Culto

Discórdia

Moralidade

Crises

Comunidade

Familia e a Igreja

Anos de Ouro

 

O CULTO EM FAMÍLIA - 1ª PARTE

 

 

“Não os encobriremos aos seus filhos, mostrando à geração futura os louvores do Senhor, assim como a sua força e as maravilhas que fez.”   - Salmos 78:4

 

Textos base: Deuteronómio 6; Salmos 5:1- 8; 48; Isaías 38:18-20; Salmos 78: 1- 10, Joel 1:3; 2Timóteo 2.2.

 

Objectivo do estudo:

 

Analisar métodos para promover a instrução da vontade (lei) de Deus na família.

 

Introdução:

 

Os nossos primeiros conceitos de Deus e da Sua vontade são entendidos através dos nossos pais.

 

Logo após o resgate de Israel do cativeiro no Egipto, Deus deu a esta nova nação a incumbência de, através da instrução religiosa nas suas casas, ensinar os Seus caminhos à família. As sucessivas gerações deveriam escutar, aprender e relatar às gerações seguintes a miraculosa libertação do Egipto, assim como os mandamentos, estatutos e juízos do Senhor (a Tora de Israel). Através desta educação religiosa deveria formar-se e perpetuar-se uma nação justa e forte.

 

Pelos mesmos motivos, as famílias actuais deveriam estar preocupadas com a qualidade da instrução bíblica nas suas casas. Esta educação desenvolve os conhecimentos dos membros da família acerca do caminho da Salvação e a sua maturidade Cristã.

 

Algumas famílias estão envolvidas em tantas actividades que têm dificuldade em agendar a partilha dos ensinamentos através do culto em família.

 

Há muitas maneiras de promover e melhorar a instrução religiosa em casa. Uma delas é o nosso exemplo diário como pais; é mais eficaz para as crianças do que todas as histórias ou ensinamentos bíblicos que possamos transmitir-lhes, embora ambos sejam necessários. Se lhes pregarmos muitos sermões, elas facilmente deixam de nos ouvir e concluem que é muito difícil cumprir os preceitos que lhes transmitimos.

 

Reflexão:

 

Porque razão era tão importante para a jovem nação de Israel ensinar às sucessivas gerações os mandamentos, os estatutos, os juízos e os milagres de Deus ?  Resuma Deuteronómio 6; 11:1-7.

 

Questões para estudo:

 

No Salmo 48 - em particular no v.14 - qual a ênfase que é dada à nossa relação diária com Deus (Salmo 1:2)? Como é que esta relação pode afectar positivamente os membros da nossa família?

Comente Joel 1:3 que está relacionado com o tema desta lição. O que é que Israel deveria transmitir aos jovens? V. 4-10.

Considere as seguintes desculpas típicas para a não realização de culto em família:

Os membros da família nunca estão todos juntos em casa.

Há falta de tempo.

Não consigo levar a cabo um culto inteiro sem tornar a família “saturada”.

Não sou capaz de conduzir a fé das pessoas.

Os miúdos não querem perder o seu programa de televisão favorito.

 

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O CULTO EM FAMÍLIA - 2ª PARTE

 

 

Textos base: Deuteronómio 6;Salmos 5:1- 8; 48; Isaías 38:18-20; Salmos 78: 1- 8, Joel 1:3; 2 Timóteo 2.2.

 

Introdução (contin.):

 

A nossa igreja não pode, efectivamente, levar a cabo a sua missão sem a cooperação e participação das famílias. Como pais, devemos dar prioridade às nossas convicções e formação cristãs incentivando a preparação das escolas bíblicas em casa. Tanto nós, como os nossos filhos, beneficiaremos do estudo antecipado das escolas de Sábado e teremos uma maior participação na Escola Bíblica.

 

Devemos interessar-nos pelas leituras que os nossos filhos fazem e devemos aproveitar para discutir os conteúdos com eles. Hoje em dia está muito em voga ler o Harry Potter e levar as crianças ao cinema para ver histórias fantásticas de magia e feitiçaria criando nas mentes jovens fantasias que os desviam da verdade. Devemos criar, em relação à Escola bíblica, uma ideia positiva mas, ao mesmo tempo, não devemos incutir-lhes a ideia de que a igreja é um “local perfeito” onde não se cometem erros. Os jovens devem aprender que andando segundo a vontade de Deus são diferentes da maioria dos seus companheiros que não conhecem a verdade. Devem também saber que os membros da Igreja são pessoas com insuficiências e dificuldades e que também necessitam muito da presença e ensino de Deus.

 

Muitos programas de televisão, filmes, programas da Internet, vídeo, etc, alimentam a ideia de que aquilo que ensinamos aos nossos jovens está errado. Quanto mais as pessoas estão em contacto com a transgressão mais naturalmente a aceitam como sendo uma coisa da vida, e tornam-se laxistas no combate à sua influência.

 

Em contraste, uma instrução cristã efectiva e consistente prepara os jovens para distinguir o bem do mal e prepara-os para o Reino de Deus.

 

Questões para estudo ( contin.):

 

Compartilhe com os irmãos o modo como conseguiu levar a cabo a prática do culto em família.

De que modo é que os pais podem obter dos filhos atitudes correctas relativamente à igreja, pastores e escolas bíblicas Provérbios 22:6? Quais os riscos de transmitir às crianças uma imagem de “perfeição absoluta” relativamente à igreja? 2 Timóteo 2: 1-3

Como é que se pode encontrar o equilíbrio entre o efeito da televisão, do cinema e da Internet e a influência do culto em família e outras actividades cristãs? Provérbios 4: 1-7; 22-23

Conclusão: Há muitas oportunidades para a instrução dos princípios Cristãos e de fé nas nossas casas. Os filhos devem “ver” o Evangelho mais do

que  “ouvir”; devem “sentir” mais do que “pensar”.

 

Quantas foram as gerações, anteriores a nós, que transmitiram esta mensagem de dádiva de vida e de amor de Deus?

 

 

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RESOLUÇÃO DAS DISCÓRDIAS NA FAMÍLIA - 1ª PARTE

 

 

“O homem iracundo suscita contendas, mas o longânimo apaziguará a luta” - Provérbios 15:18

 

Textos base: Provérbios 15:1-18; Provérbios 17; Romanos 12:9-21; Colossenses 3:12-21; Tiago 3:14-18

 

Objectivo do estudo:

 

Perceber de que modo as virtudes Cristãs permitem ultrapassar todos os aspectos negativos das discórdias familiares.

 

Introdução:

 

Dado que os nossos lares são a nossa maior responsabilidade eles constituem também o nosso maior desafio e o maior teste ao nosso carácter. Comportamo-nos em privado de acordo com aquilo que declaramos publicamente? Será que os nossos padrões se mantêm os mesmos onde quer que estejamos? Na verdade, as pressões sociais definem o nosso desempenho público, restringem o nosso comportamento social e refreiam a nossa língua.

 

Eis aqui alguns dos potenciais problemas que poderemos enfrentar. No conforto e segurança das nossas casas despimo-nos da nossa imagem pública e tornamo-nos nós próprios. Qual o resultado? Muitas vezes temos tendência para termos, em casa, um comportamento pior. Especialmente quando estamos cansados ou desgastados emocionalmente, cometemos alguns erros no nosso relacionamento familiar. Contamos com a compreensão e a indulgência dos outros. Ficamos demasiado preocupados conosco próprios e não damos atenção às necessidades ou problemas dos outros membros da família.

 

No seio daquilo a que chamamos lar, descarregamos, por vezes, frustrações e ira naqueles que nos são mais próximos e que mais amamos. Criticamos, censuramos, diminuímos, somos sarcásticos e cínicos. Em resumo, deterioramos a relação familiar. E assim, os membros da família têm tendência a desviar-se e para se protegerem respondem no mesmo modo. Infelizmente, eles aprendem duma forma incorrecta que a melhor defesa é um bom ataque. O resultado, evidentemente, é que os receptores dessas emoções negativas – os filhos – crescem receosos, irrascíveis, mal-humorados e inseguros.

 

Reflexão:

 

Leia Colossenses 3:12-21. Compare as virtudes mencionadas nos versículos 12-17 com as necessidades da família (especialmente versículos 18-21).

 

Questões para estudo:

 

Quais devem ser os princípios inerentes à comunicação e compreensão? Efésios 4:15, 25.

Quais os métodos que costuma utilizar para apaziguar a zanga de outra pessoa? Considere os princípios indicados em Mateus 5:25,39.

De que modo é que 1.Pedro 3:8-9 está relacionado com esta lição e como é que este princípio pode ser aplicado às famílias?

 

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RESOLUÇÃO DAS DISCÓRDIAS NA FAMÍLIA - 2ª PARTE

 

 

Textos base:           Provérbios 15:1-18; Provérbios 17; Romanos 12:9-21; Colossenses 3:12-21; Tiago 3:14-18 ( reler)

 

Introdução (contin.):

 

Expusemos os problemas e identificámos os factores que os influenciam. Precisamos, agora, de reflectir sobre a questão do nosso “auto domínio”.

 

Mães, aproveitem o tempo para manterem cada dia os vossos filhos sob controlo, usando da oração. Façam pausas para reflexão. Tirem partido dos vossos recursos. Preencham a vossa cabeça e o vosso coração com alegria e tranquilidade. Definam como objectivo que a vossa família receba em cada dia a vossa total atenção e a satisfação de todas as suas necessidades.

 

Pais, a vossa responsabilidade é maior do que a de qualquer outra pessoa na manutenção de um sentimento de bem-estar e estabilidade na família. É da vossa responsabilidade o controlo do tempo em que a família está junta. Antes do reencontro da família, ao fim do dia, perguntem a vós próprios: “Como posso eu obter bênçãos para a minha família esta noite?” Usem todos os vossos recursos. Dêem o melhor de vós próprios para minorar a fadiga e renovar o vosso espírito e o da família.

 

Os pais cristãos conhecem as suas responsabilidades (1.Timóteo 5:8) mas também sabem que não estão sozinhos. Submetendo-se ao Espírito Santo para seu guia e sua força e confiando em Deus, para a obtenção dos recursos necessários, os pais serão capazes de construir uma vida cristã para os seus filhos – mesmo que a caminhada seja dura!

 

Questões para estudo ( contin.):

 

Que métodos utiliza para desenvolver a qualidade da comunicação e promover a compreensão entre os membros da família? Romanos 12:15.

 

2.      Como é que as seguintes virtudes pessoais encontram expressão nos problemas do dia a dia das famílias?

 

Perdão: ver Efésios 4:31,32

 

Tolerância: ver Gálatas 6:1

 

Paciência: ver I. Coríntios 13:4-7

 

Humildade: ver Efésios 4:1,2

 

3.      Leia Colossenses 3:21. Tem alguma experiência relacionada com este conselho?

 

Conclusão: As atitudes favorecem os acontecimentos. As atitudes dos pais criam as condições para a construção do carácter dos filhos. A paciência e a paz são virtudes especiais que transformam um lar num santuário de amor.

 

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QUESTÕES MORAIS – 1ª PARTE

 

 

Ou não sabeis que o nosso corpo é o templo do Espírito Santo, que habita em vós, proveniente de Deus, e que não sois de vós mesmos? Porque fostes comprados por bom preço; glorificai pois a Deus no vosso corpo, e no vosso espírito, os quais pertencem a Deus. 1.Coríntios 6:19,20

 

Textos base: Provérbios 23:19-28; Romanos 8:5-14; 1Coríntios 6:12-20; Efésios 5:1- 5; Gálatas 5:16-25.

 

Objectivo do estudo:

 

Reflectir sobre os critérios bíblicos relativos às questões morais com que as famílias se confrontam, incluindo o aborto, a homossexualidade e a pornografia.

 

Introdução:

 

Neste ponto crítico da História da Humanidade, estão a tomar-se opções que irão afectar as gerações futuras, a menos que o Senhor volte em breve.

 

Irá a sociedade proteger a dignidade e a singularidade dos seres humanos?

 

Existe em Jerusalém um monumento ao Holocausto que constitui um testemunho cruel das terríveis atrocidades cometidas contra os Judeus e outras minorias na II Guerra Mundial. Yad Vashem recorda-nos que seis milhões de hebreus foram brutalmente sacrificados em nome de “ideais” afastados dos preceitos de Deus. Mas este é somente um dos muitos memoriais, existentes pelo mundo fora, que relembram os efeitos do mal. Devemos lembrar-nos de que os que foram assassinados eram seres humanos, como nós, e também o eram os que cometeram o genocídio. Isto vem relembrar-nos a depravação da Humanidade.

 

 A visão Judaico - Cristã do mundo continua a defender que a vida é sagrada e constitui a base para o mais elevado entendimento sobre a vida humana, quer no conceito quer na prática. A vida humana deve ser protegida e amada porque cada pessoa porque foi criada à imagem de Deus.

 

A sociedade Cristã, em violento contraste com as sociedades Humanistas, entendem o aborto e a eutanásia como formas de assassínio.

 

Reflexão :

 

O que é para si, a verdade?

 

Indique uma definição bíblica para verdade. Leia Salmo 119:142; Mateus 22:16; João 14:6 e 17:17.

 

Questões para estudo:

 

 Qual é que lhe parece ser o principal problema das correntes do pensamento actual ? Isaías 53:6 e 55:8-9.

 

Leia Génesis 1:26-27 e veja de que modo é que se relacionam com a dignidade do ser humano. Analise também Apocalipse 4.11.

Qual a sua opinião relativamente ao aborto ?

Acha que o aborto é sempre condenável? Como considera os casos de incesto, violação, gravidez com risco de vida etc.?

 

Deve a igreja estar activamente envolvida na oposição à legalização do aborto? Que papel e que responsabilidades tem a igreja nesta matéria?

 

Conhece a Resolução sobre o aborto publicada no Boletim Informativo de Julho de 2005?

 

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QUESTÕES MORAIS – 2ª PARTE

 

 

Textos base: Provérbios 23:19-28; Romanos 8:5-14; 1Coríntios 6:12-20; Efésios 5:1- 5; Gálatas 5:16-25.

 

Introdução (contin.):

 

Até há poucos anos, a sociedade sofreu a influência favorável da Cristandade, relativamente à vida humana, conferindo-lhe um valor especial e inestimável. Estamos a assistir agora a uma mudança de atitude da sociedade. Porquê? Porque a sociedade perdeu a sua base Judaico - Cristã. O Homem mais do que Deus, tornou-se o centro da vida; ele é visto como um produto do acaso num Universo impessoal. O valor da vida é assim menosprezado. Nesta sociedade todas as maravilhas da Criação são vistas como mecanismos e não como mistérios. Neste universo mecanicista, qualquer centelha da Vontade Divina é entendida como proveniente da consciência moral de cada ser humano.

 

Por tudo isto, podemos facilmente perceber a importância da família Cristã na clarificação desta matéria.

 

Questões para estudo (contin.):

 

Quais são as suas preocupações relativamente à eutanásia (definida como o direito a consumar o fim de uma vida que se tornou insuportável)? É realmente esta forma de morte uma “morte com dignidade”? 1.Samuel 2:6.

(NOTA: o termo eutanásia foi, pela primeira vez, introduzido num livro: “The Realease of the Destruction of Life Devoid of Value” (“A libertação pela destruição da vida desprovida de significado”), de Karl Binding e Alfred Hoche, publicado na Alemanha em 1920).

 

Comente a questão da homossexualidade. Faça os seus comentários com base na história e ensinamentos das Escrituras. Leia Romanos 1:24-28; 1.Coríntios 6:9-10; 2.Timóteo 3:1- 5.

 

De que modo podemos combater a pornografia? Porque é que o devemos fazer?   Filipenses 4:8

Qual a atitude que os cristãos devem ter relativamente aos assuntos tratados anteriormente, especialmente no modo como a família deve lidar com os mesmos?  Gálatas 6:1-3; Tiago 5:19-20; 2.Coríntios 2:4-8; João 8:1-11.

 

Conclusão:

 

Cada um de nós foi feito à imagem, conforme à semelhança de Deus, por isso, possuímos uma consciência colectiva. A nossa consciência individual permite-nos entender o valor da dignidade da vida humana. Poderemos nós permanecer impassíveis quando a consciência colectiva da sociedade se tornou tão corrupta e manipulada de tal modo que a imoralidade constitui o “socialmente aceitável”? “Para que o mal triunfe é necessário que os homens bons não façam nada”!

 

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ENFRENTAR AS CRISES NO LAR – 1ª PARTE

 

 

“Porque o Senhor DEUS [YHWH] me ajuda, pelo que me não confundo; por isso pus o meu rosto como um seixo, e sei que não serei confundido” -  Isaías 50:7.

 

Textos base: Salmos 3; Isaías 61:1-3; Mateus 5:1-12; Actos 16:19-40; Actos 27; Romanos 8:35-39; 2.Coríntios 11:16-33.

 

Objectivo do estudo:

 

Obter uma resposta bíblica para fazer face e ultrapassar as crises pessoais e da família.

 

Introdução:

 

Todas as famílias enfrentam tempos difíceis. Parece que as crises aparecem nas piores alturas forçando aqueles que estão envolvidos nelas a tomar decisões duras e imediatas. O modo como a família responde a estas experiências diz muito, acerca do seu carácter e da sua fé, e exerce uma influência enorme sobre as vidas dos membros da família.

 

A natureza dos episódios de crise pode ser tão diversa como o é a própria vida: doenças, problemas financeiros, mudanças de emprego, saída dos filhos de casa, perda do cônjuge, etc.. Estes acontecimentos afectam seriamente a rotina da vida diária. Quem pode esquecer as fantásticas histórias de Abraão, José, David, Paulo e João ou a fé de Raabe, Hannah, Débora, Ester e Ana? A sua inabalável confiança Naquele que transcende o tempo, assegurou-lhes a vitória sobre todas as dificuldades que enfrentaram.

 

Estes exemplos dão-nos ânimo. No entanto, algumas vezes, a nossa confiança parece vacilar quando comparada com a fé de outros. Uma coisa é acreditarmos na grandeza de Abraão, outra coisa é acreditarmos que o mesmo Deus que o abençoou nos ajudará nas nossas crises.

 

Como é que podemos, então, obter a vitória? Comecemos por reconhecer a brevidade e a incerteza desta vida e acreditemos na certeza duma vida futura – num reino eterno cujo construtor e criador é Deus YHWH.

 

Cada um dos vencedores relatados na Bíblia alcançaram uma firme certeza e esperança nas promessas de Deus, tomando a atitude de vencedores em cada uma das experiências da sua vida.

 

Reflexão:

 

Sendo nós verdadeiros cristãos, não deveríamos no seio da nossa família, usufruir de uma vida livre de crises e de problemas? Leia João 16:33; Mateus 10:22 e João 12:25-26 para a sua reflexão.

 

Qual o seu entendimento acerca do  “Evangelho da prosperidade”? Significa, para aquele que vive para Cristo, que a sua vida será abundante em bênçãos materiais?

 

Questões para estudo:

 

Na sua opinião, haverá certas crises que são provocadas por nós próprios? Gálatas 6:7. Como é que Hebreus 12:6 se aplica neste contexto?

De que modo é que nos podemos preparar para situações de crise? Dê as suas sugestões. Reveja os comentários da introdução desta lição. Leia Mateus 4:1-11 e reflicta acerca do modo como Jesus geriu a primeira crise, de que há registo, no seu ministério.

 

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ENFRENTAR AS CRISES NO LAR – 2ª PARTE

 

 

Textos base: Salmos 3; Isaías 61:1-3; Mateus 5:1-12; Actos 16:19-40; Actos 27; Romanos 8:35-39; 2.Coríntios 11: 16-33.

 

Introdução ( contin.):

 

Obtendo pequenas vitórias diárias auto preparamo-nos para lidar com os momentos mais desagradáveis. A vida não nos testará acima das nossas capacidades (1.Corintios 10:13). Assim, a melhor maneira de nos prepararmos para experiências catastróficas é resolvermos os momentos difíceis do dia a dia. Há, pelo menos, três actividades que nos ajudam a prepararmo-nos para crises maiores.

 

Primeiro, precisamos de nos reconciliar, conscientemente, com a vontade de Deus, submetendo aquilo que desejamos ao que Ele deseja, e que se encontra expresso na Lei que Ele deu ao Seu povo, a Israel.

 

Segundo, precisamos de dedicar diariamente algum tempo às Escrituras e reservar algum tempo à oração em privado. Deste modo, ficaremos melhor preparados para fazer face aos nossos compromissos.

 

Terceiro, precisamos de aprender a grande lição do auto–domínio, refreando as nossas línguas. Muitas crises resultam de expressarmos condenação, ira, ódio ou inveja quando devíamos falar com delicadeza e compreensão.

 

Questões para estudo ( contin.):

 

Quais foram os métodos utilizados por Paulo para ultrapassar as situações críticas? Actos 16:25; 27:21-25; 2.Coríntios 12:7-9.

De que modo é que esses método podem ser aplicados aos complexos problemas actuais?

Em momentos de grande tensão quais as fontes de conforto que temos aos nosso dispor? Procure as respostas em Deuteronómio 31:6; Salmo 121:2-8; João 14:16-18; Romanos 15:4; Tiago 5:13.

 

Conclusão:

 

A grande força de que dispomos para enfrentar as crises consiste no reconhecimento da nossa fraqueza e da confiança na força de Deus. Fé,  coragem e o Seu braço forte – estas são as fontes de força doadas por Deus.

 

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A FAMÍLIA CRISTÃ E A COMUNIDADE – 1ª PARTE

 

 

“Não peço que os tires do mundo, mas que os livres do mal.” - João 17:15.

 

Textos base: Salmos 127; 128; 145; Mateus 5:13-16; 25: 31- 46; João 17.

 

Objectivo do estudo:

 

Analisar de que modo as famílias cristãs podem estender a sua influência para além dos limites da família que é a igreja.

 

Introdução:

 

Imaginemos uma sociedade totalmente desprovida da influência judaico-cristã! O significado do bem-estar dos outros teria, certamente, um valor completamente diferente.

 

 Diz-nos a História, que através dos tempos, alguns grupos de Cristãos se distanciaram da sociedade para se refugiarem no seu próprio mundo, construindo as suas próprias instituições, supostamente não contaminadas e livres dos problemas da sociedade (e.g. mosteiros).

 

Mas como podemos nós ser, efectivamente, uma luz para o mundo, se fugirmos dele? Como podemos nós ser o sal da terra se nos recusarmos a sair do saleiro?

 

Outros Cristãos decidiram fazer um “contrato” com o mundo, dividindo as suas vidas em dois compartimentos: o sagrado e o profano, cuidando para que não interferissem um com o outro.

 

Os Cristãos verdadeiros, no entanto, não fogem das dificuldades ou do confronto com os problemas do mundo, nem tão pouco permitem ser controlados por alguma instituição. Os filhos de Deus estão convictos de que o Senhor lhes confiou uma responsabilidade e lhes deu a oportunidade para exercerem uma sã influência sobre vida dos outros.

 

Ao longo da história da fé Cristã, muitos seguidores de Cristo contribuíram para aliviar o sofrimento humano em ajuda a muitos desprotegidos: doentes, idosos, pobres, presos – em suma, a todos os que precisam de ajuda.

 

Os Cristãos dos nossos dias estão preocupados com algumas questões morais como sejam a injustiça, o aborto, a pornografia e a homossexualidade. Eles consideram estas situações pecaminosas e destrutivas duma sociedade não preocupada com os limites ou as consequências das acções imorais. Mas por todo o lado ouvimos o estafado argumento de que não se pode legislar a moralidade. No entanto, todas as leis são a preocupação de alguém com a moralidade (ou imoralidade). As leis proíbem o assassínio, o furto, a condução sob efeito do álcool, etc.. No fundo, estas são leis sobre a moralidade.

 

Reflexão:

 

Com base em registos bíblicos o que é que acontece às sociedades sem Deus?

 

Questões para estudo:

 

A Cristandade está nitidamente dividida no que respeita a questões morais como o aborto e a homossexualidade. Qual a mensagem que esta divisão transmite ao mundo?

Qual deve ser a nossa atitude para com os não crentes dentro da nossa comunidade? Comente: Colossenses 4:5-6; 1.Coríntios 9:19-22; 1.Tessalonicenses 4:9-12; Romanos 15:2. Dê exemplos desta atitude.

Que importante influência pode um cristão ter na sociedade? Considere os seguintes textos: Mateus 5:13-16; Filipenses 2:14-16; 1.Pedro 2:11-17.

 

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A FAMÍLIA CRISTÃ E A COMUNIDADE – 2ª PARTE

 

 

Textos base: Salmos 127, 128, 145; Mateus 5:13-16; 25: 31-46; João 17.

 

Introdução (contin.):

 

A história Bíblica de Ester é bem conhecida dos cristãos. Ester não temia pela sua vida e estava ansiosa por mostrar a sua oposição ao sistema político do seu país adoptivo. Para Ester, o princípio de justiça para o seu povo, os judeus, pesou mais do que as consequências que pudesse vir a sofrer. Através da influência empenhada de Ester, um povo inteiro foi salvo da aniquilação e a história política da Pérsia e de Israel tomaram outro rumo.

 

O apóstolo Paulo, nunca perdia uma oportunidade para dar testemunho da sua fé junto dos representantes dos governos. Actos 24, 25 e 26 relatam o seu comportamento com os governadores da Palestina –  Félix, Festo e o rei Agripa. O apelo de Paulo para ser julgado na corte de César, de que resultou a sua viagem a Roma, serviu para exercer importante influência na história religiosa e política do império Romano. Assim, a mensagem Cristã, foi levada ao coração desse Império e da prolongada prisão de Paulo, em Roma, resultaram inúmeras conversões de Cristãos. Temos que reconhecer que a influência da mensagem Cristã em Roma provocou uma mudança que se prolongou ao longo dos tempos.

 

Na oração de Jesus: João 17, Ele não pede um santuário para protecção dos Seus seguidores. Pelo contrário, Ele ora para que eles sejam protegidos para o serviço neste mundo. Somos salvos para servir. O poder da injustiça baseado no dinheiro (o “deus deste mundo”) oprime o mundo moderno.

 

Entretanto, o que é que aconteceu à influência dos Cristãos? Tomámos verdadeiramente em mãos a nossa liberdade?

 

Questões para estudo (contin.):

 

Considere a história de Ester. Dê exemplos da influência de outras pessoas na sociedade. Ester 4:13-17

Os cristãos praticantes constituem uma grande percentagem da população do mundo: no entanto, a imoralidade continua a crescer. Porquê? Qual a sua opinião? O que é que podemos fazer para estabelecermos a diferença? Será que este chamado “cristianismo” é composto por pessoas que nasceram de novo em Cristo?

Conclusão:

 

Façamos com que cada um dos nossos lares brilhe na nossa comunidade, como uma lanterna transmitindo esperança a um mundo confuso, em trevas e a caminho do abismo, do castigo de YHWH.

 

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A FAMÍLIA CRISTÃ E A IGREJA – 1ª PARTE

 

 

“À igreja de Deus que está em Corinto, aos santificados em Cristo Jesus, chamados santos, com todos os que em todo o lugar invocam o nome de nosso Senhor Jesus Cristo, Senhor deles e nosso” – 1.Coríntios 1:2.

 

Textos base: Romanos 12; 1.Coríntios 1; 12; Efésios 4; Gálatas 3:26-29 .

 

Objectivo do estudo:

 

Analisar de que modo é que a igreja e a família se podem ajudar mutuamente.

 

Introdução:

 

A Igreja é o meio divinamente designado para transmitir o Evangelho. Não é uma instituição ou um edifício mas um corpo de crentes. A igreja é uma comunidade como nenhuma outra. Em quase todas as congregações existe diversidade de idades, motivações, níveis sociais e origens, mas estas diferenças não são importantes comparadas com os laços de fé compartilhada pelos membros da congregação e pelos Cristãos espalhados pelo mundo.

 

Durante a era Cristã, em todas as gerações, os lares Cristãos são considerados divinas instituições nas quais os membros da família são desafiados a crescer em sabedoria e a viver ao serviço de Deus e dos outros. Os pais moldam o destino dos seus filhos, trabalhando lado a lado com a igreja, para os preparar para uma vida abundante em Cristo Jesus, agora e na eternidade. Deus desenhou a família Cristã como a semente da sociedade, o modelo estrutural para a edificação do conhecimento. Os filhos aprendem, dentro da família e na igreja, os valores morais e os conceitos divinos.

 

Reflexão:

 

Como é constituída a família de Deus? Marcos 3:35. O que é dito sobre a identidade da igreja em Mateus 18:20?

 

Questões para estudo:

 

A Igreja é constituída por diversos membros (1Coríntios 12:1-2; Gálatas 3:28) que têm um atributo comum. Qual é? Gálatas 3:26; João 1:12.

Quem são os remidos filhos de Deus ? Somente os que são perfeitos e acima do pecado? Leia 1,Coríntios 1:2-17.

A que é que Paulo e Pedro chamam os “nascidos de novo”? 1.Coríntios 3:1-2; 1.Pedro 2: 2.

O que é que estes apóstolos esperam dos seguidores de Jesus? Efésios 4; 14-16; 1.Pedro 2: 2-3.

 

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A FAMÍLIA CRISTÃ E A IGREJA – 2ª PARTE

 

 

Textos base: Romanos 12; 1.Coríntios 1; 12; Efésios 4; Gálatas 3:26-29.

 

Introdução (contin.):

 

A família de Deus – o Israel de Deus através dos tempos, a que actualmente chamamos Igreja, 1.Coríntios 12:27 – fornece inspiração e oportunidades ilimitadas para o serviço Cristão. Os cristãos aceitaram a dádiva gratuita da Salvação pela fé, crença, e arrependimento. Eles têm não só a obrigação de se amar uns aos outros e de serem devotados à família da Igreja mas também a responsabilidade moral de levar aos outros o privilégio que adquiriram: a Salvação através de Jesus Cristo. Jesus expressou este conceito na Sua definição de “próximo” ao falar com o jovem rico. Mateus 19:16-19.

 

Questões para estudo (contin.):

 

Porque é que é tão importante haver uma relação estreita entre a nossa família e a família de Deus? Leia Hebreus 10: 23-25.

Qual a designação especial que Deus dá àqueles que respondem ao apelo do Evangelho? Oséias 1:10; Actos 3:25; 1.Coríntios 3:9; 1.Tessalonicenses 5:5; 1.Pedro 2:9-10.

Porque é que Paulo louvou os cristãos de Tessalónica? 1.Tessalonicenses 2:13-14.

 Leia e comente: Mateus 28:18-20; Actos 1:8.

Podemos considerar a Igreja de Antioquia um exemplo para nós? Actos 13:1-3.

 

Conclusão:

 

A Igreja/Israel de Deus é o campo de treino e a base de força para que os crentes se apresentem ao mundo ensinando e compartilhando o Reino da graça e da esperança. Nós, como famílias Cristãs fomos talhados para este nobre serviço.

 

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OS ANOS DE OURO – 1ª PARTE

 

 

“Ensinaste-me, ó Deus, desde a minha mocidade; e até aqui tenho anunciado as tuas maravilhas. Agora também, quando estou velho e de cabelos brancos, não me desampares, ó Deus, até que tenha anunciado a tua força a esta geração, e o teu poder a todos os vindouros” - Salmos 71: 17-18.

 

Textos base:           Salmos 32:1- 5; 71:17-18; 92:12-15; Eclesiastes 11:7-10; 12; Provérbios 22:6; Tito 2:1-8.

 

Objectivo do estudo:

 

Prepararmo-nos para os tempos da meia-idade e da velhice e apercebermo-nos de algumas das bênçãos de que podemos usufruir nesse tempo. Essa preparação vem desde a meninice e é responsabilidade dos pais.

 

Introdução:

 

O ninho ficou vazio! Os filhos ganharam as suas próprias asas, voaram e têm agora as suas próprias crias para ensinar.

 

A mãe e o pai sentam-se agora sózinhos à mesa, lembrando onde cada filho se sentava e as conversas que tinham com eles. Há agora quartos vazios e silenciosos onde noutro tempo houve risos, alegria, choro e música. São tristes pensamentos? Não! Somente memórias agradáveis.

 

Deus determinou que temos que cuidar dos nossos filhos desde o seu nascimento até serem jovens adultos, e então, eles próprios darão início à sua própria família. Isto repetir-se-á com eles e os seus filhos. A vida é assim!

 

Uma vez esvaziada a casa, o marido e a mulher são confrontados com uma nova realidade. São então forçados a encarar a sua vida, em comum, e o seu casamento em novos moldes. Para uma mãe que devotou grande parte da sua vida aos filhos, a adaptação significa a procura de novas e talvez desconhecidas áreas, para servir e ajudar. Se os filhos sentirem que os pais constroem a sua vida com base nos filhos, sentir-se-ão culpados ao deixar a casa para seguir a sua própria vida. Os pais não deverão descurar a arte de estar a sós, um como outro, compartilhando sonhos e novos projectos, após a saída dos filhos.

 

O instinto paternal não se desvanece logo que o último filho deixa a casa. Pelo contrário, esse sentimento deve tomar uma nova direcção. Muitas vezes projecta-se na geração seguinte, nos netos, onde os avós são chamados a ter uma participação activa.

 

Recuem o vosso pensamento até ao tempo em que vós próprios deixastes a casa paterna e casastes! Qual foi a melhor ajuda dos vossos pais? Qual foi a coisa mais sensata que eles fizeram ou o que foi que mais vos afectou? Qual é a maior e melhor herança que, como filhos, os pais nos podem deixar?

 

Reflexão:

 

As estações do ano chegam, inevitavelmente, tal como os ciclos da vida. Devemos viver cada estação da vida no seu tempo próprio, não desejando o dia de ontem, nem ansiando pelo dia de amanhã. Cada estação da vida, vivida plenamente, trará contentamento sem arrependimentos nos dias da velhice. Pense nas várias etapas da sua vida e nas mudanças e alegrias de cada uma delas. Eclesiastes 11:7-10.

 

Questões para estudo:

 

O que é que pode determinar se podemos esperar viver uma vida útil  e frutuosa na nossa velhice? Salmos 92:12-15. Reflicta sobre o desejo do salmista para a sua velhice: Salmos 71; 17-18.

Quais são as melhores conclusões da vida? Eclesiastes 12:8-14. Quando é que normalmente estas conclusões são tiradas? Eclesiastes 11:7- 8.

Deus tem uma preocupação especial com as viúvas. Que instruções são dadas nas escrituras relativamente às viúvas? Leia 1.Timóteo 5:3-16.

 

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OS ANOS DE OURO – 2ª PARTE

 

 

Textos base: Salmos 32:1-5; 71:17-18; 92:12-15; Eclesiastes 11:7-10; 12; Tito 2:1- 8.

 

Introdução (contin.):

 

Há muitas maneiras de fazer com que os “anos de ouro do casamento” sejam tão bonitos como Deus quis que fossem.

 

Primeiro, desde o início do vosso casamento (ou desde agora em diante) a vossa grande prioridade deve ser o compromisso de um para com o outro.

 

Segundo, as questões familiares não devem interferir com a intimidade e os cuidados do casamento.

 

Terceiro, mantenham os vossos sonhos e projectos em todos os anos da vossa vida. Tenham sempre qualquer coisa para fazer em conjunto e planeiem tudo o que puderem fazer.

 

Quarto, tenham sempre em mente os planos de Deus e as Suas razões para a saída dos filhos da casa paterna e a construção da sua própria casa. Tentem usar positivamente as alterações, procurando sempre o que for melhor para os vossos filhos.

 

Estarem de novo sozinhos dá início a uma nova estação do casamento. Se o casal teve cuidado com o fortalecimento do seu amor um pelo outro, a mudança não os magoará. Eles encontrarão novas maneiras de servir ao Senhor, um ao outro e aos outros.

 

Para sermos realistas, temos que admitir que haverá muitos crentes que não atingirão a sua idade sénior usufruindo de companhia. A sua esposa ou esposo poderá ter desaparecido por morte, ou por separação ou pode o crente nunca se ter casado. No entanto, eles terão família, parentes próximos, amigos crentes e o Senhor deseja, e quer, ser a sua companhia mais próxima – aquele que permanece mais próximo do que um irmão e que constantemente se preocupa connosco.

 

Questões para estudo ( contin.):

 

Houve alguém que comparou a educação dos filhos com a construção de um barco. Um dia o nosso trabalho está finalizado e chega o dia do “lançamento à água”. Qual a melhor maneira de ajudarmos os nossos filhos a enfrentar as tempestades sem largar o leme? Provérbios 22:6.

Dê testemunho sobre maneiras positivas de enfrentar a saída dos filhos de casa. Salmos 92:13-15; Romanos 14:7-8.

Como é que a Igreja pode servir os membros mais idosos? 1.Timóteo 5:1-2.

Algumas das mais acarinhadas memórias de infância são os bolos da avó e as histórias do avô. Se você tem conhecimento da existência de crianças que necessitam deste tipo de amor, “adopte” uma delas. Compartilhe com a Igreja as experiências e as manifestações de amor que encontrar nesta ligação.

 

Conclusão:

 

Tal como não podemos parar o vento de soprar, não podemos parar o nosso processo de envelhecimento 2.Coríntios 4:16. Podemos, no entanto, aceitar cada período da nossa vida e desfrutá-la, plenamente, sabendo que ela nos prepara para a eternidade com o Rei Eterno. O aspecto mais importante é servir o nosso Deus imutável, ao longo de todas as estações da vida, e pedir-lhe que nos guie em todas as alterações das condições de vida que se nos apresentarem.

 

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