e objectivos divinos.

 

Esta série de lições dar-nos-á a perspectiva do que é o Ministério cristão, como Jesus treinou os discípulos para continuarem a sua obra, e como esse Ministério é passado para cada nova geração de crentes. Duas responsabilidades importantes de cada cristão são partilhar a esperança do Evangelho com os não crentes e alimentar-se a si e aos outros cristãos através da Palavra de Deus.

 

 

O QUE É O MINISTÉRIO CRISTÃO? (1ª PARTE)

 

 

“Mas vós sois a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido, para que anuncieis as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz.” (1Pedro 2.9)

 

Leitura base: 1Pedro 2.5-10

 

Objectivo do estudo: mostrar as três grandes áreas do Ministério cristão, de forma a que o crente possa determinar qual o seu papel. Essas áreas são:

 

·        O Culto e Louvor a Deus

 

·        A edificação e comunhão mútua

 

·        A evangelização.

 

Introdução: O Ministério cristão é o serviço realizado pelos crentes a Deus e à humanidade, também chamado o sacerdócio cristão. Este serviço não está limitado aos homens, ou a qualquer casta sacerdotal especial, mas é o direito e dever de todo o crente independentemente da sua raça, cultura ou sexo.

 

Que tipo de serviço podemos fazer para Deus?

 

A adoração ao Criador é o centro de qualquer acção.

 

A expressão “servindo eles ao Senhor” de Actos 13.2 é traduzida literalmente duma expressão grega que significa “realizar funções religiosas ou caritativas”, ligando o culto a Deus e a sua adoração, à prática do dia-a-dia.

 

O crente deve imitar o Sumo Sacerdote, Jesus Cristo, o qual é ao mesmo tempo Sacerdote e cordeiro sacrificial, em total concordância com Deus. Esse acordo total entre o crente e Deus revela-se pela adoração em permanência, em cada momento da vida.

 

Paulo escreveu no capítulo 12 de Romanos no versículo 1:

 

“Rogo-vos, pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis o vosso corpo em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional.”

 

Questão: O que é um “sacrifício vivo”?

 

Deus pede que cada um de nós se entregue a Ele totalmente, isso envolve o nosso corpo e a nossa mente (Romanos 6.13; 12.1-2). O termo grego para corpo é Soma, o qual significa a pessoa completa, e não apenas o corpo. Assim, devemos compreender que tanto o nosso corpo, como a nossa mente, devem ser colocadas sob a direcção de Deus, porque a mente concebe os pensamentos, que depois são levados à prática pelo corpo.

 

Isto implica uma motivação sincera e verdadeira para submeter toda a nossa vida a Deus, e não apenas uma vontade de fazer algo.

 

A entrega completa requer a transformação da nossa mente dos procedimentos mundanos, para uma acção dirigida por Deus. Só o Espírito Santo pode e deve dirigir-nos nesse propósito, através da oração e do estudo da Palavra de Deus.

 

 

.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-

 

O QUE É O MINISTÉRIO CRISTÃO? (2ª PARTE)

 

 

O serviço a Deus também inclui o serviço à humanidade (Hebreus 13.16; 1João 4.19-21; Mateus 25.31-46).

 

Infelizmente, muitos pensam que o único Ministério disponível para os crentes é o pastoral; assim, sentem-se excluídos do Ministério cristão. No entanto, em Romanos 12.3-21 Paulo instrui os crentes acerca do seu Ministério de relacionamento com os outros, considerando esse relacionamento como uma oportunidade de serviço divino. Podemos também obter mais informações deste Ministério em: 1Coríntios 12.23-26; Efésios 4.11-16; 5.18-21.

 

Devemos estar permanentemente alerta para as necessidades que criam oportunidades para o Ministério cristão.

 

Por exemplo, devido aos problemas de distribuição de comida na Igreja de Jerusalém, sete novos discípulos foram escolhidos para realizar este importante serviço naquela altura (Actos 6.1-7). Barnabé vendeu um terreno e deu o dinheiro da venda aos apóstolos para o Ministério (Actos 4.36-37). Tabita, Dorcas, servia os pobres e empreendia projectos de valor para o Ministério cristão (Actos 9.36-42).

 

As ofertas materiais para o serviço da Igreja, são também uma forma de partilhar o Ministério. Os filipenses tornaram-se parceiros de Paulo no Ministério em Tessalónica, sendo a ajuda material recebida descrita em termos sacerdotais e espirituais como “cheiro suave e sacrifício agradável e aprazível a Deus” (Filipenses 4.14-18).

 

Como podemos ver nos exemplos referidos, o Ministério cristão não é restrito a um Ministério “profissional eclesiástico”; todos os crentes podem e devem servir a Deus. Debaixo da graça divina em Cristo, cada crente tem o privilégio de se chegar a Deus directamente, através do nosso Advogado e Sumo Sacerdote, Jesus Cristo. Cada crente pode oferecer orações e intercessões directamente a Deus.

 

Isto é o que Pedro refere como o Sacerdócio de todos os crentes ou o Ministério de todos os crentes. A missão da Igreja pertence a todos os crentes. As três grandes áreas de oportunidade para o Ministério Cristão são, o Culto e louvor a Deus, a edificação e comunhão mútua e a evangelização.

 

O Crente deve interrogar-se:

 

“Que necessidades posso eu suprir aos outros?”

 

“Quais os dons que posso pôr ao serviço da obra de Deus?”

 

Ouvindo a chamada de Deus e disponibilizando-se de coração voluntário, o crente achará o seu lugar no Ministério.

 

.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.

 

O QUE É O MINISTÉRIO CRISTÃO? (3ª PARTE)

 

 

QUESTÕES:

 

1) Leia 1Pedro 2.5. Que tipo de Sacerdotes são os crentes? Que tipo de sacrifício oferecem? Quem autoriza este sacerdócio?

 

2)

 

a)     Leia 1 Pedro 2.9. Que outras descrições são dadas dos crentes como sacerdotes? Note que estas descrições já tinham sido feitas para o povo Judeu (Êxodo 19.3,5-6).

 

b)     Como foram os direitos e privilégios dos reis e sacerdotes do Antigo Testamento reinterpretados e apropriados pelos Cristãos através de Cristo?

 

1 Pedro 2.9-10; Hebreus 7.11-22

 

Note que Pedro escreveu para os primeiros cristãos que foram dispersos pelo Império Romano (1 Pedro 1.1). Eles eram refugiados perseguidos pelo governo do Império e pelos religiosos judaicos tradicionais. Pedro lembra-lhes a maneira como eles pertenciam a Cristo:

 

-         Eles eram uma geração escolhida: Deus chamou-os para abandonarem o pecado e fazerem parte do seu povo.

 

-         Eles eram um sacerdócio real. Eram parte do plano de Deus para a salvação como sacerdotes da divindade, pessoas que serviriam e louvariam pela oferta dos seus próprios seres e vidas como sacrifício vivo para fazerem a vontade de Cristo.

 

-         Eles eram uma nação santa, pois as suas vidas seriam de santidade assim como Deus é Santo (1 Pedro 1.15-16).

 

-         Eles eram pessoas especiais, pois foram chamados a uma relação especial com Deus e entre si (Efésios 2.18).

 

Estes privilégios devem ser reforçados entre os crentes mesmo hoje, pois muitos vivem rodeados de ambientes e culturas adversas.

 

3)

 

a)     Qual a missão para os novos “reis e sacerdotes”? (1Pedro 2.9b)

 

b)     De que forma é que essa missão está a ser executada?

 

4)

 

a)     Como é que a acção do cristão deve exercer a função de sacerdote e o “sacrifício” que Deus requer actualmente? (Romanos 12.1-2)

 

b)     Que tipo de sacrifício era apresentado pelos sacerdotes de Deus? (1 Pedro 2.5)

 

c)      Quais são essas ofertas espirituais? (Romanos 12.4-8) De que forma é que a Igreja hoje está envolvida nesses Ministérios?

 

d)     Como está você pessoalmente envolvido neste Ministério e como tem assumido este sacerdócio real?

 

Note que muitos cristãos hoje estão confundidos acerca da sua posição e missão na sociedade e na Igreja. Nomeadamente nos aspectos seguidamente descritos:

 

-         O Ministério é frequentemente referido como exclusivo de um grupo de irmãos “profissionais”. No entanto, a Bíblia ensina que o Ministério é pertença de todos os crentes.

 

-         A chamada ao Ministério é muitas vezes considerada como exclusiva daqueles que entram em seminários para seguirem uma carreira eclesiástica profissional. No entanto, as Escrituras dizem que a chamada é o convite para o pecador se chegar a Deus.

 

-         O termo “leigo” é considerado muitas vezes como de “segunda classe”, no entanto, a Bíblia admoesta todos os cristãos a estarem totalmente capacitados para exercerem o Ministério da obra de Deus (Romanos 12.6; 1 Coríntios 12.7; Efésios 4.12; 1 Pedro 4.10-11).

 

-----+-----+-----+----+-----+-----+----+-----+-----+----+-----+-----+----+-----+-----+----+-----+-----+----+-----+-----+----+-----+-----+----+-----+-----+----+-----

 

O MINISTÉRIO DE JESUS (1ª PARTE)

 

 

Lucas 4.18-19

 

Leitura base: Actos 10.34-43

 

Objectivo do estudo: ajudar os leitores a compreender os Ministérios de Jesus e a definir claramente a sua principal missão.

 

Introdução

 

Os evangelhos apresentam Jesus como alguém que se movimentava fazendo o bem. Quando João Baptista interrogou Jesus acerca de se ele era quem estava profetizado, Jesus respondeu: Mateus 11.4-6.

 

A fama de Jesus levou Herodes a pensar que ele era a ressurreição corporal de João Baptista (Mateus 14.1-2). As pessoas também consideravam Jesus como podendo ser João Batista, Elias, Jeremias, ou um dos outros profetas do Antigo Testamento (Mateus 16.13-14). Alguns acreditavam que o propósito da missão de Jesus era provar ser um profeta ou mesmo o Messias judaico.

 

Mesmo Pedro e os outros discípulos acreditavam que Jesus era o Messias judaico que havia de restaurar o poder político dos judeus e expulsar os romanos da sua terra. Eles viram o seu líder demonstrar poder sobre a natureza, doenças, morte e demónios, o que fortaleceu a ideia de poder estar ali um líder para levar o povo judeu à libertação dos opressores romanos.

 

Devido a este estado de espírito, a morte de Jesus foi uma grande desilusão (Lucas 24.19-21).

 

Com o aproximar do tempo da sua morte, Jesus explicou aos seus discípulos o propósito da sua missão: o seu sofrimento e morte para redenção do mundo. Quando Pedro repreendeu Jesus pelo anúncio do seu sofrimento, Jesus detectou a intenção satânica que pretendia que Ele seguisse o caminho da popularidade como líder político, em vez do caminho de serviço e sofrimento. Então Jesus repreendeu Pedro (Marcos 8.33).

 

Algum tempo após a ressurreição de Jesus e do dia de Pentecostes, Pedro falou para um grupo de gentios: Actos 10.38. Pedro tinha entendido finalmente que o propósito do Ministério de Jesus tinha sido a oferta de si mesmo como sacrifício pelos pecados do mundo, para que os pecadores possam reconciliar-se com Deus e ganhar a vida eterna (Actos 10.39-43; 2.22-41).

 

Tiago e João, filhos de Zebedeu, também não compreenderam a missão de Jesus. Eles pensavam que Jesus viria estabelecer um reino de poder pessoal (Marcos 10.35-37). Em vez disso, Jesus explicou o seu Ministério como “o caminho para a cruz” (Marcos 10.38-44), baseado no exemplo da razão pela qual ele tinha vindo à Terra (Marcos 10.45). Em contraste com o entendimento de Tiago e João, Jesus falou do papel de servo, que em última análise culminaria com a sua morte na cruz (Marcos 9.31-35). Jesus deu-se como exemplo para aqueles que o haveriam de seguir.

 

.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-

 

O MINISTÉRIO DE JESUS (2ª PARTE)

 

 

O Poder

 

No início do livro de Actos, os seguidores de Jesus estavam confusos e de certa forma receosos. No final do livro eles são apresentados como executores de uma obra que se tinha espalhado por todo o Império Romano.

 

O que causou esta dramática diferença?

 

Actos 1.8, tem a resposta. Actos 2, a concretização.

 

No entanto, devemos notar:

 

§         O poder proposto não era político ou de força física, mas sim capacidade e poder espirituais.

 

§         Esta capacidade tinha mais a ver com “ser” do que com “fazer”. O crentes seriam “testemunhas” e não iriam apenas “testemunhar”. O evangelismo é um processo contínuo e não apenas um acontecimento. Ele envolve totalmente a vida do crente em todos os seus componentes e não se resume a esforços ocasionais.

 

§         O “poder” vem de fora e não de dentro. Os discípulos não foram habilitados a criar os seus próprios caminhos de proclamação do evangelho, mas a buscarem o poder sobrenatural do Espírito de Deus fazendo-os eficazes na apresentação do Evangelho. O poder vem com a chegada do Espírito de Deus e nunca antes.

 

§         Os crentes seriam testemunhas de Cristo e não deles próprios. Eles deveriam fazer discípulos não para eles próprios, mas para glória do Senhor (Mateus 28.18-20).

 

QUESTÕES

 

1)

 

a)     Como interpretou Jesus o seu Ministério aos discípulos de João Baptista? (Mateus 11.4-6)

 

b)     Como é que o desenrolar desse Ministério deu a Jesus o crédito em relação ao facto de ser o Messias anunciado? (Isaías 29.18; 35.5-6; 61.1)

 

c)      De quem Jesus reclamou ter recebido a autoridade para o seu Ministério? (Lucas 4.18-19) E porque foi e é essa declaração importante?

 

d)     De quem recebem os verdadeiros ministros de Deus a autoridade para o seu Ministério?

 

2)     Reflicta acerca do título dado a Jesus em relação ao seu anuncio messiânico

 

a)     Como entendeu e ensinou a Igreja o anuncio de Jesus? (Actos 4.23-27; 10.38)

 

b)     Como se estende essa declaração aos nossos dias? (2 Coríntios 1.21-22; 1 João 2.20)

 

3)

 

a)     Como é que a missão de servo de Jesus se relaciona com a sua morte? (Marcos 10.44-45)

 

b)     Leia Actos 4.27-30. Como é que os discípulos se chamavam a si mesmos? O que estavam eles impossibilitados de fazer? (Actos 4.31)

 

4)

 

a)     Como continuou o Ministério de Jesus após a sua subida ao céu? (Actos 1.8)

 

b)     O que foi o Ministério de Jesus?

 

c)      O que é o Ministério da Igreja?

 

d)     De que forma é que você está a imitar o Ministério de Jesus?

 

5) Como foi visto, a interpretação do Ministério de Jesus foi confusa, mesmo para os discípulos. Como continua hoje a ser mal entendido e interpretado esse Ministério?

 

6) O que podemos aprender hoje da autoridade e confiança com que Jesus desempenhou o seu Ministério? Como podem tais ensinamentos ajudar o nosso próprio Ministério?

 

.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.

O MINISTÉRIO DE JESUS ATRAVÉS DOS SEUS DISCÍPULOS (1ª parte)

 

 

Lucas 9.1-2

 

Leitura: João 20.19-23

 

Objectivo da lição: ajudar o leitor a perceber os exemplos em que Jesus delegou o seu Ministério, durante o seu Ministério terreno, na sua ascensão e após esta.

 

Introdução: O autor do livro “O plano do Mestre para o evangelismo”, Robert Coleman, apresenta oito passos de como Jesus trabalhou com e através dos seus discípulos:

 

1.      Seleccionando (12 pessoas)

 

2.      Associando-se (em permanência)

 

3.      Consagrando-se (ensinando-lhes lealdade e obediência)

 

4.      Partilhando (partilhando dons com eles)

 

5.      Demonstrando (mostrando-lhes como desempenhar o Ministério)

 

6.      Delegando (enviando-os para executarem o Ministério)

 

7.      Supervisionando (mostrando-lhe qual o seu desempenho)

 

8.      Reproduzindo os mesmos passos

 

Jesus pregou que o Reino de Deus estava entre os homens (Mateus 4.17; Marcos 1.14; Lucas 10.9,11). Isso significa que Deus reinava soberanamente através do Ministério de Jesus Cristo, mas que o seu Reino não pertencia a este mundo (João 18.36). Durante o seu Ministério, Jesus confrontou os poderes demoníacos (Marcos 1.21-27; 5.1-13), os poderes religiosos (Marcos 2.6-11, 23-28; 3.1-6; 11.27-33), os poderes materiais (Marcos 10.20-27; Lucas 6.20,25; 12.13-21), e os poderes políticos deste mundo (João 18.28-37; 19.4-16). Os seus discípulos imitaram Jesus e foram comissionados para pregar a Palavra e expulsar demónios (Mateus capítulo 10; 11.1; Marcos 6.7-12,30; Lucas 9.1-6,10).

 

Jesus poderia ter feito tudo pessoalmente, sem a ajuda de ninguém, mas Ele optou pela partilha do seu Ministério com os seus seguidores. Enquanto os treinava, Ele executava através deles o seu Ministério. Depois da sua ascensão, os seus discípulos continuaram pregando, curando e expulsando demónios. O livro de Actos mostra-nos como os discípulos confrontaram os poderes de Satanás (Actos 5.14-16; 19.11-12), o poder religioso (Actos 4.1-22), o materialismo (Actos 2.44-45; 4.32 a 5.11; 19.23-34), e o poder político (Actos 23.23-31; 24.1-3; 25.9-15; 26.30-32).

 

Como Elias e Eliseu, Jesus delegou o seu Ministério nos seus discípulos. Ao receberem essa delegação, eles eram capacitados pelo Espírito de Deus para exercerem esse Ministério (1 João 2.20). Alguns estudantes da Bíblia preferem limitar o Ministério de Jesus aos seus discípulos nomeados nos Evangelhos. No entanto, é muito mais fiel a interpretação de que esse Ministério não estava limitado a estes, mas que se estende a todos os que através dos tempos aceitam em sinceridade a salvação divina através do Senhor Jesus. Os cristãos do nosso tempo precisam de investigar as Escrituras e buscar a direcção de Deus no sentido de obterem poder para o seu Ministério.

 

.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.

 

O MINISTÉRIO DE JESUS ATRAVÉS DOS SEUS DISCÍPULOS (2ª PARTE)

 

 

Pode um  cristão “leigo”fazer o trabalho da obra de Deus?

 

Quando lemos nos Evangelhos acerca dos doze homens que Jesus escolheu para a sua equipa de liderança, já nos interrogámos porque foi feita esta escolha?

 

Jesus recrutou-os, e após algum treino, delegou-lhes poder e autoridade para fazerem o seu importante trabalho (Lucas 9.2).

 

Mesmo depois da experiência prática dos discípulos, verificava-se que eles cometiam alguns erros, por vezes significativos, e que nos poderiam fazer pensar que eles não estavam qualificados para aquele trabalho.

 

§         Quando uma larga multidão chegou para ver Jesus, os discípulos apenas falavam dos seus recursos limitados, em vez de reconhecerem o poder imenso que o Mestre lhes tinha legado (Lucas 9.12-13).

 

§         Três dos discípulos adormeceram durante o importante acontecimento no Monte da Transfiguração (Lucas 9.28-32).

 

§         Eles contenderam sobre quem seria o maior, em vez de considerarem acerca do exemplo de serviço do seu Mestre (Lucas 9.46-48).

 

§         Contrariamente às opções do Mestre, quando não foram recebidos numa aldeia samaritana, os discípulos estavam prontos a lançar fogo do céu para a consumirem (Lucas 9.51-56).

 

Jesus manteve esses doze homens na sua equipa. Ele continuou a trabalhar com eles, e o livro de Actos reporta-nos o seu extraordinário trabalho através da acção do Espírito de Deus. Jesus transformou aqueles homens imperfeitos em verdadeiros líderes cristãos que abalaram o poderoso Império Romano.

 

Pode Deus também usar-nos hoje?

 

Certamente que sim. Mas para que isso aconteça devemos permitir que Ele exclua de nós os nossos defeitos e a nossa visão deturpada àcerca das coisas.

 

QUESTÕES

 

1)     Aplica-se a cada um de nós a comissão dada por Jesus aos seus discípulos? Se sim, que implicações é que isso tem?

 

2)

 

a)     Releia os sete passos descritos por Coleman na introdução da lição. Porque surgem os passos 1 a 5 antes da delegação de tarefas?

 

b)     Como entende o método de Jesus corrigir os discípulos?

 

3)

 

a)     Identifique os quatro poderes que Jesus confrontou durante o seu Ministério.

 

b)     Depois da ascensão de Jesus o que se passou com acção da Igreja quanto a este aspecto?

 

c)      De que forma é que essa luta também se estende à Igreja de hoje?

 

4)

 

a)     Como foi Jesus confirmado no exercício do seu Ministério? (Lucas 4.18-19)

 

b)     Como estão os discípulos de Deus autorizados actualmente a exercer esse Ministério?

 

c)      Como pode a verdadeira Igreja de Deus afirmar a sua autoridade para exercer esse Ministério?

 

DO DISCIPULADO AO APOSTOLADO (1ª PARTE)

 

 

Mateus 28.18-20

 

Leitura: 2 Timóteo 2.1-15

 

Objectivo: Caracterizar o significado de discipulado e de apostolado e verificar como os discípulos se tornaram mais tarde em apóstolos.

 

Introdução

 

Nos Evangelhos os seguidores de Jesus são normalmente designados por discípulos. No entanto, em algumas passagens eles são chamados de apóstolos.

 

Qual é a diferença entre os termos discípulo e apóstolo?

 

Discípulo deriva da palavra grega mathétés, que significa “estudante”. Jesus escolheu doze homens vulgares para os ensinar acerca do seu Reino e da proclamação do Seu Evangelho (Mateus 10.2-10). Quando a sua missão estava cumprida os discípulos voltavam sempre para junto do seu Mestre.

 

Apóstolo (apostolos em grego) significa “aquele que é enviado”, “mensageiro” ou “delegado”. Podemos chamar essa pessoa de “embaixador”.

 

Depois da sua morte e ressurreição, Jesus mandou que os seus discípulos permanecessem em Jerusalem até que o Espírito Santo lhes desse o poder para testemunharem (Actos 1.3-8). Ele deu-lhes a comissão de serem seus embaixadores e de revelarem ao Mundo a Sua vontade (Mateus 28.19-20).

 

Na comunidade cristã dos primeiros tempos havia uma permanente entrada de novos crentes. Quando eles conheciam os fundamentos da fé eram designados por discípulos. Depois à medida que conheciam mais da mensagem de Deus, tornavam-se embaixadores de Cristo, funcionando como apóstolos.

 

A relação entre Paulo e Timóteo é um excelente exemplo desta relação apóstolo - discípulo. Ou seja, quem é mandado a proclamar o Evangelho da Salvação deve fazer discípulos para Cristo e depois treinar esses discípulos.

 

Pelas Escrituras podemos ver que para se ser um embaixador de Cristo, tem que se ser primeiro estudante, e que para se ser estudante, tem que haver disposição para aprender. O objectivo é reproduzir em cada crente a “mente de Cristo” (1 Coríntios 2.16).

 

As designações de discípulo ou apóstolo, no seu sentido genérico, têm a ver com a capacidade de aprender e ensinar a mensagem da salvação e não propriamente com qualquer posição funcional hierárquica, como os cargos de Presbítero / Pastor / Bispo / Ancião. Assim, podemos perceber que a função de discipulado (aprender) e o apostolado (testemunhar para ensino) devem ser executados por todos os crentes sem excepção.

 

No entanto, pela evidência bíblica, os cargos ou ministérios do presbitério estão reservados a crentes do sexo masculino.

 

A capacidade dos crentes mais maduros, no Evangelho, de guiarem outros crentes

 

2 Timóteo 2.2

 

Vejamos alguns exemplos das Escrituras:

 

§         Barnabé e Paulo: Barnabé vendeu a sua terra em Chipre e deu o produto aos apóstolos para uso pela Igreja. Ele contribuiu muito para a formação de Paulo, e para o facto deste se ter tornado um dos mais importantes agentes da pregação e expansão do Evangelho. Podemos pois dizer que Paulo foi discípulo antes de ser apóstolo (Actos 4.36-37; 9.26-30; 11.22-30).

 

§         Barnabé e João Marcos: Paulo e Barnabé tiveram uma acesa discussão sobre o papel de João Marcos na segunda viagem missionária, estando em causa a sua juventude e os antecedentes de deserção durante a anterior viagem. Posteriormente, Barnabé tomou a seu cargo a formação de João Marcos (Actos 15.36-39). Alguns anos mais tarde, o próprio Paulo considerou João Marcos como útil para o Ministério (2 Timóteo 4.11).

 

§         Priscila e Aquila com Apolo: Priscila e Aquila tinham tido um estreito contacto com Paulo durante a estadia deste em Corinto. Quando eles souberam de Apolo e da sua crença, trataram de o ensinar e ele transformou-se num melhor servo de Deus (Actos 18.1-3, 24-28).

 

§         Paulo e Timóteo: Timóteo foi ganho para Deus pela sua mãe e avó (2 Timóteo 1.5), e Paulo adoptou-o para a sua segunda viagem missionária.

 

§         Paulo e Filemom: Paulo ajudou o crente de Colossos, Filemon, a crescer como crente e a revelar amor e misericórdia pelos outros.

 

O processo de dedicação dos crentes mais maduros ao ensino e conselho dos crentes mais jovens deve ser algo a reabilitar na Igreja dos nossos tempos, de forma a actuar conforme os princípios que a Bíblia nos revela, para um crescimento seguro e fiel da Igreja.

 

.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.

 

DO DISCIPULADO AO APOSTOLADO (2ª PARTE)

 

 

 

QUESTÕES:

 

1)     Defina as características bíblicas inerentes às palavras discípulo e apóstolo

 

2)

 

a)     Como treinou Jesus os seus doze discípulos? (Actos 10.36-42)

 

b)     Após a ascensão de Jesus, os discípulos funcionaram como apóstolos, sem a directa supervisão dele. Como foram os discípulos capacitados para essa missão? (Actos 1.8; 2.1-4)

 

c)      Como Jesus já não está pessoalmente entre nós, como pode ele treinar-nos para o seu Ministério?

 

3)

 

a)     Como foram Lucas, Timóteo, Tito e outros treinados? (2 Timóteo 1.13-14; 2.1-7; Tito 1.4-5; 2.1; Filemon 23-24)

 

b)     O que entende por método discipulado – apostolado? Como podemos fomentar esse método na Igreja?

 

4) De que forma é que podemos também considerar Jesus um apóstolo? (Hebreus 3.1-2)

 

.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.

DIVERSIDADE DE MINISTÉRIOS (1ª PARTE)

 

 

Romanos 12.4-5

 

Leitura: Romanos 12.3-8; 1 Coríntios 12.12-31

 

Objectivo do estudo: capacitar o leitor a identificar os dons espirituais,  com base em dois dos textos que nos falam dos diferentes Ministérios no Corpo de Cristo.

 

Introdução:

 

Quando abordamos a diversidade de Ministérios na Igreja, claramente concluímos que o Ministério em geral deve ser exercido por todos os crentes. No entanto, nem todos os crentes exerceram precisamente o mesmo tipo de Ministério, pois a Igreja é uma equipa em que cada um tem funções diversas.

 

Cada crente deve analisar-se a si próprio e pedir a assistência de Deus para discernir o seu Ministério. Nesta análise será também evidente que a Igreja é um corpo com membros diferentes, havendo unidade na diversidade de funções (1 Coríntios 12.12).

 

A diversidade de Ministérios não é má; pelo contrário, permite fazer coisas maiores e envolver mais pessoas no trabalho de Deus. Apropriadamente praticado, este envolvimento gera trabalho de equipa, muitas vezes essencial para realizar certas tarefas.

 

Um exemplo dessa equipa eficaz, foi o da acção de Paulo (teólogo, filósofo e conhecedor dos meios comerciais e de negócio), com Timóteo (filho de mãe judaica e pai grego, portanto com características multiculturais) e com Lucas (um médico europeu). Juntos, eles auxiliaram-se mutuamente resolvendo problemas postos por diferentes culturas.

 

Vamos ver uma lista dos mais citados dons discutidos no Novo Testamento:

 

a)     Presbitério (Pastoreado ou Bispado): Efésios 4.11; 1 Timóteo 3.1-7; 1 Pedro 5.1-3; João 10.1-18.

 

b)     Ensino: 1 Coríntios 12.28; Romanos 12.7; Efésios 4.11-14; Actos 18.24-28; 20.20-21.

 

c)     Sabedoria: 1 Coríntios 12.8; 2.1-13; Actos 6.3,10; 2 Pedro 3.15; Tiago 1.5-6.

 

d)     Conhecimento: 1 Coríntios 12.8; 2.14; Actos 5.1-11; 2 Coríntios 11.6, Colossences 2.2-3.

 

e)     Exortação: Romanos 12.8; 1 Timóteo 4.13; Hebreus 10.25; Actos 14.22.

 

f)      Discernimento dos Espíritos: 1 Coríntios 12.10; Actos 16.16-18; 1 João 4.1-6.

 

 

.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.

 

DIVERSIDADE DE MINISTÉRIOS (2ª PARTE)

 

 

(continuação da listagem do Estudo anterior)

 

g)     Dádiva: Romanos 12.8; 2 Coríntios 8.1-7; 9.2,6-8.

 

h)      Ajuda: 1 Coríntios 12.28; Romanos 16.1-2; Actos 9.36.

 

i)       Misericórdia: Romanos 12.8; Lucas 10.33-35; Marcos 9.41.

 

j)       Evangelismo: Efésios 4.11; Actos 8.5-6, 26-40; 14.21; 21.8; 2 Timóteo 4.5.

 

k)      Hospitalidade: Romanos 12.9-13; Hebreus 13.1-2; Actos 16.15; Romanos 16.23; 1 Pedro 4.9.

 

l)       Fé: 1 Coríntios 12.9; Actos 11.22-24; Romanos 4.18-21; Hebreus11.

 

m)     Liderança: Romanos 12.8; Actos 7.10; 15.7-11; 1 Timóteo 5.17; Hebreus 13.17.

 

n)      Administração: 1 Coríntios 12.28; Actos 6.1-7.

 

o)     Celibato: 1 Coríntios 7.7-8; Mateus 19.10-12.

 

p)     Intercessão: Tiago 5.14-16; 1 Timóteo 2.1-2; Colossences 1.9-12; 4.12-13; Actos 12.12.

 

q)     Serviço: Romanos 12.7; Actos 6.1-7; Gálatas 6.2,10; 2 Timóteo 1.16-18; Tito 3.14.

 

QUESTÕES

 

1)     O que lhe diz o texto de Romanos 12.4-5? De que forma é que os cristãos o podem cumprir?

 

2)

 

a)     Porque usa o apóstolo Paulo a figura do “Corpo” para explicar a unidade na diversidade?

 

b)     De que forma é que essa diversidade pode ajudar o trabalho da Igreja?

 

c)      A diversidade necessária no Corpo de Cristo implica que diferentes doutrinas acerca dos mesmos assuntos importantes da fé, sejam admitidos? (1Timóteo 1.3; 6.3-4; Tito 1.9; 2João 6-11)

 

2)     Usando a descrição dos dons que fizemos, escolha dois ou três que pense mais adequados à sua pessoa.

 

a)     Como pensa pôr esses dons em actividade?

 

b)     Que fraquezas encontra no seu Ministério pessoal?

 

.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.

 

A CHAMADA PARA O MINISTÉRIO

 

 

Efésios 4.1

 

Leitura base: Actos 26.9-23

 

Objectivo do estudo: ajudar os leitores a explorar os diferentes significados da chamada para o Ministério e a explorar a sua própria chamada.

 

Introdução:

 

Existem quatro tipos de chamada na vida cristã:

 

1) Primeiro, Deus chama a todos para a salvação pela fé no Senhor Jesus. Pedro descreve essa chamada geral como a passagem das trevas para a luz (1 Pedro 2.9-10). A Bíblia dá-nos vários exemplos dessa chamada geral, como em Actos 2.38-41.

 

2) Segundo, uma chamada específica de Deus para uma determinada tarefa no Ministério cristão (Actos 26.15-18, 1 Timóteo 1.12; Gálatas 2.9).

 

3) Terceiro, a Igreja pode fazer uma chamada específica a um crente para um determinado Ministério (Actos 11.19-26; 13.1-4).

 

4) Quarto, uma chamada segundo as necessidades do momento. Por exemplo, o conhecimento de Paulo em relação a diversas culturas e o facto de falar pelo menos a língua dos judeus e o grego, fez com que ele fosse essencial para o Ministério junto dos gentios.

 

Os apóstolos foram oferecidos para o Ministério

 

Jesus acompanhou e treinou os seus discípulos durante três anos e meio.

 

Antes da sua ascensão ao Céu, Ele comissionou-os para a sua grande missão (Mateus 28.19-20).

 

Mais tarde Ele determinou que essa comissão não deveria ser exercida sem antes terem sido revestidos do poder do alto (Actos 1.4-5).

 

O Espírito Santo capacitou os apóstolos para usarem os dons espirituais de forma a cumprirem a grande comissão.

 

O evangelismo (fazer discípulos) e a edificação (ensinar) são funções essenciais da Igreja dos nossos dias. O Espírito Santo continua a capacitar os crentes para partilharem o Evangelho e darem fruto na conquista de novos discípulos para Cristo. Assim, a grande missão que Cristo nos deixou continua a ser exercida e a graça, amor e misericórdia divinas continuam a ser engrandecidas cada vez que novas almas se juntam ao Corpo de Cristo.

 

QUESTÕES

 

1)

 

a)     Que tipo de chamadas (em relação às quatro citadas na introdução do estudo) estão incluídas em 1 Pedro 2.9-10?

 

b)     Quando foi que pessoalmente recebeu essas chamadas?

 

2)

 

a)     Porque é que a chamada específica para um determinado Ministério é importante ser reconhecida?

 

b)     Quais foram as chamadas específicas feitas a Paulo e a Pedro? (Actos 9.15; Gálatas 2.7-8)

 

c)      Como pode Deus capacitar-nos para a aplicação dos dons espirituais e do nosso Ministério? Essa capacitação passa também pelo treino e aprendizagem proporcionado pela Igreja?

 

1)     Que cuidados deve ter a Igreja antes de incluir alguém em determinados Ministérios? (2 João 6-11; Tito 1.5-9)

 

 

 

.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.