Introdução

Casamento

Ossos dos meus ossos

Amor Verdadeiro

Governo da casa

Actividades

Disciplina

A FAMÍLIA - INTRODUÇÃO

 

Nenhum outro sucesso na vida é tão importante como o sucesso na família. A estrutura familiar, desenhada por Deus, é a base de toda a estrutura social. No seio da família residem os alicerces para uma harmoniosa conduta de vida nas comunidades, na escola, na igreja, no emprego, nos governos e no mundo.

Deus não deu ao homem qualquer substituto para o casamento. A mera coabitação com uma pessoa do sexo oposto, que não tenha o carácter de um compromisso profundo, não é um casamento mas, apenas, uma questão de conveniência temporária. Esta falta de compromisso tem-se tranformado num cancro, que corroe a necessidade de responsabilização, confiança e integridade. Isto está em oposição à Bíblia.

 

Nesta série de lições, damos relevância à importância que os lares Cristãos assumem e como devem e podem ter influência na sociedade. O princípio subjacente é a moralidade que vem de Deus. O lar pode ser uma forte defesa desta moralidade se nós, Cristãos, reconhecermos e proclamarmos as responsabilidades que nos foram conferidas por Deus.

 

Ninguém foi, ainda, capaz de melhorar os métodos e os meios oferecidos por Deus para uma vida de paz, embora nos sejam apresentadas muitas opções. Família e igreja devem, em conjunto, continuar a combater a influência da imoralidade, genericamente aceite pela sociedade. Devem continuar a demonstrar, através do modelo de amor de um lar Cristão, que o caminho de Deus é o melhor caminho.

 

O CASAMENTO - 1ª PARTE

 

“O que acha uma mulher acha uma coisa boa e alcançou a benevolência do Senhor”  Provérbios 18:22

 

Textos base: Génesis 1:26 a 2:25; cap. 6 - 8; 1Samuel cap. 1; Rute cap. 1

 

Objectivo do estudo:

 

Compreender os propósitos de Deus em relação ao casamento e à família e exaltar as grandes bênçãos que constituem uma harmoniosa vida familiar.

 

Introdução:

 

O casamento é a mais antiga instituição da Humanidade. Quando Deus criou o homem, determinou que não era bom que ele permanecesse sozinho, ainda que tivesse o privilégio de viver no jardim do Éden. O plano de YHWH (“IAUE”), em proporcionar uma companhia a Adão, completou-se quando criou Eva. Deus pretendeu que o ser humano, por Si criado, tivesse a especial companhia de outro ser humano. O casamento, só por si, não preenche todas as necessidades do ser humano, pois cada indivíduo tem necessidades que só Deus pode suprir. A partir do momento em que marido e mulher compreendam esta questão eles porão de parte expectativas irrealistas e elegerão Deus como o alicerce do seu casamento.

 

O casamento deve constituir, por parte de ambos os membros do casal, um compromisso a cem por cento. Deus deseja que o marido ame a sua esposa como a si próprio, que cuide dela e a ame como Cristo cuida e ama a sua Igreja. Por sua vez, a mulher amará o seu marido e honrará o seu amor. Alicerçados, em primeiro lugar, na fé em Deus (acima de tudo, Deus é amor), o marido e a mulher podem, assim, construir um lar que ultrapassará todos os problemas da vida. Eles educarão os seus filhos no amor a Deus.

 

Amando-se um ao outro, os pais construirão um lar que oferece segurança. A estrutura familiar fornece o melhor ambiente para o ensino e exemplo de uma vida santificada, contribuindo assim para uma sociedade mais sólida.

 

Reflexão:

 

Como foi formada a primeira família? Génesis 2.18, 21-22.

 

Quais as características desta relação entre duas pessoas? Génesis 2.24; Mateus 19:4-6.

 

Questões para estudo:

 

Porque é que Deus deu aos filhos de Israel a directiva de se casarem apenas com pessoas do seu povo? Deuteronómio 7:3-8.

Como é que este princípio é visto no Novo Testamento? 2Coríntios 6:14-18.

 Como é que podemos comparar a vida familiar dos tempos da Bíblia com a vida nos lares dos nossos dias? Deuteronómio 6:6-9 ; Efésios 6:4; Provérbios 22:6.

 

.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.--.-.-.--.-.-.--.-.-.--.-.-.--.-.-.--.-.-.--.-.-.--.-.-.--.-.-.--.-.-.--.-.-.--.-.-.--.-.-.--.-.-.--.-.-.--.-.-.--.-.-.--.-.-.--.-.-.--.-.-.--.-.-.--.-.-.--.-.-.-.-

 

O CASAMENTO - 2ª parte

 

 

Textos base:  Génesis 1:26 a 2:25; cap. 6 - 8; 1Samuel cap. 1; Rute cap. 1 (reler)

 

Introdução (contin.):

 

Ao longo da História, as sociedades reflectiram o modo de viver e os valores da família. Somente através da divina instituição do casamento, alicerçado em

 

Cristo, Deus pode operar as mudanças de que a nossa sociedade urgentemente necessita.

 

Paulo reconhece a importância do matrimónio para a conservação da Humanidade, mas também diz que o matrimónio não se destina obrigatoriamente a todos. Ele afirma que os homens e mulheres que não se sintam atraídos pelo casamento podem servir a Deus duma forma mais efectiva, porque não estão presos aos compromissos para com um cônjuge (1Coríntios 7:25-40). Os assuntos do seu interesse serão mais de carácter espiritual do que material. Em vez de se dedicarem a um companheiro humano servem a sua companhia espiritual, o Senhor.

 

Questões para estudo ( contin.):

 

1. Enumere algumas das “alternativas “ao casamento que são hoje promovidas. Devemos aceitar essas alternativas ou contrariá-las?

 

Sobre esta matéria de que modo podemos influenciar, duma forma correcta os nossos filhos e, portanto, a sociedade? (1Coríntios 7:2).

 

2. Quais são os riscos de compartilhar a vida numa relação conjugal? O sofrimento faz parte do amor? (1Coríntios 7:10-17; 7:3).

 

3. Discuta o último parágrafo da Introdução a esta lição tendo como base a afirmação de Paulo de que o casamento não se destina a todos.

 

 (1Coríntios 7:25-40)

 

Feitos à sua Imagem

 

Os seres humanos são uma criação distinta. Somos diferentes das restantes criaturas porque fomos criados à imagem de Deus (Génesis 1:26-30; 5:1; 9:6; comparar com Efésios 4:24; Colossenses 3.10). As Escrituras não descrevem outras criaturas feitas à semelhança de Deus.

 

O facto de que somos semelhantes a Deus de certo modo, tem implicações extremamente importantes:

 

1) Como seres humanos podemos ter um verdadeiro conhecimento de Deus (YHWH, “IAUE”, o Deus da Bíblia), que vai além da simples informação, mas que deve implicar um relacionamento profundo (João 17:3).

 

2) Podemos entender o significado e propósito da vida iluminados pela natureza divina (Salmo 89.15; Eclesiastes 12:13-14; Colossenses 3:10).

 

3) Somos seres com capacidade moral e capazes de voluntariamente seguir o bem e o mal, definidos pela natureza de YHWH (“IAUE”), segundo a sua vontade expressa na Palavra de Deus (Romanos 1:17-18; Efésios 4:24).

 

4) Seremos capazes de alcançar a santidade, ou seja, a separação em relação ao mal (pecado), se conhecermos o Deus verdadeiro e Lhe obedecermos (Efésios 4:24; 2Pedro 1.3-4).

 

Conclusão:

 

O casamento é, ao mesmo tempo, gratificante e um risco; as alegrias que proporciona justificam todos os esforços que se façam. O casamento para uma vida é um desígnio de Deus e permanece a melhor estrutura da sociedade para o seu próprio desenvolvimento.

 

.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.

OSSOS DOS MEUS OSSOS – 1ª PARTE

 

 

E disse Adão. “ Esta é agora osso dos meus ossos e carne da minha carne; esta será chamada varoa porque do varão foi tomada” (Génesis 2:23)

 

Textos base: Génesis 2: 21- 25, 29; Rute cap. 2,3; 1Coríntios 13; Efésios 5.

 

Objectivo do estudo:

 

Exaltar os princípios Bíblicos nos quais deve assentar um casamento sólido, dirigido por Deus.

 

Introdução:

 

Um casamento expressa um compromisso que deve ligar, para toda a vida, cada um dos cônjuges, apesar dos problemas, dificuldades e conflitos. Tanto o marido como a mulher deixam o seu lar anterior para redireccionarem as suas energias ao serviço da sua nova família.

 

O que caracteriza o casamento cristão é que o aspecto legal deste compromisso é secundário, comparado com o compromisso com Cristo. Eles aceitam a vontade de Deus relativamente a todos os aspectos da sua vida conjugal.

 

Para além do compromisso com o outro, cada membro dum casal cristão deve assumir compromissos relativamente aos seus filhos. Deus determinou o casamento de modo a que constituísse o meio para a continuidade da espécie humana. Mas um casamento dirigido por Deus, tem um sentido muito mais lato do que, apenas, o da procriação; proporciona uma partilha dos valores morais e espirituais. Os pais devem orientar o amor e o carinho pelos seus filhos com um objectivo supremo: que os seus filhos aceitem Jesus Cristo como seu Salvador e Senhor.

 

Reflexão :

 

Qual o aspecto mais importante dum casamento cristão?

 

Questões para estudo:

 

Qual a atitude de amor que deve ser expressa pelos membros de um casal? Efésios 4:32; 5:21-29; Hebreus 10:24.

Usando a sua imaginação, pense na relação de Adão e Eva antes e depois do pecado. Génesis 2:23-25; 3:9-12, 16-19.

3. O que distingue uma relação matrimonial de outras relações de afinidade? Marcos 10:3-8.

 

.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.

 

OSSOS DOS MEUS OSSOS – 2ª PARTE

 

 

Textos base:           Génesis 2: 21- 25, 29; Rute cap. 2,3; 1Coríntios 13; Efésios 5.

 

Introdução (contin.):

 

O casamento é uma expressão de amor; cada membro do casal completa o outro. Em Génesis 5:2 Deus fala a Adão e Eva, não como a seres individuais mas como a um casal:

 

“Macho e fêmea os criou; e os abençoou, e chamou o seu nome Adão, no dia em que foram criados”. Também lhes falou como se fossem uma só carne. Por outras palavras, Deus pretendeu que, num casamento, cada indivíduo não fosse completo sem o outro. A cada um Deus deu qualidades que, em conjunto com as do outro, têm como resultado a complementaridade humana. Esta junção é ilustrada pelo sacrifício de Cristo (marido) e pela igreja (a esposa).

 

Como Ele se entregou para Salvação da igreja, também o marido deve desejar sacrificar os seus interesses pelas necessidades da sua esposa.

 

A componente sexual do casamento não é apenas um meio de procriação; faz parte da unidade dum casal. Este desígnio de Deus relativo à complementaridade pessoal e física é a verdadeira razão pela qual o casamento deve ser entendido como monogâmico e indestrutível.

 

Questões para estudo (contin.):

 

4. Que compromissos são necessários no casamento, de acordo com: Romanos 7:2-3; Hebreus 13:4; Marcos 10:9?

 

5. Considere alguns exemplos de relação matrimonial expressos na Bíblia. Génesis 29:17-20,30; Rute 3:9-14; Mateus 1:18-25. Classifique estes casamentos usando os seguintes atributos: lealdade, sacrifício, amabilidade, compreensão.

 

6. Qual a fórmula que deve ser utilizada para garantir êxito no casamento?

 

1Pedro 3:1-2, 7-11; 5:5-7.

 

Conclusão:

 

O supremo objectivo de marido e mulher é o seu amor a Cristo expresso e demonstrado no amor de um pelo outro.

 

.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.

AMOR VERDADEIRO – 1ª PARTE

 

 

Assim também vós cada um em particular ame a sua própria mulher como a si mesmo, e a mulher respeite o marido (Efésios 5:33).

 

Textos base: Gálatas 5:13-26; Efésios 5:15-33; 6:1-9, 1João 4: 7-21.

 

Objectivo do estudo:

 

Rever os princípios de amor e respeito mútuos essenciais para a harmonia do casamento.

 

Introdução:

 

O capítulo do amor (1Coríntios 13) descreve o amor como a mais importante força sobre a terra – uma força para ser compartilhada por todos os Cristãos e, de forma especial, nos lares Cristãos. O amor é, ao mesmo tempo, uma força poderosa e frágil. Pelo facto de marido e mulher compartilharem intimamente as suas emoções mais profundas, cada um deles pode, potencialmente, provocar danos ao outro se esse amor estiver contaminado por um sentimento de egoísmo impróprio; em contrapartida, cada um deles pode reforçar no outro a esperança da Salvação, através do amor e submissão a Deus. O amor conjugal é um dos modelos mais elevados e completos entre os vários tipos de amor entre duas pessoas. Por isso, a destruição duma relação conjugal pode constituir uma dor muito profunda.

 

O amor autêntico, fundamentado nas qualidades descritas no Capítulo do Amor, pode transformar duas personalidades únicas e distintas em dois companheiros inseparáveis para uma vida em comum. A ausência de egoísmo, a humildade, a coragem, a amabilidade são características postas em primeiro lugar, por pessoas que se amam. Este amor impregnará a sua casa e influenciará as vidas de todos os que nela habitam ou a visitam.

 

Reflexão:

 

Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estas três, mas a maior destas é o amor. (1Coríntios 13:13)

 

Questões para estudo:

 

Identifique as responsabilidades do marido relativamente à mulher, e da mulher relativamente ao marido e as suas responsabilidades em conjunto, baseado em: Efésios 5:21-33; Colossenses 3:18-19; 1Pedro 3:1-7.

Qual a força do amor? Comente Cantares de Salomão 8:6-7 e Romanos 8:35,38-39. O que é que torna o amor frágil?

 

.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.

 

AMOR VERDADEIRO – 2ª PARTE

 

 

Textos base:           Gálatas 5:13-26; Efésios 5:15-33, 6:1-9; 1João 4: 7-21.(reler)

 

Introdução ( contin.):

 

Os filhos devem nascer e ser educados em amor e assim serão, eles próprios, uma fonte de amor. As crianças aprendem o que observam e vivem; as suas personalidades e prioridades são modeladas pelo exemplo dos pais. Numa fase muito jovem, as crianças podem sentir se os cuidados paternos provêm dum sentimento de amor ou, simplesmente, dum sentimento de dever e obrigação. A ausência ou a insuficiência do amor num lar afecta a personalidade dos filhos e retarda o seu desenvolvimento social e espiritual.

 

Deus desenhou a estrutura da família como uma unidade onde o amor deve abundar e prevalecer. O amor deve ser suficientemente forte para enfrentar todos os testes que tiver pela frente; o amor deve ser suficientemente sábio para discernir as melhores decisões e suficientemente poderoso para suportar

 

todas as formas de oposição. Esta forma madura de amor familiar espelha o amor que Deus sente pelos Seus filhos. Sem um amor verdadeiro, um lar é pouco mais do que uma casa de hóspedes bem organizada. As características do amor verdadeiro, expostas no capítulo do amor, são a base para a “edificação de um lar”.

 

Questões para estudo ( contin.):

 

As características do amor referidas em 1Coríntios 13 são essenciais para um casamento e um lar em harmonia. De que modo é possível aplicarmos estas características nos nossos lares? Leia este texto e considere as referidas características:

 

a) O amor é sofredor.

 

b) O amor é benigno.

 

c) O amor não é invejoso.

 

d) O amor não trata com leviandade, não se ensoberbece.

 

e) O amor não se porta com indecência.

 

f) O amor não busca os seus interesses.

 

g) O amor não se irrita.

 

h) O amor não suspeita mal.

 

i) O amor não folga com a injustiça mas folga com a verdade.

 

j) O amor tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.

 

k) O amor nunca falha.

 

Discuta estas características recíprocas:

Dar e receber;

Respeito e confiança;

Amor incondicional e serviço

Aceitação incondicional

Compromisso com o bem-estar do outro.

 

Conclusão:

 

Os membros de uma família que vivem o amor de acordo com os desígnios de Deus ultrapassarão todas as dificuldades que os seus lares possam vir a enfrentar. A conduta dirigida pelo Espírito constituirá um modelo para os filhos e uma luz para a comunidade.

 

.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.

 

O GOVERNO DA CASA – 1ª PARTE

 

 

“Dai e ser-vos-á dado; boa medida, recalcada, sacudida e transbordando, vos deitarão no vosso regaço; porque com a mesma medida com que medirdes também vos medirão de novo”. (Lucas 6:38).

 

Textos base:  Provérbios 22:1-9; Lucas 12:13-34; 2Coríntios cap 8 e 9; 1Timóteo 6:6-19; Hebreus 6:10-14.

 

Objectivo do estudo:

 

Examinar os princípios bíblicos relativos às nossas responsabilidades no aspecto material.

 

Introdução:

 

As famílias cristãs têm nas Escrituras os princípios básicos para a construção de uma sólida economia familiar. Ficamos surpreendidos quando verificamos que a Bíblia contem, pelo menos, 2.350 versículos que falam de dinheiro e bens. Isto significa que Deus considera este assunto importante e que devemos aprender e aplicar os Seus princípios relativamente aos bens materiais. Na verdade, os nossos bens podem constituir um dos maiores obstáculos à escolha de Cristo para a direcção das nossas vidas. Jesus disse: “Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há-de odiar um e amar o outro, ou se dedicará a um e desprezará o outro. Não podeis servir a Deus e a Mamom “ (Mateus 6:24).

 

O dinheiro faz parte da nossa vida! Trabalhamos para ganhar dinheiro e podermos assim fazer face às nossas despesas e adquirir bens e serviços, ainda que, alguns deles não sejam absolutamente necessários. A nossa disponibilidade financeira deve condicionar a nossa aquisição de bens. Pelo facto de o dinheiro afectar muitos aspectos das nossas vidas, devemos ter uma atitude adequada relativamente a esta questão.

 

Muitas pessoas não têm grande lucidez sobre o uso correcto do dinheiro ou sobre uma apropriada forma de o investir. Muitas vezes, incapazes de controlar o seu uso, tornam-se seus escravos e são eles próprios controlados por ele. Estes problemas podem originar grandes discórdias no seio da família.

 

Para o bem-estar da família os pais precisam de apreender os ensinamentos de Deus na gestão das suas economias. Os filhos devem ser educadas no sentido de usarem, convenientemente, os bens materiais. Todos sabemos que dar o exemplo é o meio mais eficaz de ensino; desde muito jovens que os filhos se apercebem daquilo que é mais importante para os seus pais. A melhor lição que pode ser dada a uma criança é a de que tudo o que uma pessoa possui lhe foi dado a guardar, como fiel servo de Deus. Ele é o dono de todas as coisas e entrega-as aos seus servos para que as usufruam, temporariamente, ao Seu serviço. Ele dá-nos a saúde, energia, capacidades e recursos para aquisição dos bens que precisamos, durante a nossa vida, e para a contribuição para a ajuda aos outros.

 

Reflexão:

 

Como servos Cristãos, qual deve ser a nossa atitude relativamente aos bens materiais? Interprete Mateus 6:19-34; Marcos 10:23-25.

 

Questões para estudo:

 

Qual a nossa responsabilidade no bem-estar material da família?

1Timóteo 5:8

 

De que modo podem os pais incutir nos filhos uma atitude correcta no que se refere à posse e valorização dos bens materiais? 1Timóteo 6:18-19.

 

.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.

 

O GOVERNO DA CASA – 2ª PARTE

 

 

Textos base:           Provérbios 22:1-9; Lucas 12:13-34; 2Coríntios cap 8 e 9; 1Timóteo 6:6-19; Hebreus 6:10-14. (reler)

 

Introdução (contin.):

 

Negligenciar a aquisição de bens materiais indispensáveis à nossa família é tão mau como fazermos da posse de bens materiais o objectivo máximo da nossa existência.

 

Um plano honesto e inteligente das finanças da família não significa falta de fé. Pelo contrário, demonstra preocupação para com aqueles que se amam e obediência à directiva de 1Timóteo 5:8: “Mas se alguém não tem cuidado dos seus, e principalmente dos da família, negou a fé, e é pior do que o infiel”.

 

A sociedade actual é altamente influenciada pela publicidade, nomeadamente, no que diz respeito à criação de necessidades. Por um lado, somos aconselhados a fazer economias e, por outro lado, somos encorajados a “obter crédito de forma fácil”. Como consumidores somos pressionados a “comprar, comprar, comprar e pagar mais tarde”. Devemos ser suficientemente cautelosos na aceitação daquilo que nos é proposto pelos “media” se queremos seguir os planos de Deus para um bem-sucedido governo das nossas casas. Se não temos possibilidades de adquirir algo hoje, devemos aguardar por uma melhor ocasião. O modo como gastamos o nosso dinheiro é a expressão da nossa atitude e das prioridades que definimos para a nossa vida. Deus deu-nos recursos financeiros como recompensa do nosso trabalho e nós, como servos fiéis, devemos dar-lhe uma justa parte em sinal de gratidão.

 

Questões para estudo (contin.):

 

Vimos que a família é a base da construção da sociedade que influencia as nossas personalidades, prioridades e segurança. Como podemos nós influenciar estas características, duma forma correcta, no seio da nossa família? Lucas 12:13-34.

Qual deve ser a nossa motivação quando fazemos ofertase contribuições para a obra de Deus e ajudamos os mais necessitados? 2Coríntios 9: 6-8; 1João 3:17-18; Mateus 6:1-4.

Qual a lição que se tira da leitura de Mateus 25:31–46? Porque acha que é tão importante repartir com os outros os seus bens materiais?

 

Conclusão:

 

As pressões económicas dos nossos dias podem ser devastadoras se não possuirmos a influência da palavra de Deus. Devemos perceber os princípios divinos relativamente aos bens materiais se quisermos manter um verdadeiro relacionamento com Jesus Cristo, como Senhor das nossas vidas, e adoptar uma atitude adequada em relação aos bens materiais.

 

.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.

 

AS ACTIVIDADES RECREATIVAS DA FAMÍLIA – 1ª PARTE

 

 

“E também que todo o homem coma e beba e goze do bem de todo o seu trabalho: isto é um dom de Deus”. (Eclesiastes 3:13).

 

Textos base:  Salmo 149; Eclesiastes 3:1-15; João 2:1-13; 1Coríntios 5:9-11; Filipenses 4:4-9; 2Timóteo 3:1-7.

 

Objectivo do estudo:

 

Fornecer algumas directivas para desfrutar da vida duma forma apropriada.

 

Introdução:

 

Em muitas ocasiões da nossa vida temos necessidade de escolher entre participar em actividades convenientes e inconvenientes. Os pais têm que estar, permanentemente alerta acerca dos efeitos que alguns tipos de entretenimento e diversão podem provocar. Na sociedade actual, caracterizada por ser uma sociedade em busca do prazer, quais os princípios que os pais devem seguir para a selecção de divertimentos que proporcionem descanso e retempero da pressão da rotina diária?

 

Em primeiro lugar, não devemos pôr de parte a nossa componente espiritual quando nos dedicamos a um passatempo ou qualquer outra forma de divertimento. O nosso “eu espiritual” deve sentir-se bem onde quer que o nosso “eu material” vá ou com o que quer que faça. Isto não significa que espiritualmente estejamos, unicamente, confinados à presença na igreja ou ao estudo da Bíblia; pelo contrário, a nossa vida pode enriquecer-se em muitos lugares.

 

As indústrias do cinema e televisão cresceram, financeiramente, duma forma fantástica; outro tanto não se pode dizer do grau de moralidade dos seus produtos. Quantos são os filmes que retratam o amor dentro dos princípios correctos e o respeito pela lei e autoridade como coisas certas a fazer? Na verdade, há muitos filmes que estão em oposição a Deus e a tudo o que a Sua palavra ensina. Devemos, por isso, ser criteriosos nas escolhas deste tipo de diversão. O mesmo se pode dizer relativamente aos programas de televisão que entram nas nossas casas introduzindo, muitas vezes, a violência, assassinatos, roubos, motins, lares desfeitos, dependências de drogas e álcool etc.. Será que é possível quando, à noite, nos preparamos para descansar, ter a paz de Deus nos nossos corações depois de termos assistido a algumas horas de televisão tratando destes temas?

 

Em menos de uma década, a Internet cresceu duma forma espantosa e constitui, hoje, um fantástico meio de comunicação com o mundo inteiro; tornou-se uma importante ferramenta para muitas actividades de negócios e de estudo, pelas possibilidades de desenvolvimento do conhecimento que apresenta. No entanto, se usada incorrectamente, permite com toda a facilidade o acesso a muita informação negativa de que os pais devem proteger os seus filhos.

 

Reflexão:

 

Como podemos ser ajudados a decidir se uma actividade é ou não conveniente? Filipenses 4:8.

 

Questões para estudo:

 

Indique algumas actividades, passatempos ou diversões que considere saudáveis para o corpo e para o espírito.

Quais são alguns dos problemas sociais que tornam tão importante para a família o desenvolvimento de passatempos sadios? Porque razão é que as actividades recreativas podem ser uma fonte de preocupação? 2Timóteo 3:1-7

 

.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.

 

 

AS ACTIVIDADES RECREATIVAS DA FAMÍLIA – 2ª PARTE

 

 

Textos base: Salmo 149; Eclesiastes 3:1-15; João 2:1-13; 1Coríntios 5:9-11; Filipenses 4:4-9; 2Timóteo 3:1-7. (reler)

 

Introdução (contin.):

 

As formas sadias de recreação e divertimento renovam o corpo e o espírito – isto é essencial para o bem-estar da família e especialmente importante para os jovens. Tradicionalmente, as igrejas têm sentido algumas dificuldades em conciliar espiritualidade com “divertimento” e têm perdido muitos jovens, ao longo dos anos, mercê de alguma intolerância e falta de compreensão. A verdade é que os nossos jovens procurarão os seus momentos de diversão com ou sem a nossa ajuda. Os momentos de lazer deverão fazer parte da normal vivência da família: no compartilhar de férias, jogos, assistência a manifestações desportivas, participação em actividades ao ar livre e outras.

 

O encorajamento, o apoio e a participação nas actividades dos jovens constituem uma demonstração de que estamos interessados em todos os aspectos e necessidades das suas vidas.

 

Questões para estudo (contin.):

 

Outras sugestões para passatempos e diversões apropriadas e agradáveis (Leia Salmos 149:1-6). Como é que estes pensamentos se podem conjugar com as actuais actividades recreativas e sociais?

4. Compartilhe com os irmãos alguns dos benefícios das actividades de lazer da sua família.

 

5. O que é que a nossa igreja pode fazer para promover e proporcionar actividades recreativas sadias? Qual a atitude ou filosofia de vida que podemos encontrar em Eclesiastes 3:1-15, principalmente nos versículos 11-13?

 

Conclusão:

 

As actividades recreativas onde Deus está presente contribuem para o restabelecimento do corpo e do espírito. As oportunidades para descanso e libertação das tensões do dia a dia são essenciais para o bem-estar da família e, por isso, devem ser levadas em conta. Como é que a sua família entende esta questão?

 

.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.

DISCIPLINA  – 1ª PARTE

 

 

Filho meu, ouve a instrução de teu pai e não deixes a doutrina de tua mãe.  (Provérbios 1:8)

 

Textos base: Provérbios 3:1-12; 4:1-4; 6:20-23; 23:13-26; 1Timóteo 3:1-12

 

Objectivo do estudo:

 

Ajudar-nos a perceber que o desenvolvimento da disciplina no seio da família é feito a partir duma apropriada atitude dos pais.

 

Introdução:

 

Muitas vezes os filhos conseguem ultrapassar alguma regras de disciplina porque os pais, ou estão cansados ou são demasiado tolerantes, relativamente a algumas questões. Eles aprendem muito cedo a conhecer que o grau de tolerância dos pais depende, muitas vezes, do seu estado de espírito.

 

Quando a disciplina imposta pelos pais é dependente dos seus estados de humor, produz confusão, reacções exageradas e, muitas vezes, desigualdade de critérios. Os filhos devem estar seguros, em termos de disciplina, daquilo que é expectável, das regras e dos limites, das recompensas e consequências do cumprimento e do não cumprimento dessas regras.

 

Se assim não for, quando os filhos não têm a certeza das expectativas dos seus pais ou quando as regras são alteradas, estabelece-se a confusão e o lar deixa de ter o seu cunho sagrado.

 

Os filhos precisam de saber que podem contar sempre com os pais para serem justos e honestos.

 

Reflexão:

 

De acordo com Provérbios 4:1-13, como é comparável a sabedoria com a instrução paterna?

 

Questões para estudo:

 

1. Como é que o quinto mandamento está relacionado com a sabedoria? Leia Êxodo 20:12; compare com Provérbios 4:10-13.

 

Para disciplinar um filho rebelde como é que um pai pode demonstrar, sem margem para dúvidas, que se interessa verdadeiramente por ele e que o olha como uma pessoa digna? O que é que deve ser considerado mais importante: concentrar-se no que o filho faz ou na razão porque o faz? (Provérbios 1:15-16; 12:1;13:11; 16:21).

Como é que explica Provérbios 22:6? Qual a importância do entendimento deste texto?

 

.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.

 

DISCIPLINA  – 2ª PARTE

 

 

Textos base: 1Timóteo 3:1-12 (reler); Hebreus 12:1-11.

 

Introdução (contin.):

 

Perdido o sentimento de consistência na disciplina da família os filhos criam os seus próprios conceitos e sentimentos contra a sociedade e, muitas vezes, contra Deus. De facto, as atitudes dos filhos e os sentimentos contra toda a espécie de autoridade são, em parte, determinadas pela disciplina dos pais.

 

Sabemos como os jovens conseguem ser bem sucedidos quando pretendem ter a mãe ou o pai, do seu lado, dando-lhe razão. Mas a vida não pode tornar-se como um jogo de manipulação. O resultado é que a consciência moral torna-se presa de uma distorcida sensação de rectidão social.

 

Qual deve ser a atitude dos pais? Em primeiro lugar, devem ter um comportamento concordante com aquilo que ensinam aos filhos. Segundo, devem contribuir para o acordo e a harmonia nas regras da casa. Terceiro,

 

devem comunicar claramente essas regras aos filhos para que eles as compreendam.

 

Questões para estudo ( contin.):

 

De que modo é que a disciplina em família influencia o desenvolvimento das atitudes dos filhos relativamente à sociedade?

Dê testemunho duma experiência pessoal que seja um exemplo positivo de disciplina (Por exemplo, um ocorrido na sua família).

Que métodos emprega ou recomenda para contrariar actos de indisciplina? Acha que os castigos físicos se devem utilizar? Discuta a atitude bíblica acerca dos mesmos. Hebreus 12:6-9.

 

Aprendendo em Casa

 

Como a sociedade moderna está rapidamente a constatar, não existe substituto para um Lar sólido e estável. Quando os pais são negligentes ou excessivamente dominadores, os filhos dificilmente conseguem adaptar-se à sociedade da forma mais saudável. Por essa razão o livro de Provérbios chama a atenção da importância dos pais como veículos de sabedoria para os seus filhos (Provérbios 4:3-4). Os pais podem oferecer a experiência necessária para que a nova geração possa enfrentar a sociedade de forma mais segura.

 

A intenção de Deus é que ambos os pais possam participar nesta missão de educação dos seus filhos (Provérbios 1:8; 4:2;6:20); a Bíblia também fala do papel dos avós neste processo educativo (Provérbios 4:3-4).

 

Desta maneira o caminho certo será mais facilmente encontrado por aqueles que são mais jovens (Provérbios 22:6).

 

Conclusão:

 

Uma disciplina consistente, firme e onde o amor esteja presente é o resultado de vidas responsáveis. Nós, como pais e avós, devemos reflectir com o nosso comportamento, os princípios que ensinamos aos mais novos.