Introd

Filho

Encarnação

Moisés

Repouso

Jesus

Perfeição

Melquisedeque

Santuário

Sacerdócio

Confiança

Heróis

Olhando

Amor

 

Hebreus - Introdução

 

A carta aos Hebreus é anónima. Ao contrário de outras epístolas Neo-Testamentárias, “Aos Hebreus” não contém nenhuma saudação ou informação que confirme a identidade do autor. Por causa disso, tem existido muita especulação desde o séc. I d.C. acerca da sua autoria. Vários nomes têm sido propostos, tais como, Paulo, Lucas, Barnabé, Filipe, Apolo, Priscila e Aquila, e Clemente de Roma.

 

Por alturas do séc. III d.C. havia já uma crescente tendência para atribuir a autoria a Paulo. Com o passar do tempo esta tendência tornou-se na mais popular no mundo cristão. No entanto, é hoje praticamente certo que não foi Paulo o autor directo desta epístola, por duas razões.

 

Em primeiro lugar, aos Hebreus está escrito num grego muito elegante (o melhor de todas as Escrituras) e possui um estilo literário e um vocabulário que são significativamente diferentes dos usados nas epístolas de Paulo. Clemente de Alexandria (150 d.C – 215 d.C.), possivelmente o primeiro a associar Paulo com Hebreus, sugeriu que este a teria escrito em hebraico e que Lucas a teria traduzido para grego. Origen (185 d.C. – 254 d.C.) sustentava que as ideias eram de Paulo mas que a linguagem e composição seriam de outra pessoa. Daí, portanto, se pensar, que a carta teria sido, provavelmente, escrita, por um discípulo de Paulo.

 

A segunda razão para se duvidar da autoria Paulina baseia-se em Hebreus 2:3. O autor inclui-se a si próprio entre aqueles que terão recebido o evangelho “pelos que o ouviram [ao Senhor]”. Tal comentário não seria concordante com outras afirmações de Paulo em que ele diz que recebeu o evangelho não de outros homens, mas directamente do Cristo ressuscitado (1 Cor. 15:3-8; Gál. 1: 11-17). Assim, tudo parece sugerir que o autor de Hebreus não teria sido uma testemunha ocular de Cristo mas alguém que teria tido uma conversão mais tardia.

 

Quem quer que tenha sido o autor, ele não teria sido uma testemunha ocular de Cristo. Para além disto, teria ainda um conhecimento profundo do Tabernáculo e seus rituais. Cita variadíssimas vezes o Antigo Testamento usando a Septuaginta grega, a versão que um judeu educado fora da Palestina teria, provavelmente, usado. Para além disso, era conhecido de Timóteo (Heb. 13:23).

 

Os candidatos que melhor satisfazem estes critérios são Lucas e Apolo. No entanto, nada se pode concluir. Uma coisa, no entanto, é certa, quem quer que tenha sido o autor da carta aos Hebreus, ele tê-la-á escrito inspirado pelo Espírito Santo de Deus.

 

Contrariamente a outras epístolas do Novo Testamento, Hebreus é escrito mais ao estilo de um sermão ou de um tratado do que de uma carta e, ao contrário de Paulo, que aborda uma série de questões nas suas cartas, o autor de Hebreus aborda um único tema e desenvolve-o no maior argumento teológico sustentado de qualquer livro da Bíblia. O tema principal deste tratado é a superioridade e total suficiência de Jesus, o Cristo.

 

O título “Pros Ebraious” (Aos Hebreus), embora apareça nalguns dos textos mais antigos, não faz parte do original. É, ainda assim, bastante antigo e dá-nos a entender que esta carta é dirigida primariamente a judeus cristãos que, pelo conteúdo da mesma, estão prestes a abandonar a sua fé cristã e a regressar ao judaísmo. O autor procura convencê-los de que seria um erro regressar às “sombras” do antigo concerto após terem experimentado a realidade do novo. Por forma a atingir este objectivo, o autor realça três grandes pontos:

 

1) A superioridade de Jesus relativamente aos profetas, aos anjos, a Moisés e a Josué (1:1 – 4:13);

 

2) A superioridade do sacerdócio do Cristo relativamente ao sacerdócio levítico (4:14 – 7:28); e,

 

3) A superioridade do concerto e sacrifício do Cristo (8:1 – 10:18).

 

 

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O Filho, Superior aos Anjos - 1ª parte

 

 

“Havendo Deus antigamente falado muitas vezes, e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, a nós falou-nos nestes últimos dias pelo Filho, a quem constituiu herdeiro de tudo, por quem fez também o mundo.”

 

Hebreus 1:1-2

 

Texto base: Heb. 1:1-4

 

Sumário do texto:

 

O texto compreendido entre Heb.1:1 e 2:4 pode ser dividido em três secções: 1:1-4; 1:5-14; e 2:1-4. A introdução ao livro, Heb.1:1-4, é uma declaração de que Deus fala através da história. No passado, Deus falou através dos profetas, mas “nestes últimos dias”, Jesus é a palavra final de Deus. Nada mais precisa ser dito. Jesus é o supremo Profeta (Deus falou através Dele, vers. 1b). Ele é o Sumo Sacerdote (Ele faz redenção pelo pecado, vers. 3b). E Ele é o supremo Rei (assentou-se à direita de Deus, entronizado em real esplendor, vers. 3c).

 

O autor enuncia, nos vers. 2 e 3, sete características do Filho de Deus por forma a demonstrar a Sua superioridade:

 

1.      Deus o constituiu herdeiro de tudo     (Col.1:15b; Salmo 2:7-8; Mat.21:38)

 

2.      Deus criou o universo através Dele    (João 1:3; Col.1:16)

 

3.      Ele é o resplendor da Glória divina     (Apoc.21:23)

 

4.      A imagem expressa de Deus              (2Cor. 4:4; Col.1:15a; João 14:9; Fil.2:6)

 

5.      A Sua Palavra poderosa tudo sustém  (Col.1:17)

 

6.      Ele pagou pelos nossos pecados       (1Pedro 1:18-20)

 

7.      Assentou-se à direita do Pai               (Salmo 110:1; Mat.22:44)

 

Para realçar que a revelação de Deus é completa e final em Cristo, a introdução serve-se apenas de dois verbos gregos principais: falou (v.2) e assentou-se (v.3). Estes dois verbos marcam os pontos fulcrais da passagem e servem para introduzir o tema de todo o livro. Prestemos atenção à recorrência destes dois conceitos chave nos capítulos que se seguem.

 

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O Filho, Superior aos Anjos – 2ª parte

 

 

“Pois a qual dos anjos disse jamais: Tu és meu Filho, hoje te gerei? E outra vez: Eu lhe serei Pai, e ele me será Filho?”

Hebreus 1:5

 

Texto base: Heb. 1:5- 2:4

 

Sumário do texto:

 

A segunda secção da introdução, Heb.1:5-14, é composta por uma série de sete citações do Antigo Testamento. Estas servem, essencialmente, para fundamentar a afirmação do autor no vers. 1:4 de que o nome do Filho é mais excelente que o dos anjos.

 

1.      Tu és meu Filho, hoje te gerei                                              Salmo 2:7;

 

2.      Eu lhe serei por Pai, e ele me será por Filho                       2 Samuel 7:14;

 

3.      Todos os anjos de Deus o adorem                                      Dt. 32:43(caixa); Neem.9:6;

 

4.      Faz dos anjos espíritos, e dos ministros labareda de fogo Salmo 104: 4;

 

5.      Ó Deus, o teu trono subsiste pelos séculos dos séculos... Salmo 45: 6-7,

 

6.      No princípio fundaste a Terra e os Céus...                          Salmo 102: 25-27;

 

7.      Assenta-te à minha dextra até que submeta teus inimigos Salmo 110:1.

 

Note-se especialmente as palavras do Salmo 110:1, citadas no vers. 13. A ordem “assenta-te à minha dextra” relembra o vers. 1:3 que nos diz que o filho “se assentou”. O Filho está assentado à direita do Pai, uma posição nunca facultada aos anjos. Assim, a entronização de Jesus, em cumprimento do Salmo 110:1, demonstra a Sua superioridade sobre os anjos – Filip. 2:9-11.

 

A citação que encontramos em Hebreus 1:6 é de um texto da Septuaginta (LXX) que, de uma maneira geral, não se encontra nas versões mais usadas da Bíblia. Isto deve-se ao facto de este texto (“todos os anjos de Deus o adorem”) não se encontrar no Texto Masorético. No entanto, foi encontrado num dos manuscritos do Mar Morto uma reprodução de Deut. 32 que inclui esta frase. A LXX apresenta Deut.32:43 da seguinte forma:

 

“Jubilai, ó céus com Ele e que todos os anjos de Deus O adorem; regozijem-se ó gentios com o Seu povo e que todos os filhos de Deus se fortaleçam Nele; porque Ele vingará o sangue dos seus filhos, dará a vingança e com a justiça recompensará os Seus inimigos e galardoará os que O odeiam; e o Senhor purgará a terra do Seu povo.” (Deut. 32:43 – ‘Brenton’s LXX’ traduzida para português)

 

O texto de Qumran lê da seguinte forma: “Regozijem-se, ó céus, com Ele e todos os elohim o adorem...”

 

A palavra “elohim” (plural de Deus) é usada nas Escrituras para designar a Divindade, homens (os juizes de Israel foram designados desta forma), os anjos e até deuses pagãos. Pelo contexto – “regozijem-se ó céus” – o significado aqui será ‘anjos’.

 

É portanto de supor que o autor de Hebreus estaria a citar a LXX ou um texto hebraico idêntico ao encontrado em Qumran. Que o texto deve ser considerado, não restam dúvidas pois por alguma razão, os 70 rabinos que traduziram o Antigo Testamento para grego, incluíram este trecho e ao incluir a sua citação na carta aos Hebreus, o seu autor, implicitamente, o valida.

 

Para finalizar, Heb. 2:1-4, dá-nos um aviso com base no argumento do capítulo 1. Cristo é superior aos anjos; “Portanto, convém-nos atentar com mais diligência para as coisas que já temos ouvido” (2:1). A palavra “ouvido” deve-nos remeter de novo para a introdução: o que “temos ouvido” é aquilo que “Deus... nos falou... pelo filho” (1:1). Se as pessoas de outros tempos eram responsabilizadas pela mensagem de Deus transmitida por anjos, quanto mais responsabilizados seremos nós que recebemos a clara mensagem da salvação por intermédio do próprio Cristo?

 

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O Filho, Superior aos Anjos – 3ª parte

 

 

Questões para estudo:

 

1.      De que meios se serviu Deus, para falar ao seu povo durante os tempos do Antigo Concerto? Hebreus 1:1a. Como fala Ele ao seu povo actualmente, no Novo Concerto? Hebreus 1:1b. Como nos é a Palavra de Deus revelada actualmente?

 

2.      Enumere seis das sete coisas que são mencionadas acerca de Jesus em Heb.1:2-3 e explique o significado de cada uma.

 

3.      Descreva a relação de Jesus com o Seu Pai celestial, referida nos vers. 5 e 6. Em que difere a relação de Jesus com O Pai das relações dos anjos com O Pai (vers. 5-14)?

 

4.      Diga o que pensa dos grandes elogios expressos pelo Pai a Seu Filho Jesus nos vers. 8-13. (Tratam-se de expressões proféticas provenientes do Antigo Testamento).

 

5.      Qual a responsabilidade e autoridade do Filho? Vers. 8-9.

 

6.      Como é O Filho comparado à criação? Vers. 10-12. O que nos revela isto acerca Dele?

 

7.      Quais os deveres e funções dos anjos? Vers. 6-7, 14.

 

8.      Quão significativas eram as mensagens transmitidas pelos anjos? Vers. 2:2.

 

9.      Quem tem uma mensagem ainda mais importante que as dos anjos? Porquê? Vers. 2:1-4. Podemos nós ignorar essa mensagem?

 

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Porque Encarnou o Filho? – 1ª parte

 

 

“Vemos, porém, coroado de glória e de honra aquele Jesus que fora feito um pouco menor do que os anjos, por causa da paixão da morte, para que, pela graça de Deus, provasse a morte por todos.” Hebreus 2:9

 

 Texto base: Heb. 2:5-18

 

 Sumário do texto:

 

Relativamente ao conteúdo do capítulo 1, ou seja, que o Filho é superior aos anjos, alguns poderão argumentar que a sua morte cancelou essa superioridade. Como pode um homem mortal ser superior aos anjos? O autor de Hebreus parece ter tal objecção em mente em Hebreus 2:5-18. Nesta secção, o autor demonstra como, mesmo na morte e no sofrimento, Jesus é superior aos anjos.

 

Ele começa por salientar que serão os homens e não os anjos a ter domínio sobre o mundo vindouro. Esta afirmação implica que os anjos exercem autoridade sobre os assuntos do mundo presente (Daniel 10:20-21; 12:1; Efésios 6:12). Citando o Salmo 8:4-6, o autor representa o homem como “um pouco menor do que os anjos”, coroado de “glória e de honra” e tendo “todas as coisas” sujeitas “debaixo dos pés”. Ele argumenta depois que, muito embora não vejamos actualmente o homem em completo controlo do seu ambiente, vemos Jesus, o homem perfeito, coroado de glória e honra porque sofreu a morte por todos os homens. Através da sua morte, Jesus cumpriu já o destino da humanidade.

 

Jesus é, de facto, o “pioneiro” (Heb.2:10) da salvação da humanidade. Ele abriu as portas da salvação àqueles que se lhe seguiriam. Jesus assegurou o domínio do homem sobre o mundo vindouro. Ao encarnar[1], Jesus tornou-se um de nós e não se envergonha de nos chamar irmãos.

 

Ao partilhar da carne e do sangue e ser sujeito à morte, Jesus destruiu o Diabo e o poder da morte pois Ele experimentou a morte e ergueu-se de novo, vitorioso, para a vida. Ao tornar-se humano em todos os aspectos, Cristo qualificou-se como Sumo Sacerdote para fazer expiação pelos pecados do povo. Uma vez que sofreu tentações, Ele é capaz de ajudar os seres humanos nas suas tentações.

 

 

[1] “Encarnar” refere-se ao acto gracioso e voluntário do Filho de Deus de abandonar o seu lar no Céu e assumir a forma e natureza humanas. Este termo não deve ser confundido com “reencarnação”, doutrina segundo a qual as almas dos mortos regressam em novos corpos ou formas.

 

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Porque Encarnou o Filho? – 2ª parte

 

 

Questões para estudo:

 

1.      Porque foi Jesus coroado de glória e de honra? Vers. 2:9.

 

2.      O que é que entende pela afirmação do vers. 10, segundo a qual era apropriado que Deus conduzisse o autor da nossa salvação ao seu objectivo pelo sofrimento?

 

3.      Que benefícios trouxe Jesus à humanidade através do seu sofrimento? Vers. 9-10.

 

4.      Que relação tem Jesus com aqueles que aceitam a morte redentora que Ele sofreu por eles? Vers. 11-13.

 

5.      De que outras forma se identifica Jesus com o homem? Vers. 14-15. De que forma é que a morte e ressurreição de Jesus nos libertam da servidão mencionada no vers. 15?

 

6.      Porque veio Jesus sob a forma de homem e não como anjo? Vers. 16.

 

7.      Que aspectos qualificaram Jesus para o seu papel de redentor dos pecados da humanidade e para assumir o papel de um misericordioso e fiel Sumo Sacerdote? Vers. 17-18. Compare com Filipenses 2:5-11. Como que isto nos deve dar confiança para o nosso caminho diário com Deus e Cristo?

 

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O Filho Superior a Moisés – 1ª parte

 

 

“Mas Cristo, como Filho, sobre a sua própria casa; a qual casa somos nós, se tão somente conservarmos firme a confiança e a glória da esperança até ao fim.” Hebreus 3:6

 

Texto base: Heb. 3:1-13

 

Sumário do texto:

 

Até agora Jesus foi-nos apresentado como sendo superior aos profetas e aos anjos. Ele encarnou, e através do sofrimento e morte assumiu o papel de um Sumo Sacerdote capaz de compreender as necessidade humanas.

 

No capítulo 3 o autor vem agora demonstrar que Jesus é superior a Moisés, que os judeus consideravam ser o maior apóstolo (mensageiro) e sacerdote (mediador) entre Deus e o Seu povo no Antigo Concerto. Os leitores são encorajados a considerar “a Jesus Cristo, apóstolo e sumo sacerdote da nossa confissão” (v.1). Na Sua qualidade de construtor e de Filho na casa de Deus, Jesus é mais digno de honra que Moisés, que era um servo nessa casa. E nós, o povo de Deus, somos a Sua casa. Aqui, tal como no capítulo1 a respeito dos anjos, o nome de Jesus como “Filho” é superior ao dos que são chamados “servos”.

 

O autor continua nos vers. 7-19 com um aviso e uma exortação contra o abandono da fé e da esperança em Cristo. O aviso baseia-se numa citação do Salmo 95:7-11, salmo esse usado pelos judeus para inaugurar o Sábado semanal como período de descanso. O texto aponta para o fracasso de Israel, após o êxodo, de entrar no “repouso” de Deus (ou seja, na terra de Canaan). [As palavras “provocação” e “tentação” no vers. 8, são traduções dos nomes hebraicos “Meribá” e “Massá”. Israel manifestou descrença e falta de confiança em Deus no primeiro ano da sua deambulação pelo deserto em Massá e no quadragésimo ano em Meribá (Êxo.17:1-7; Núm.20: 1-13; Deut.33:8). Assim, podemos ver que a dureza de coração de Israel persistiu desde o princípio até ao fim dos 40 anos no deserto].

 

O autor exorta os seus leitores a não repetirem os erros de descrença e apostasia dos israelitas de então. Ao invés, devem-se exortar uns aos outros diariamente para que “nenhum se endureça pelo engano do pecado” (v.13).

 

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O Filho Superior A Moisés – 2ª parte

 

 

“Vede, irmãos, que nunca se ache em qualquer de vós um perverso coração de incredulidade, para se apartar do Deus vivo; antes exortai-vos uns aos outros todos os dias, durante o tempo que se chama Hoje, para que nenhum de vós se endureça pelo engano do pecado.”

 

Hebreus 3:12-13

 

Texto base: Heb. 3:12-19

 

Sumário do texto:

 

Conforme vimos na última lição, o autor exorta os seus leitores a não repetirem os erros de descrença e apostasia dos israelitas de então. Ao invés, devem-se exortar uns aos outros diariamente para que “nenhum se endureça pelo engano do pecado” (v.13).

 

O autor conclui este capítulo com uma série de questões retóricas baseadas na história de Israel de Números 14:1-35. Por causa da descrença, o povo que Moisés conduziu para fora do Egipto, não chegou a ver o que Deus havia preparado para eles na Terra Prometida. Em vez disso, pereceram no deserto.

 

As implicações da passagem são muito claras. A morte de Jesus pode ser vista como um novo êxodo; através dela, os crentes são libertados da servidão do pecado. A igreja, sob a liderança de Jesus como um novo e melhor Moisés, está agora a atravessar um deserto em direcção ao supremo repouso que Deus tem preparado. Para atingir o objectivo são necessárias uma fé e confiança persistentes em Cristo. A descrença e a apostasia provar-se-ão fatais. O tempo para responder à liderança de Cristo é agora, “Hoje [i.e. o tempo presente de provação], se ouvirdes a Sua voz” (v.15), pois nestes últimos dias falou-nos [Deus], pelo filho” (1:1).

 

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O Filho Superior a Moisés – 3ª parte

 

 

Questões para estudo:

 

1.      Porque foram os leitores originais exortados a considerar ou a fixar os seus pensamentos em Jesus? Vers. 3:1. Que dois cargos (títulos) particulares de Jesus são mencionados no vers.1? Qual a função de cada um desses cargos? Reveja no capítulo 2 a forma como Jesus se qualificou para estas funções.

 

2.      Quem está incluído na “casa de Deus” referida nos vers. 2-6? Compare a relação de Jesus e de Moisés à casa de Deus. Existem algumas diferenças significativas? Quais são? (Ler também os vers. 1:1-2, 8-12).

 

3.      Considera-se parte integrante da casa de Deus? Como podemos permanecer nessa casa? Vers. 6.

 

4.      O autor de Hebreus compara os cristãos que saíram do pecado pela fé em Cristo com os israelitas que saíram do Egipto debaixo da liderança de Moisés. Ele alerta contra a descrença que fez com que Israel caísse em desfavor para com Deus no deserto. Enumere algumas das razões da sua queda. Vers. 8-10, 16-19.

 

5.      Que aviso e mandamento nos é dado nos vers. 7-13? Que responsabilidades temos uns para com os outros?

 

6.      Se temos de reconciliar a nossa relação com Deus e Cristo, que instruções temos nesse sentido? Vers. 7-8, 15; Rom. 3:23-26; 10:9-10, 13; 1João 1:9.

 

7.      Se temos uma relação de amor com Deus e Cristo, que admoestação nos é dada no capítulo 3 de Hebreus para fortalecer essa relação? Faça uma lista. Vers. 6-7, 13 (considere também os opostos das coisas negativas mencionadas nos vers. 8-10 e 16-19).

 

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A família Cristã e a comunidade – 1ª parte

 

 

“Não peço que os tires do mundo, mas que os livres do mal.” - João 17:15.

 

Textos base: Salmos 127; 128; 145; Mateus 5:13-16; 25: 31- 46; João 17.

 

Objectivo do estudo:

 

Analisar de que modo as famílias cristãs podem estender a sua influência para além dos limites da família que é a igreja.

 

Introdução:

 

Imaginemos uma sociedade totalmente desprovida da influência judaico-cristã! O significado do bem-estar dos outros teria, certamente, um valor completamente diferente.

 

 Diz-nos a História, que através dos tempos, alguns grupos de Cristãos se distanciaram da sociedade para se refugiarem no seu próprio mundo, construindo as suas próprias instituições, supostamente não contaminadas e livres dos problemas da sociedade (e.g. mosteiros).

 

Mas como podemos nós ser, efectivamente, uma luz para o mundo, se fugirmos dele? Como podemos nós ser o sal da terra se nos recusarmos a sair do saleiro?

 

Outros Cristãos decidiram fazer um “contrato” com o mundo, dividindo as suas vidas em dois compartimentos: o sagrado e o profano, cuidando para que não interferissem um com o outro.

 

Os Cristãos verdadeiros, no entanto, não fogem das dificuldades ou do confronto com os problemas do mundo, nem tão pouco permitem ser controlados por alguma instituição. Os filhos de Deus estão convictos de que o Senhor lhes confiou uma responsabilidade e lhes deu a oportunidade para exercerem uma sã influência sobre vida dos outros.

 

Ao longo da história da fé Cristã, muitos seguidores de Cristo contribuíram para aliviar o sofrimento humano em ajuda a muitos desprotegidos: doentes, idosos, pobres, presos – em suma, a todos os que precisam de ajuda.

 

Os Cristãos dos nossos dias estão preocupados com algumas questões morais como sejam a injustiça, o aborto, a pornografia e a homossexualidade. Eles consideram estas situações pecaminosas e destrutivas duma sociedade não preocupada com os limites ou as consequências das acções imorais. Mas por todo o lado ouvimos o estafado argumento de que não se pode legislar a moralidade. No entanto, todas as leis são a preocupação de alguém com a moralidade (ou imoralidade). As leis proíbem o assassínio, o furto, a condução sob efeito do álcool, etc.. No fundo, estas são leis sobre a moralidade.

 

Reflexão:

 

Com base em registos bíblicos o que é que acontece às sociedades sem Deus?

 

Questões para estudo:

 

A Cristandade está nitidamente dividida no que respeita a questões morais como o aborto e a homossexualidade. Qual a mensagem que esta divisão transmite ao mundo?

Qual deve ser a nossa atitude para com os não crentes dentro da nossa comunidade? Comente: Colossenses 4:5-6; 1.Coríntios 9:19-22; 1.Tessalonicenses 4:9-12; Romanos 15:2. Dê exemplos desta atitude.

Que importante influência pode um cristão ter na sociedade? Considere os seguintes textos: Mateus 5:13-16; Filipenses 2:14-16; 1.Pedro 2:11-17.

 

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A família Cristã e a comunidade – 2ª parte

 

 

Textos base: Salmos 127, 128, 145; Mateus 5:13-16; 25: 31-46; João 17.

 

Introdução (contin.):

 

A história Bíblica de Ester é bem conhecida dos cristãos. Ester não temia pela sua vida e estava ansiosa por mostrar a sua oposição ao sistema político do seu país adoptivo. Para Ester, o princípio de justiça para o seu povo, os judeus, pesou mais do que as consequências que pudesse vir a sofrer. Através da influência empenhada de Ester, um povo inteiro foi salvo da aniquilação e a história política da Pérsia e de Israel tomaram outro rumo.

 

O apóstolo Paulo, nunca perdia uma oportunidade para dar testemunho da sua fé junto dos representantes dos governos. Actos 24, 25 e 26 relatam o seu comportamento com os governadores da Palestina –  Félix, Festo e o rei Agripa. O apelo de Paulo para ser julgado na corte de César, de que resultou a sua viagem a Roma, serviu para exercer importante influência na história religiosa e política do império Romano. Assim, a mensagem Cristã, foi levada ao coração desse Império e da prolongada prisão de Paulo, em Roma, resultaram inúmeras conversões de Cristãos. Temos que reconhecer que a influência da mensagem Cristã em Roma provocou uma mudança que se prolongou ao longo dos tempos.

 

Na oração de Jesus: João 17, Ele não pede um santuário para protecção dos Seus seguidores. Pelo contrário, Ele ora para que eles sejam protegidos para o serviço neste mundo. Somos salvos para servir. O poder da injustiça baseado no dinheiro (o “deus deste mundo”) oprime o mundo moderno.

 

Entretanto, o que é que aconteceu à influência dos Cristãos? Tomámos verdadeiramente em mãos a nossa liberdade?

 

Questões para estudo (contin.):

 

Considere a história de Ester. Dê exemplos da influência de outras pessoas na sociedade. Ester 4:13-17

Os cristãos praticantes constituem uma grande percentagem da população do mundo: no entanto, a imoralidade continua a crescer. Porquê? Qual a sua opinião? O que é que podemos fazer para estabelecermos a diferença? Será que este chamado “cristianismo” é composto por pessoas que nasceram de novo em Cristo?

Conclusão:

 

Façamos com que cada um dos nossos lares brilhe na nossa comunidade, como uma lanterna transmitindo esperança a um mundo confuso, em trevas e a caminho do abismo, do castigo de YHWH.

 

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A família Cristã e a Igreja – 1ª parte

 

 

“À igreja de Deus que está em Corinto, aos santificados em Cristo Jesus, chamados santos, com todos os que em todo o lugar invocam o nome de nosso Senhor Jesus Cristo, Senhor deles e nosso” – 1.Coríntios 1:2.

 

Textos base: Romanos 12; 1.Coríntios 1; 12; Efésios 4; Gálatas 3:26-29 .

 

Objectivo do estudo:

 

Analisar de que modo é que a igreja e a família se podem ajudar mutuamente.

 

Introdução:

 

A Igreja é o meio divinamente designado para transmitir o Evangelho. Não é uma instituição ou um edifício mas um corpo de crentes. A igreja é uma comunidade como nenhuma outra. Em quase todas as congregações existe diversidade de idades, motivações, níveis sociais e origens, mas estas diferenças não são importantes comparadas com os laços de fé compartilhada pelos membros da congregação e pelos Cristãos espalhados pelo mundo.

 

Durante a era Cristã, em todas as gerações, os lares Cristãos são considerados divinas instituições nas quais os membros da família são desafiados a crescer em sabedoria e a viver ao serviço de Deus e dos outros. Os pais moldam o destino dos seus filhos, trabalhando lado a lado com a igreja, para os preparar para uma vida abundante em Cristo Jesus, agora e na eternidade. Deus desenhou a família Cristã como a semente da sociedade, o modelo estrutural para a edificação do conhecimento. Os filhos aprendem, dentro da família e na igreja, os valores morais e os conceitos divinos.

 

Reflexão:

 

Como é constituída a família de Deus? Marcos 3:35. O que é dito sobre a identidade da igreja em Mateus 18:20?

 

Questões para estudo:

 

A Igreja é constituída por diversos membros (1Coríntios 12:1-2; Gálatas 3:28) que têm um atributo comum. Qual é? Gálatas 3:26; João 1:12.

Quem são os remidos filhos de Deus ? Somente os que são perfeitos e acima do pecado? Leia 1,Coríntios 1:2-17.

A que é que Paulo e Pedro chamam os “nascidos de novo”? 1.Coríntios 3:1-2; 1.Pedro 2: 2.

O que é que estes apóstolos esperam dos seguidores de Jesus? Efésios 4; 14-16; 1.Pedro 2: 2-3.

 

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A família Cristã e a Igreja – 2ª parte

 

 

Textos base: Romanos 12; 1.Coríntios 1; 12; Efésios 4; Gálatas 3:26-29.

 

Introdução (contin.):

 

A família de Deus – o Israel de Deus através dos tempos, a que actualmente chamamos Igreja, 1.Coríntios 12:27 – fornece inspiração e oportunidades ilimitadas para o serviço Cristão. Os cristãos aceitaram a dádiva gratuita da Salvação pela fé, crença, e arrependimento. Eles têm não só a obrigação de se amar uns aos outros e de serem devotados à família da Igreja mas também a responsabilidade moral de levar aos outros o privilégio que adquiriram: a Salvação através de Jesus Cristo. Jesus expressou este conceito na Sua definição de “próximo” ao falar com o jovem rico. Mateus 19:16-19.

 

Questões para estudo (contin.):

 

Porque é que é tão importante haver uma relação estreita entre a nossa família e a família de Deus? Leia Hebreus 10: 23-25.

Qual a designação especial que Deus dá àqueles que respondem ao apelo do Evangelho? Oséias 1:10; Actos 3:25; 1.Coríntios 3:9; 1.Tessalonicenses 5:5; 1.Pedro 2:9-10.

Porque é que Paulo louvou os cristãos de Tessalónica? 1.Tessalonicenses 2:13-14.

 Leia e comente: Mateus 28:18-20; Actos 1:8.

Podemos considerar a Igreja de Antioquia um exemplo para nós? Actos 13:1-3.

 

Conclusão:

 

A Igreja/Israel de Deus é o campo de treino e a base de força para que os crentes se apresentem ao mundo ensinando e compartilhando o Reino da graça e da esperança. Nós, como famílias Cristãs fomos talhados para este nobre serviço.

 

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Os anos de ouro – 1ª parte

 

 

“Ensinaste-me, ó Deus, desde a minha mocidade; e até aqui tenho anunciado as tuas maravilhas. Agora também, quando estou velho e de cabelos brancos, não me desampares, ó Deus, até que tenha anunciado a tua força a esta geração, e o teu poder a todos os vindouros” - Salmos 71: 17-18.

 

Textos base:           Salmos 32:1- 5; 71:17-18; 92:12-15; Eclesiastes 11:7-10; 12; Provérbios 22:6; Tito 2:1-8.

 

Objectivo do estudo:

 

Prepararmo-nos para os tempos da meia-idade e da velhice e apercebermo-nos de algumas das bênçãos de que podemos usufruir nesse tempo. Essa preparação vem desde a meninice e é responsabilidade dos pais.

 

Introdução:

 

O ninho ficou vazio! Os filhos ganharam as suas próprias asas, voaram e têm agora as suas próprias crias para ensinar.

 

A mãe e o pai sentam-se agora sózinhos à mesa, lembrando onde cada filho se sentava e as conversas que tinham com eles. Há agora quartos vazios e silenciosos onde noutro tempo houve risos, alegria, choro e música. São tristes pensamentos? Não! Somente memórias agradáveis.

 

Deus determinou que temos que cuidar dos nossos filhos desde o seu nascimento até serem jovens adultos, e então, eles próprios darão início à sua própria família. Isto repetir-se-á com eles e os seus filhos. A vida é assim!

 

Uma vez esvaziada a casa, o marido e a mulher são confrontados com uma nova realidade. São então forçados a encarar a sua vida, em comum, e o seu casamento em novos moldes. Para uma mãe que devotou grande parte da sua vida aos filhos, a adaptação significa a procura de novas e talvez desconhecidas áreas, para servir e ajudar. Se os filhos sentirem que os pais constroem a sua vida com base nos filhos, sentir-se-ão culpados ao deixar a casa para seguir a sua própria vida. Os pais não deverão descurar a arte de estar a sós, um como outro, compartilhando sonhos e novos projectos, após a saída dos filhos.

 

O instinto paternal não se desvanece logo que o último filho deixa a casa. Pelo contrário, esse sentimento deve tomar uma nova direcção. Muitas vezes projecta-se na geração seguinte, nos netos, onde os avós são chamados a ter uma participação activa.

 

Recuem o vosso pensamento até ao tempo em que vós próprios deixastes a casa paterna e casastes! Qual foi a melhor ajuda dos vossos pais? Qual foi a coisa mais sensata que eles fizeram ou o que foi que mais vos afectou? Qual é a maior e melhor herança que, como filhos, os pais nos podem deixar?

 

Reflexão:

 

As estações do ano chegam, inevitavelmente, tal como os ciclos da vida. Devemos viver cada estação da vida no seu tempo próprio, não desejando o dia de ontem, nem ansiando pelo dia de amanhã. Cada estação da vida, vivida plenamente, trará contentamento sem arrependimentos nos dias da velhice. Pense nas várias etapas da sua vida e nas mudanças e alegrias de cada uma delas. Eclesiastes 11:7-10.

 

Questões para estudo:

 

O que é que pode determinar se podemos esperar viver uma vida útil  e frutuosa na nossa velhice? Salmos 92:12-15. Reflicta sobre o desejo do salmista para a sua velhice: Salmos 71; 17-18.

Quais são as melhores conclusões da vida? Eclesiastes 12:8-14. Quando é que normalmente estas conclusões são tiradas? Eclesiastes 11:7- 8.

Deus tem uma preocupação especial com as viúvas. Que instruções são dadas nas escrituras relativamente às viúvas? Leia 1.Timóteo 5:3-16.

 

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Os anos de ouro – 2ª parte

 

 

Textos base: Salmos 32:1-5; 71:17-18; 92:12-15; Eclesiastes 11:7-10; 12; Tito 2:1- 8.

 

Introdução (contin.):

 

Há muitas maneiras de fazer com que os “anos de ouro do casamento” sejam tão bonitos como Deus quis que fossem.

 

Primeiro, desde o início do vosso casamento (ou desde agora em diante) a vossa grande prioridade deve ser o compromisso de um para com o outro.

 

Segundo, as questões familiares não devem interferir com a intimidade e os cuidados do casamento.

 

Terceiro, mantenham os vossos sonhos e projectos em todos os anos da vossa vida. Tenham sempre qualquer coisa para fazer em conjunto e planeiem tudo o que puderem fazer.

 

Quarto, tenham sempre em mente os planos de Deus e as Suas razões para a saída dos filhos da casa paterna e a construção da sua própria casa. Tentem usar positivamente as alterações, procurando sempre o que for melhor para os vossos filhos.

 

Estarem de novo sozinhos dá início a uma nova estação do casamento. Se o casal teve cuidado com o fortalecimento do seu amor um pelo outro, a mudança não os magoará. Eles encontrarão novas maneiras de servir ao Senhor, um ao outro e aos outros.

 

Para sermos realistas, temos que admitir que haverá muitos crentes que não atingirão a sua idade sénior usufruindo de companhia. A sua esposa ou esposo poderá ter desaparecido por morte, ou por separação ou pode o crente nunca se ter casado. No entanto, eles terão família, parentes próximos, amigos crentes e o Senhor deseja, e quer, ser a sua companhia mais próxima – aquele que permanece mais próximo do que um irmão e que constantemente se preocupa connosco.

 

Questões para estudo ( contin.):

 

Houve alguém que comparou a educação dos filhos com a construção de um barco. Um dia o nosso trabalho está finalizado e chega o dia do “lançamento à água”. Qual a melhor maneira de ajudarmos os nossos filhos a enfrentar as tempestades sem largar o leme? Provérbios 22:6.

Dê testemunho sobre maneiras positivas de enfrentar a saída dos filhos de casa. Salmos 92:13-15; Romanos 14:7-8.

Como é que a Igreja pode servir os membros mais idosos? 1.Timóteo 5:1-2.

Algumas das mais acarinhadas memórias de infância são os bolos da avó e as histórias do avô. Se você tem conhecimento da existência de crianças que necessitam deste tipo de amor, “adopte” uma delas. Compartilhe com a Igreja as experiências e as manifestações de amor que encontrar nesta ligação.

 

Conclusão:

 

Tal como não podemos parar o vento de soprar, não podemos parar o nosso processo de envelhecimento 2.Coríntios 4:16. Podemos, no entanto, aceitar cada período da nossa vida e desfrutá-la, plenamente, sabendo que ela nos prepara para a eternidade com o Rei Eterno. O aspecto mais importante é servir o nosso Deus imutável, ao longo de todas as estações da vida, e pedir-lhe que nos guie em todas as alterações das condições de vida que se nos apresentarem.

 

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Melquisedeque, quem? – 1ª parte

 

“Porque nos convinha tal sumo sacerdote, santo, inocente, imaculado, separado dos pecadores, e feito mais sublime do que os céus.” Hebreus 7:26

 

Texto base: Heb. 7:1–28

 

Sumário do texto:

 

Neste capítulo o autor regressa ao tema do sacerdócio de Melquisedeque, acerca do qual havia dito antes que tinha muito para dizer (Heb.5:11). Usando uma técnica rabínica de interpretação, o autor serve-se do que é dito e não é dito acerca de Melquisedeque em Génesis 14:17-20, a única passagem do Antigo Testamento em que este aparece com excepção de Salmos 110:4. Em Hebreus 7:1-2, o autor passa em revista aquilo que é dito no texto de Génesis. Melquisedeque era um antigo rei-sacerdote que um dia encontrou Abraão após uma batalha e o abençoou. Em troca, Abraão deu a Melquisedeque, rei de Salém[1] a décima parte dos despojos da batalha. O autor explica então, o significado do nome e título de Melquisedeque. O seu nome em hebraico significa “rei da justiça” e o seu título, rei de Salém, significa “rei da paz”. Implícita nestas definições está uma analogia a Cristo que é o verdadeiro Rei da justiça e da paz (Isaías 9:6-7; Lucas 1:79).

 

No vers. 3 o autor passa a explicar o que não é dito no texto de Génesis. Não existe qualquer registo da genealogia de Melquisedeque, bem como do seu nascimento ou morte. Ele aparece simplesmente uma única vez no registo bíblico, em vida. Uma vez que nada mais é dito acerca dele, Melquisedeque continua vivo, por assim dizer, no relato do Antigo Testamento e nas mentes dos leitores. Assim, Melquisedeque, pelo próprio silêncio das Escrituras, aparece como tipo do Filho de Deus, que possui na realidade o que Melquisedeque possuía apenas figurativamente: um sacerdócio perpétuo.

 

Nos vers. 4-10, o autor procura argumentar a superioridade do sacerdócio de Melquisedeque relativamente ao sacerdócio levítico. O seu propósito com este raciocínio é demonstrar que, se o sacerdócio de Cristo é idêntico ao de Melquisedeque e se o sacerdócio de Melquisedeque é superior ao sacerdócio levítico, então o sacerdócio de Cristo tem de ser também superior ao sacerdócio levítico.

 

E agora vejamos a prova que o autor apresenta. Abraão, pai de todo o Israel, deu a Melquisedeque a décima parte dos despojos. Segundo a Tora, caberia aos Levitas, receber a décima parte dos seus irmãos israelitas. Ora aqui estava um homem que não tinha qualquer relação com Abraão e que recebeu deste a décima parte e o abençoou. Uma vez que a pessoa que confere uma benção a outra tem um estatuto superior a essa, isso faz com que Melquisedeque fosse superior a Abraão e também, de certa forma, coloca Melquisedeque numa posição superior a todos os levitas que eram descendentes de Abraão.

 

Nos vers. 11-28, o autor dá um passo audacioso ao afirmar que o sacerdócio levítico iria ser substituído porque através dele não se conseguiria atingir o objectivo da reconciliação com Deus[2]. Isto implicava alterar o sacerdócio bem como a Lei no que a este diz respeito[3] (v.11-12). Assim, o sacerdócio espiritual e real de Cristo deveria tomar o lugar do sacerdócio legal da tribo de Levi (v.15-17). A superioridade do sacerdócio de Cristo sobre o de Levi é demonstrada de quatro maneiras:

 

1) veio-nos trazer uma melhor esperança, pela qual podemos chegar a Deus (v.18-19);

 

2) está assente num juramento divino contrariamente ao sacerdócio levítico (v.20-22). Por outras palavras, a autoridade de Jesus como sacerdote deriva do facto de Deus o ter declarado como tal. Deus fez um juramento no Salmo 110:4, segundo o qual Cristo seria um sacerdote da mesma forma que Melquisedeque havia sido um sacerdote – por nomeação divina e não por linhagem como era o caso do sacerdócio levítico;

 

3) é perpétuo pois Cristo é eterno (v.23-25); e

 

4) é eficaz. Devido ao facto de Cristo não ter pecado Ele não tem necessidade de oferecer sacrifícios diários, contrariamente aos sacerdotes levitas. O sacrifício de Si próprio cobre todos os pecados do povo de uma vez e para sempre.

 

 

[1] Salém  é Jerusalém – ver Salmo 76:2.

 

[2] O termo grego “teleiôsis” é muitas vezes traduzido por “perfeição” mas aqui significa “atingir o objectivo” que é a nossa reconciliação com Deus. Para atingir este objectivo, o ser humano deve, na realidade, chegar à perfeição através do perdão dos seus pecados.

 

[3] Esta é a única passagem do Novo Testamento que nos fala de uma “mudança da Lei”. Na realidade isto não significa a abolição da Tora (da Lei e dos Profetas) (o que seria contrário às palavras do próprio Jesus em Mat. 5:17-20) mas, pelo contexto, uma alteração da mesma no que ao sacerdócio diz respeito. Esta alteração era já prevista no Salmo 110:4 e é justificada pela alteração do sistema sacrificial, em si. Alguns poderiam pensar que pela Tora alcançaríamos esse objectivo mas o autor nega isso no vers. 19, afirmando que a Tora não conduz ninguém ao objectivo que é a reconciliação com Deus. A Tora serve sim para nos transmitir o conhecimento do pecado (Rom.3:20).

 

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MELQUISEDEQUE, QUEM? – 2ª parte

 

 

Questões para estudo:

 

1.      O que é dito acerca de Melquisedeque em Génesis 14:17-20? O que se passou entre ele e Abraão no único episódio em que ele é mencionado no Antigo Testamento?

 

2.      Que informação adicional nos é dada acerca de Melquisedeque em Hebreus 7:1-3? Discuta o significado do seu nome e de Salém, local do seu reino.

 

3.      Como descreve o autor a relação entre Melquisedeque e Abraão? Vers. 4-7.

 

4.      Que contraste é estabelecido entre o sacerdócio de Melquisedeque e o sacerdócio levítico? Vers. 4-10. De que forma é que o autor demonstra a superioridade de Melquisedeque?

 

5.      Porque é que o sacerdócio levítico era temporário e precisava de ser substituído? Vers. 11, 18-19. O facto do sacerdócio levítico ser temporário estava de acordo com o plano de Deus?

 

6.      O que é que nos é dito acerca de Cristo vir a ser um sacerdote segundo a Ordem de Melquisedeque ao invés de pela Ordem de Aarão (sacerdócio levítico)? Vers. 12-22.

 

7.      Enuncie as principais diferenças entre o sacerdócio de Cristo e o levítico, de acordo com Heb.7:11-28.

 

8.      Porque é que podemos ter total confiança de que Jesus suprirá, enquanto Sumo-sacerdote, todas as nossas necessidades? Vers. 22-28. Defina os termos utilizados para descrever Cristo no vers. 26.

 

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Um melhor Santuário e Concerto–1ª parte

 

“Ora, a suma do que temos dito é que temos um sumo sacerdote tal, que está assentado nos céus à destra do trono da majestade, Ministro do santuário, e do verdadeiro tabernáculo, o qual o Senhor fundou, e não o homem.” Hebreus 8:1-2

 

Texto base: Heb. 8:1–13

 

Sumário do texto:

 

Tendo estabelecido a superioridade do sacerdócio de Cristo relativamente ao sacerdócio levítico no capítulo 7, o autor discute agora o ministério de Cristo como Sumo-sacerdote. O ponto fulcral do capítulo 8 é o seguinte: Jesus é agora o nosso Sumo-sacerdote que está sentado (Heb.1:3) à direita de Deus nos céus. Ele exerce o Seu ministério por nós no verdadeiro tabernáculo, do qual o terreno era apenas uma cópia. Porque Jesus exerce o Sumo-sacerdócio no santuário celeste (ou seja, nos céus onde Deus habita – Heb.9:24), o Seu ministério sacerdotal é superior ao dos sacerdotes terrenos que servem na sombra da realidade celeste.

 

A superioridade do ministério sacerdotal de Jesus é proporcional à superioridade do Seu concerto sobre o antigo. Ao fazer a ligação entre o ministério sacerdotal no santuário e o conceito de concerto, o autor de Hebreus está essencialmente a dizer que o novo concerto é uma forma melhor de adoração (ou seja, uma forma melhor para se chegar a Deus) do que era o sistema de adoração debaixo do antigo concerto. Isto deve-se, sobretudo, ao facto do novo concerto ter sido dado como Tora (ver caixa “O Novo Testamento dado comoTora”) com base em “melhores promessas” (v.6)

 

O Novo Testamento dado como Tora

 

O termo grego traduzido “firmado” na JFA é “nenomothetêtai”. Esta palavra é composta por “nomos”  e “tithêmi”. “Tithêmi” tem o sentido de “pôr, colocar, fazer” e “nomos” é simplesmente “lei”, logo “nenomothetêtai”  significa “fazer lei” ou “legislar”. No entanto, num contexto hebraico como o da passagem em questão significa invariavelmente “Tora”. A palavra “nomos” aparece 14 vezes na carta Aos Hebreus e em todas essas vezes assume, sem excepção, o sentido de “Tora”. Para além disto, sempre que a palavra “nenomothetêtai” ou uma sua derivada surge no Novo Testamento é sempre associada à Tora (ver “nomothetês” em Tiago 4:12 e “nomothesia” em Rom.9:4. Na Septuaginta, o termo “nomothetein” surge mais de uma dúzia de vezes com o sentido de “instrução da Tora”. O termo “nenomothetêtai” surge apenas uma outra vez – em Hebreus 7:11 – e aqui aparece traduzido na JFA por “recebeu a Lei (Tora)”.

 

Assim a tradução mais correcta de Hebreus 8:6, seria:

 

“ Mas agora alcançou ele ministério tanto mais excelente, quanto é mediador de uma melhor aliança dada como Tora com base em melhores promessas.”

 

Podemos então dizer que o Novo Testamento é dado como uma extensão da Lei e dos Profetas, com a mesma autoridade destes.

 

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ESTUDO 19:  UM MELHOR SANTUÁRIO E CONCERTO–2ª parte

 

 

ATENÇÃO: Reveja o Estudo anterior, antes de iniciar esta segunda parte.

 

Texto base: Heb. 8:1–13

 

Nos vers. 8-12, o autor cita Jeremias 31:31-34 por forma a demonstrar aos seus leitores judeus que até mesmo as suas Escrituras previam a preeminência do novo concerto sobre o antigo. A citação realça as “melhores promessas”[1] mencionadas no vers. 6. O novo concerto promete ao povo de Deus uma motivação interior para a justiça, ou seja, promete-lhes que o Espírito Santo escreveria a Lei de Deus no seu íntimo levando-os a querer fazer a Sua vontade, por amor. O novo concerto promete que o Senhor será o Seu Deus e que eles serão o Seu povo. Promete também conhecimento de Deus e completo perdão de pecados. Na realidade as duas grandes diferenças assinaláveis entre os dois concertos são: 1) o local onde a Lei seria escrita e 2) o sangue redentor e imaculado de Jesus, o Messias, sobre o sangue dos animais que não podiam salvar. Nesse sentido, o chamado “Novo Concerto” não é propriamente “Novo” mas uma renovação do antigo (ver caixa “Novo ou Renovado?”). Assim, o novo concerto sobrepõe-se ao antigo, tornando-o obsoleto no que diz respeito ao sacerdócio levítico (é disto que o autor nos fala neste capítulo) e ao sistema sacrificial (que está subjacente a toda a carta). São estes dois aspectos da Lei que são tornados obsoletos pelo Concerto Renovado de Cristo e não o Antigo concerto ou a Lei em si, pois esses são eternos (Deut. 29:9,14-15; 32:46-47; Salmo 119:142; Isaías 2:3; 1João 2:4-5,7; ver ainda a nota de rodapé nº9, relativa a Heb. 7:12 na lição 14). Se quisermos, podemos ainda dizer que o que Deus nos dá de novo não é um concerto mas sim um coração (Ezeq. 36:26-27; Rom.7:22).

 

Novo ou Renovado?

 

Existem duas palavras para “novo” na lingua grega, “kainos” e “neos”. “Neos” significa “novo” em termos temporais, ou seja, algo que nunca antes existiu, imaturo, ao passo que “kainos” significa “novo” ou “renovado” em termos qualitativos de algo que já existia. Um bom exemplo é Mat.9:17: “...deita-se vinho novo (“neos”) em odres novos (“kainos”), e assim ambos se conservam.” (Mateus 9:17)

 

Da mesma forma a expressão “Lua nova” emprega o termo “kainos” pois a lua é sempre a mesma. Ela simplesmente se renova. O mesmo se aplica ao homem “novo” de Efésios 2:15 e à “Nova” Jerusalém, por exemplo. Ora, o termo usado na expressão “Novo Concerto” é sempre “kainos”. Para além disto, o termo hebraico usado em Jeremias 31:31 para designar o “Novo” Concerto é “Hadashah”, um derivado do verbo “Hadash” que, de acordo com o dicionário Brown-Driver-Briggs e com o dicionário de Strong significa “renovar, reparar ou reconstruir”.

 

Ao escrever a Lei nos nossos corações, o Espírito Santo leva-nos a querer cumpri-la, coisa que não acontecia quando a Lei nos era externa. É neste sentido que o Concerto é um Concerto Renovado.

 

[1] As “melhores promessas” são as dadas pelo profeta Jeremias e que o autor cita nos versículos 8-12 (Jerem.31:31-34) afinal, é melhor ter a Lei nos corações que em tábuas de pedra (vers.10; Rom. 2:13-29) e um perdão permanente é melhor que um temporário (vers.12).

 

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ESTUDO 20: UM MELHOR SANTUÁRIO E CONCERTO–3ª parte

 

DATA                        ____/____/____

 

ATENÇÃO: Reveja os dois últimos Estudos, antes de iniciar esta terceira parte.

 

Questões para estudo:

 

1.      A frase “temos um sumo sacerdote tal” em Heb.8:1, refere-se à descrição de Jesus como Sumo-sacerdote em capítulo prévios e seguintes. Leia e discuta as descrições dadas em 4:14-16 e 10:10-14.

 

2.      Em que localização estratégica se encontra Jesus actuando como nosso Sumo-sacerdote? Vers. 8:1. O que é único acerca do tabernáculo em que Ele ministra? Vers. 2.

 

3.      Porque não exerce Jesus o seu Sumo-sacerdócio aqui na terra? Vers. 1-4.

 

4.      Estabeleça as diferenças básicas entre o santuário terreno e o celeste, bem como dos sacerdócios de cada um. Vers. 1-5

 

5.      De acordo com o vers. 6, porque é que o novo concerto, do qual Jesus é mediador, é melhor do que o antigo? Quais são as “melhores promessas”? Vers. 7-12.

 

6.      Porque viu Deus a necessidade de um novo concerto, séculos antes de Jesus o vir estabelecer e mediar? Vers. 7-9 (os vers. 8-12 são uma citação de Jeremias 31: 31-34. O ministério de Jeremias durou entre 627 e, aproximadamente, 580 a.C.).

 

7.      Diga como é que os benefícios do novo concerto profetizado por Jeremias foram cumpridos por Jesus:

 

a.      O Espírito Santo nos corações, inspiraria o povo de Deus a cumprir as Suas leis através de uma motivação interior ao invés de por esforços exteriores e legalistas (v.10).

 

b.      Deus seria o Seu Deus e eles seriam o Seu povo; Ele estabeleceria uma nova relação com o Seu povo (v.10).

 

c.      O Espírito Santo nos corações permitir-nos-ia conhecer o Senhor pessoal e directamente, sem necessidade da intermediação de sacerdotes (v.11).

 

d.      Devido à Sua misericórdia, Deus perdoaria ao povo as suas iniquidades e os seus pecados e maldade não seriam mais lembrados (v.12).

 

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O sacerdócio de Cristo – 1ª parte

 

 

“De outra maneira, necessário lhe fora padecer muitas vezes desde a fundação do mundo. Mas agora na consumação dos séculos uma vez se manifestou, para aniquilar o pecado pelo sacrifício de si mesmo.” Hebreus 9:26

 

Texto base: Heb. 9:1–28

 

Sumário do texto:

 

O capítulo 9 de Hebreus pode ser dividido em duas partes: os vers. 1-10 e 11-28. A primeira parte descreve sumariamente o sistema de adoração do santuário. No vers. 1 o autor introduz o tópico principal do capítulo, nomeadamente, o trabalho dos sacerdotes no tabernáculo terreno. Nos vers. 2-5 o autor menciona o mobiliário do tabernáculo. Mas, para não correr o risco de se desviar do assunto, o autor refere que não é sua intenção discutir o significado destes itens neste momento (v.5). Ao invés disso, a atenção do autor centra-se no assunto referido no vers.1 e que ele desenvolve nos vers. 6-10.

 

Os sacerdotes levitas entravam regularmente no primeiro compartimento do tabernáculo no exercício das suas funções. Mas o ponto alto do ministério sacerdotal ocorria no Dia da Expiação. Nesse dia e apenas nesse dia, o Sumo-sacerdote entrava no Santo dos Santos (ou Lugar Santíssimo), em contacto com Deus, levando consigo sangue sacrificial para expiar os pecados do povo. Todas as outras funções e tarefas dos sacerdotes atingiam o seu clímax neste dia com este acontecimento anual. Era o acto supremo de que o sacerdócio levítico era capaz.

 

O autor mantém, no entanto, que o Espírito Santo demonstrava, através deste evento, a natureza restritiva do antigo concerto. O povo não tinha acesso directo a Deus. A Sua presença imediata podia ser alcançada apenas uma vez no ano e só através da pessoa do Sumo-sacerdote. Para além disso, os sacrifícios oferecidos no antigo concerto eram, em si mesmos, incapazes de proporcionar ao crente uma consciência limpa, o ingrediente necessário para quem pretende chegar-se a Deus livremente por forma a oferecer-Lhe serviço e adoração aceitáveis.

 

As insuficiências do Dia da Expiação, apontam, portanto, para a necessidade de um melhor sacrifício que possa proporcionar um acesso directo à presença de Deus. Na segunda parte do capítulo (vers. 11-28) o autor descreve tal sacrifício: o sacrifício de Cristo. Nesta segunda parte, o sacrifício expiador de Cristo é comparado e contrastado com o sacrifício executado pelo Sumo-sacerdote no Dia da Expiação. Esta comparação revela várias características do sacrifício de Cristo.

 

Em primeiro lugar, o sacrifício de Cristo tem consequências muito maiores (vers. 11-14). Como nosso Sumo-sacerdote, Cristo foi para o Céu, o verdadeiro tabernáculo, e, na presença de Deus, assegurou a eterna redenção do pecado através da Sua morte. [Nota: o grego original do vers. 12 não diz que Cristo levou o Seu sangue literalmente à presença de Deus, como o fazia o Sumo-sacerdote quando entrava no Lugar Santíssimo (v.6). Ao invés disso, Cristo entrou “através” do Seu sangue, ou seja, por meio de ou baseado na Sua já cumprida morte.] Ao contrário dos sacrifícios do antigo concerto, o sacrifício de Jesus é capaz de proporcionar ao crente uma consciência limpa “das obras mortas, para servir ao Deus vivo” (v.14).

 

A segunda característica do sacrifício de Cristo, conforme referido pelo autor, é a sua necessidade (vers. 15-22). Antes de um testamento (ou concerto) se tornar válido, é necessário que o testador morra. Da mesma forma que o antigo concerto era ratificado pelo derramamento de sangue (Êxodo 24:3-8), também o novo concerto é ratificado pelo sangue de Cristo, pois sem derramamento de sangue não existe remissão de pecados (v.22).

 

A terceira característica do sacrifício de Cristo é o seu carácter definitivo (vers. 23-28). Ao contrário do sacrifício do Dia da Expiação que era repetido ano após ano, o sacrifício de Cristo foi feito de uma vez e para sempre. A expiação completa e final pelo pecado foi assegurada pela primeira vinda de Cristo. Quando Ele vier novamente, trará a plenitude da salvação a todos os que O esperam.

 

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ESTUDO 22: O SACERDÓCIO DE CRISTO – 2ª parte

 

 

ATENÇÃO: Reveja o Estudo anterior, antes de iniciar esta segunda parte.

 

Questões para estudo:

 

1.      Que duas coisas eram exigidas debaixo do antigo concerto? Vers. 1.

 

2.      Os vers. 2-5 abordam o conteúdo dos dois compartimentos do tabernáculo terreno. Quais eram os nomes desses compartimentos? A qual dos compartimentos é dada maior atenção? (Uma descrição detalhada do tabernáculo pode ser encontrada em Êxodo 25-31, 35-40.)

 

3.      Em que parte do tabernáculo é que os sacerdotes levíticos serviam e com que frequência? Vers. 6. Onde servia o Sumo-sacerdote e com que frequência? Vers. 7. Com que propósito é que o Sumo-sacerdote entrava na câmara interior? Vers. 7.

 

4.      O povo dirigia-se ao tabernáculo para adorar a Deus e oferecer sacrifícios pelos seus pecados. O que diz o vers. 8 acerca do acesso que o povo tinha à presença de Deus (a câmara interior)? A sua adoração e os seus sacrifícios libertavam-nos da sua culpa e das suas consciências acusadoras? Vers. 9-10.

 

5.      Quando é que teve lugar o “tempo da correção” referido no vers. 10? Vers. 11-12. Através de que sacrifício é que Cristo entrou no Santo dos Santos do tabernáculo celestial?

 

6.      Contraste a eficácia do sangue dos touros e bodes com a do sangue de Cristo. Vers. 13-14. Que portas (em termos de serviço) é que uma consciência limpa nos pode abrir?

 

7.      Quais as duas razões pelas quais Cristo tinha de morrer? Vers. 15-22. Quando é que um testamento entra em vigor? O sacrifício de Cristo também proporciona perdão de pecados às pessoas que morreram ainda no antigo concerto? Vers. 15.

 

8.      Que contrastes adicionais são estabelecidos nos vers. 23-28 entre o tabernáculo terreno e o celestial e entre o sacerdócio humano e o de Cristo? Quão eficaz é o sacrifício de Cristo? Vers. 26b.

 

9.      De que benefícios usufruímos nós do sacrifício de Cristo e apenas do Seu sacrifício e sangue derramado? Vers. 15, 22-28.

 

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Confiança em Cristo – 1ª parte

 

 

“Tendo, pois, irmãos, ousadia para entrar no santuário, pelo sangue de Jesus... Cheguemo-nos com verdadeiro coração, em inteira certeza de fé, tendo os corações purificados da má consciência, e o corpo lavado com água limpa.”  Hebreus 10:19, 22

 

Texto base: Heb. 10:1–39

 

Sumário do texto:

 

No capítulo 10 o autor continua a sua comparação do antigo e novo concertos iniciada nos dois últimos capítulos. O seu raciocínio pode ser dividido em cinco partes: vers. 1-10; vers. 11-18; vers. 19-25; vers. 26-31; e vers. 32-39.

 

A primeira parte (vers. 1-10) enfatiza o facto de a Lei de Moisés que regulava os sacrifícios do antigo concerto, não ser mais do que uma sombra da realidade de Cristo. Os sacrifícios oferecidos ano após ano no Dia da Expiação serviam apenas como lembranças do pecado. Eles não libertavam os crentes, de uma vez para sempre, da culpa do pecado, pois isso é um problema interno que o sangue de touros e bodes não pode remediar. Portanto, Cristo veio ao mundo, não para oferecer mais ofertas queimadas, mas para cumprir a vontade de Deus oferecendo o Seu próprio corpo como expiação final pelo pecado. Cristo aboliu o primeiro sistema (isto é, os sacrifícios e ofertas queimadas) para estabelecer o segundo (isto é, a vontade do Pai – o novo concerto) – vers. 9-10.

 

A segunda parte (vers. 11-18) conclui a comparação entre os sacrifícios levíticos e o sacrifício de Cristo. O Filho de Deus atingiu com um sacrifício aquilo que o sacerdócio levítico nunca conseguiu atingir com sacrifícios constantes. É importante salientar a afirmação do vers. 12 segundo a qual Cristo “está assentado à dextra de Deus”. Com esta frase o autor mais uma vez relembra Heb.1:3 para reforçar a ideia de que o trabalho expiador de Cristo está concluído e Ele está entronizado em soberania e poder com o Pai.

 

Como se isto não fosse suficiente, o autor apresenta uma última prova de que o sacrifício de Cristo é suficiente e final. Nos vers. 16-17 ele cita Jeremias 31:33-34, segundo o qual Deus fará um novo concerto com o Seu povo e não mais se lembrará dos seus pecados. Se Deus promete não mais se lembrar dos seus pecados, então, não existe, obviamente, qualquer necessidade de mais sacrifícios pelos pecados (v.18). A expiação está completa em Cristo.

 

Com esta nota o autor termina os seus comentários aos temas do santuário do concerto e dos sacrifícios que ele havia iniciado no capítulo 8. A partir do vers. 19 do capítulo 10, ele inicia

 

Questões para estudo:

 

1.      O antigo concerto proporcionava uma forma de perdão dos pecados. Porque razões era essa forma inadequada? Vers. 1-4.

 

2.      Segundo a citação do Salmo 40:6-8 feita nos vers. 5-7, Deus não estava satisfeito com os sacrifícios e ofertas pelos pecados que eram exigidos no antigo concerto porque não satisfaziam a necessidade. Como satisfez Jesus a vontade de Deus de remover o pecado do povo? Vers. 7, 9-10. Quais os resultados do corpo de Cristo ser oferecido a título de expiação? Vers. 10.

 

3.      Os vers. 11-18 concluem a discussão teológica iniciada no capítulo 8, que comparava os sacrifícios do antigo concerto com o sacrifício de Cristo. Como resume o autor as diferenças? Vers. 11-14.

 

4.      que nos diz a afirmação do autor de que Cristo “está assentado à dextra de Deus” (v.12), acerca do sucesso do sacrifício de Cristo em estabelecer o novo concerto? Como é que a citação de Jeremias 31:33-34 substancia isto? Vers. 15-18.

 

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ESTUDO 24: CONFIANÇA EM CRISTO – 2ª parte

 

 

ATENÇÃO: Reveja o Estudo anterior, antes de iniciar esta segunda parte.

 

Texto base: Heb. 10:19–39

 

Sumário do texto:

 

A última grande divisão da carta (10:19 – 13:19) é composta por uma série de exortações baseadas nos argumentos precedentes de 8:1 – 10:18. Assim, a terceira parte do capítulo 10 (vers. 19-25) começa com uma exortação à perseverança na fé, esperança e amor. Com base no que Cristo levou a cabo, o autor faz três exortações: 1) Aproximemo-nos de Deus em inteira certeza de fé (v.22); 2) Retenhamos firme a confissão da nossa esperança (v.23); e 3) Consideremos como nos estimularmos uns aos outros em amor e boas obras (v.24). [Nota: o vers. 25 oferece uma correlação negativa com a exortação do vers.24. Os leitores perderiam uma oportunidade de se estimularem uns aos outros no amor e boas obras se deixassem de se reunir.]

 

Na quarta parte (vers. 26-31), o autor lança um aviso que corresponde às três exortações prévias. Tendo admoestado os seus leitores a responder inteiramente ao que Cristo fez (vers. 19-25), ele considera agora, pelo menos hipoteticamente, a única outra alternativa: apostasia persistente e deliberada. Nenhum outro meio de salvação está disponível a todos aqueles que conscientemente rejeitam o sacrifício redentor de Cristo e insultam o Espírito da graça (ver Heb.6:4-6).

 

A quinta parte (vers. 32-39) encerra o capítulo 10 com uma exortação à perseverança. Tendo contemplado o pior nos vers. 19-25, o autor apela agora para o melhor e fá-lo exortando os seus leitores a lembrarem-se dos tempos em que se converteram. Muito embora possam ter sido ridicularizados e perseguidos pela sua fé, eles não desistiram porque sabiam que algo muito melhor os aguardava. As memórias das vitórias passadas devem inspirar a perseverança presente. O autor exorta assim os seus leitores a não abandonarem a sua confiança em Cristo. A salvação pertence àqueles que perseveram, não aos que desistem.

 

Questões para estudo:

 

1.        Quão prática se tornou a vida cristã do dia a dia agora que temos um Sumo-sacerdote que disponibilizou a salvação a todos e que está assentado à dextra de Deus? Vers. 19-23. Enumere algumas das especificidades mencionadas. Note especialmente a admoestação “cheguemo-nos com verdadeiro coração, em inteira certeza de fé” (v.22). Tal estilo de vida é apenas uma opção se desejarmos amadurecer em Cristo?

 

2.        Quão importante é a comunhão com outros crentes? Temos nós uma responsabilidade para com o bem estar espiritual dos outros? Vers. 24-25.

 

3.        Num drástico contraste às grandes bençãos disponíveis aos crentes (vers. 19-25), que aviso severo é dado aqueles que, tendo conhecido o sacrifício redentor de Cristo, o rejeitam e continuam a pecar conscientemente? Vers. 26-31.

 

4.        Após ter lembrado os seus leitores da perseverança da sua fé (vers. 32-34), que exortação fraternal é que o autor lhes faz? Vers. 35-39. Quão aplicável é esta exortação para nós hoje?

 

5.        Estude as passagens que estão em:

 

a)     Hebreus 10:1-10

 

b)     Hebreus 10:11-18

 

c)      Hebreus 10:26-31

 

d)     Hebreus 10:32-39,

 

e compreenda o que dizem estas passagens face ao significado que tinham para os destinatários originais. Qual o significado que adquirem hoje?

 

10.  Leia Hebreus 10:19-25 e dê a sua resposta pessoal às seguintes questões:

 

a)   Que “inteira certeza de fé” devo reclamar para mim neste momento?

 

b)   Em que situação da minha vida tenho necessidade de “reter firme a confissão da minha esperança”?

 

c)   De que forma posso encorajar qualquer outra pessoa “ao amor e às boas obras”?

 

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Heróis e heroínas da Fé – 1ª parte

 

 

“Ora, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que se não vêem.  .” Hebreus 11:1

 

Texto base: Heb. 11:1-40

 

Sumário do texto:

 

No capítulo 10, a fé é-nos apresentada como o princípio da vida espiritual e a resistência que se obtém pelo exercício da paciência. Tendo referido o profeta Habacuc em 2:3, 4 (mas o justo pela sua fé viverá), na conclusão de 10:37-38, o autor prossegue para provar a verdade desta declaração. Ele fá-lo ao indicar os efeitos que a fé teve nas vidas dos heróis e heroínas da História de Israel. Os seus exemplos realçam a fé como o fundamento da relação pessoal com Deus. Ora, sem fé sabemos que é impossível agradar a Deus (vers. 6).

 

O versículo 1 dá o tom a todo o capítulo ao dar-nos uma breve descrição do que é a fé. No essencial, fé é “ver o que não se vê”, ter a certeza de algo que na realidade ainda não possuímos. Cada herói e heroína do capítulo 11 é um exemplo vivo de como o “ver o que não se vê” nos deverá estimular a transformar a nossa fé em acção.

 

Questões para estudo:

 

1.        Hebreus 10:22 exorta-nos: “Cheguemo-nos com verdadeiro coração, em inteira certeza de fé”. Discuta a expressão que caracteriza a fé e que nos é dada em Heb. 11:1. Poderá isto traduzir “fé é confiança no que não se vê, com esperança no futuro”? Que importância assume a fé na nossa relação com Deus? (Vers. 6)

 

2.        De que forma a fé influencia a nossa compreensão sobre o Universo? Vers.3. Como é que em todas as circunstâncias temos segurança que este é o mundo criado para nós por Deus?

 

3.        Os patriarcas do Antigo Testamento foram aprovados por Deus pela fé que manifestaram e que expressaram de várias formas. Vers. 2. Porque foi Abel considerado justo? Vers. 4.

 

4.        Através de que meios tanto Enoque como Noé revelaram a sua fé em Deus? Vers. 5, 7.

 

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HEROIS E HEROÍNAS DA FÉ – 2ª parte

 

 

ATENÇÃO: Reveja o Estudo anterior, antes de iniciar esta segunda parte.

 

1.      Reveja os encontros com Deus e as acções que Abraão levou à prática devido à sua fé no Criador (vers. 8-12, 17-19). De que forma a fé de Abraão e a sua obediência afectaram toda a humanidade?

 

2.      Como estão resumidas nos vers. 13-16 as experiências de vida dos patriarcas fiéis? Que impacto é que os seus exemplos devem ter nas nossas atitudes e modos de vida para os dias de hoje?

 

3.      Que opção de vida obrigou a fé de Moisés face ao país no qual cresceu e que custo assumiu o juntar-se ao povo de Deus? Vers. 24-28. Estamos nós dispostos a assumir escolhas semelhantes para obedecer à vontade de Deus de forma a que Ele trabalhe em nós e através de nós?

 

4.      Que passos distintos na fé foram exigidos nas experiências mencionadas nos vers. 28-31? Ficaria a nossa fé completamente subjugada perante acontecimentos como os do “Mar Vermelho” ou de “Jericó”?

 

5.      Nos vers. 32-38, o autor lista uma ampla variedade de nomes e acontecimentos ocorridos através dos séculos desde a entrada de Israel na Terra Prometida. Que grandes feitos foram alcançados através de demonstração de uma fé viva? Vers. 32-35ª. Que grandes sofrimentos foram igualmente aceites pela fé? Vers. 35b-38.

 

6.      Terão os fiéis que são mencionados no Cap. 11 recebido a promessa? Vers. 13, 39-40. Por viverem numa relação de fé e amor com Deus e Cristo, quando iremos juntar-nos a estes homens e mulheres de fé na realização dessa promessa? Sente-se suficientemente forte na sua fé?

 

7.      Em relação a cada um destes fiéis, responda:

 

·          Qual o objecto da sua fé?

 

·          Que riscos aceitou?

 

·          Que acções empreendeu?

 

a)     Abel, Enoque, Noé (Heb. 11:4-7; Gen. 4:3-10; 5:21-24; 6:13-22)

 

b)     Abraão e Sara (Heb. 11:8-12, 17-19; Gen. 12:1-8; 18:11-14; 21:1-2; 22:1-14)

 

c)      Isaac, Jacob, José (Heb. 11:20-22; Gen. 27:27-29, 39-40; 48, 50:24-25; Exo. 13:19)

 

d)     Moisés (Heb. 11:23-28; Exo. 2:1-22; 12:21-28)

 

e)     Israelitas, Raabe (Heb. 11:29-31; Exo. 14:21-31; Josué 2:1-21, 6:12-20, 22-25)

 

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Olhando para Jesus – 1ª parte

 

 

“Portanto nós também, pois que estamos rodeados de uma tão grande nuvem de testemunhas, deixemos todo o embaraço, e o pecado que tão de perto nos rodeia, e corramos com paciência a carreira que nos está proposta  ”  Hebreus 12:1

 

Texto base: Heb. 12:1-11

 

Sumário do texto:

 

A linha de pensamento que nos é proposta no Capítulo 12 de Hebreus divide-se, de forma lógica, em cinco secções: versículos 1 a 3, versículos 4 a 11, versículos 12 a 17, versículos 18 a 24 e versículos 25 a 29. A primeira secção (vers. 1 a 3) apresenta a conclusão do exposto no Capítulo 11. A “grande nuvem de testemunhas” (12:1) são os heróis e heroínas da fé mencionados no capítulo anterior. Eles são testemunhas, não no sentido de haverem sido meros espectadores que testemunharam acerca da vida de fé de outros, mas no sentido que as suas vidas servem hoje de testemunho e encorajamento aos que seguem os seus passos.

 

A imagem de exortação dos versículos 1 e 2 são baseados nos jogos gregos. Tal como um atleta põe de lado tudo o que possa prejudicar o seu desempenho, e corre com os olhos fixos na meta que se propõe atingir, também o cristão deve cortar qualquer laço que o possa enredar no pecado e conduzir a sua vida com os olhos fixados em Jesus, a fonte e consumador da sua fé. Jesus é o maior exemplo de paciência e determinação para os cristãos, porquanto Ele viu para além do sofrimento e vergonha que lhe foi imposto no madeiro o “gozo que lhe estava proposto” (vers.2). Deste modo, o autor da carta aos Hebreus exorta os seus leitores a considerar o exemplo de Jesus quando estão perante a oposição à sua fé (vers.3). De notar ainda que, no versículo 2, o autor diz de novo que Jesus “se sentou à dextra do trono de Deus” (1:3).

 

A segunda secção (vers. 4 a 11) explica-nos o propósito do sofrimento e da perseguição. No versículo 4, é lembrado aos leitores que os seus sofrimentos não se podem comparar aos que Cristo sofreu. Nenhum deles ainda foi conduzido à morte como resultado da sua fé. O autor lembra ainda que esquecemos as Escrituras (nomeadamente Provérbios 3:11-12) que ensinam que Deus, tal como um pai amoroso, usa os desafios e até a perseguição para melhor educar e disciplinar espiritualmente os Seus filhos. Embora, na ocasião, tal disciplina nos pareça por vezes desagradável e difícil de suportar, não deixa de ser uma prova prática que aqueles que a suportam são na verdade “filhos de Deus”.

 

Questões para estudo:

 

1.      Quem é a “grande nuvem de testemunhas” (Heb. 12:1) que deve inspirar-nos na nossa jornada cristã? Que tipo de obstáculos e pesos surgem tão facilmente para nos enlaçarem e envolverem no nosso caminho? Porque razão é que esta prova tem de ser corrida com perseverança e resistência? Podemos dar-nos ao luxo de assumir uma atitude passiva ao longo deste caminho?

 

2.      O versículo 2 aponta-nos para Jesus como o exemplo máximo da perseverança, pois Ele cumpriu a Sua missão e está hoje à direita do trono do Pai. Que coisas suportou Jesus em nosso lugar? Vers. 3. Discuta o desafio que o vers. 4 nos sugere.

 

3.      Discuta a instrução vital que nos é dada nos vers. 5-11 em relação à disciplina. Como devemos responder à disciplina do Senhor? Poderemos alcançar uma relação de amor pai-filho com Deus sem a Sua disciplina? Vers. 7. Além de sermos considerados como filhos, que outros benefícios nos advêm através da disciplina? Vers. 10-11.

 

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Olhando para Jesus – 2ª parte

 

 

ATENÇÃO: Reveja o Estudo anterior, antes de iniciar esta segunda parte.

 

Texto base: Heb. 12:12-17

 

Sumário do texto:

 

A terceira secção (vers. 12 a 17) começa com uma conclusão sobre a questão da disciplina. O autor reverte para a figura de estilo dos versículos 12 e 13 (cf. 12:1), exortando o leitor a fortalecer os seus braços e joelhos de forma a prosseguir para o alvo. No versículo 14 ele deixa cair a metáfora do atleta para entrar num conselho directo de natureza ética. O leitor é exortado a viver em paz e santidade (vers. 14), guardando-se da apostasia na sua vida e a estar alerta em relação aos que, à sua volta, possam ser a causa do desvio de outros face à vontade de Deus (vers. 15). Ele deve também guardar-se da imoralidade e daqueles que cuidam mais nos prazeres desta vida, em favor das realidades eternas do mundo que se não vê (vers. 16 e 17). Esaú é-nos dado como exemplo dos que cuidam mais dos prazeres do mundo. Porquanto ele rejeitou deliberadamente a herança de Deus, ele perdeu a oportunidade de a ter de volta.

 

Questões para estudo:

 

1.      A vida da fé não é fácil, razão pela qual os crentes têm que pôr de lado todo o tipo de desencorajamento e queixa em relação a situações adversas, dado que tais atitudes estorvam a nossa relação com Deus e com o nosso próximo. De que forma os vers. 12 e 13 nos admoestam para exercitarmos as juntas do nosso corpo espiritual de forma a podermos prosseguir para o alvo (que é Cristo)? Isto implica ajudarmo-nos uns aos outros a ultrapassar todo o tipo de obstáculos com vista a alcançarmos vitórias espirituais? Rom. 15:1-4.

 

2.      Quais os dois elementos de natureza divina que somos admoestados a perseguir em Heb.12:14? Discuta a importância de mantermos relações humanas francas e a necessidade de evitarmos conflitos. Quão essencial é a santidade na vida de uma pessoa?

 

3.      Que perigos somos avisados a evitar nas nossas vidas e no corpo da Igreja? Vers. 15 e 16. Podemos encontrar em Deut. 29:18 um termo relacionado com raiz de amargura. Nota: tanto a imoralidade como a amargura são venenosos, corrompendo e podendo infectar outros à nossa volta tal como uma doença.

 

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ESTUDO 29: OLHANDO PARA JESUS – 3ª parte

 

DATA                        ____/____/____

 

ATENÇÃO: Reveja os dois Estudos anteriores, antes de iniciar esta terceira parte.

 

Texto base: Heb. 12:18-29

 

Sumário do texto:

 

A quarta secção (vers. 18 a 24) apresenta-nos uma comparação entre o Monte Sinai e o Monte Sião expressando aquilo que já dera a entender em passagens anteriores, ou seja, que ter Moisés e Jesus é melhor que ter apenas Moisés sem Jesus. Em qualquer dos casos estamos perante uma manifestação e revelação do mesmo Deus pelo que a conclusão pode ser apenas uma: “não rejeiteis ao que fala” (v.25). Rejeitar a manifestação divina expressa em Jesus é o mesmo que rejeitar o Deus de Moisés, como podemos ver em muitas passagens do Novo Testamento (Luc.16:29-31; 24:25-27; João 1:45; 5:45-46; Heb. 3:1-6; Apoc. 15:3). A consequência dessa rejeição é, por sua vez, assustadora pois muito embora Deus seja misericordioso para com aqueles que Nele depositam a sua confiança, Ele é simultaneamente “um fogo consumidor” (v.29)

 

Contrastando com o Monte Sinai, os leitores da carta aos Hebreus chegam-se ao Monte Sião que representa a graciosa natureza do novo concerto, celestial, glorioso, invisível. Através do sangue de Cristo e da Sua mediação, os participantes do novo concerto podem chegar-se à presença de Deus, não com medo ou tremor (como aconteceu no Monte Sinai) mas, antes, com confiança e segurança.

 

Devemos notar que a expressão “A universal assembleia e igreja dos primogénitos” no versículo 23 se encontra no plural na língua grega. Tal refere-se aos crentes que valorizam o seu direito de primogenitura e herança como filhos de Deus, em contraste com Esaú que desprezou a sua. A frase “que estão inscritos nos céus” sugere que estes primogénitos ainda estão na terra, mas já se encontram registados nos livros dos céus. Deste modo, quando cremos em Jesus Cristo, temos acesso imediato à presença de Deus em nós através do Espírito Santo, tornando-nos cidadãos dos céus e da santa cidade, a Nova Jerusalém, que consiste numa multidão de anjos, nos crentes que estão na terra, e no “espírito dos justos que se aperfeiçoaram” (isto é, os justos que morreram abraçando ambos os concertos; cf. 10:14, 11:40).

 

A secção final (vers. 25 a 29) conclui o argumento do autor que os maiores privilégios do novo concerto exige destes, por isso mesmo, maiores responsabilidades. O vers. 25 exorta os leitores a serem diligentes em não rejeitar Aquele que fala (isto é, Deus). A exortação deve (re)lembrá-los da declaração que lhes é feita logo no prólogo da carta “Havendo Deus antigamente falado muitas vezes, e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, a nós falou-nos nestes últimos dias pelo Filho” (1:1). No Sinai, os israelitas tentaram esquivar-se a ouvir a voz do Senhor (cf. Êxodo 20:18-19). Mas, se os israelitas, que obtiveram somente uma visão parcial e limitada à época, não puderam escapar ao juízo de Deus devido à desobediência do que ouviram da parte de Deus, como poderão escapar da ira aqueles que ouviram Deus a falar desde os céus, através do Seu Filho, se rejeitarem a grande revelação e bençãos do novo Concerto? Os cristãos, pela sua inamovível fé em Jesus Cristo, deverão estar agradecidos e adorar a Deus com reverência e piedade (vers.28).

 

Questões para estudo:

 

1.        Ao dirigir-se ao leitores que estiveram sob o antigo concerto antes de aceitarem Jesus como o seu Messias, e que consideram voltar ao antigo sistema devido a perseguições e opressão, o autor faz uma declaração final em que manifesta os contrastes entre alguns elementos do antigo concerto (Heb. 12:18-21) e do novo concerto (vers. 22-24). Que aspectos tornam o novo concerto com Cristo como Mediador muito mais atraente para o crente?

 

2.        À medida que se aproxima o encerramento deste capítulo, o autor apela a que os leitores não rejeitem a Cristo (vers. 25). O que é que fará sobreviver ao “abanão” no julgamento final de Deus? Vers. 27-28. Como podemos estar seguros que as nossas vidas farão parte de um reino que não pode ser abalado? Vers. 28. Compare com Rom. 12:1-2.

 

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Permaneça o amor fraternal – 1ª parte

 

“Permaneça o amor fraternal”  Hebreus 13:1

 

Texto base: Heb. 13:1-25

 

Sumário do texto:

 

A carta aos Hebreus conclui com uma série de exortações de natureza ética e prática que, na realidade, são formas de agradecimento e acções de graças e de adoração aceitáveis (12:28). A primeira exortação Permaneça o amor fraternal (vers. 1) resume e dá o tom para todas as outras que se lhe seguem. Os vers. 1-6 contém exortações que respeitam às relações sociais com outros indivíduos, em particular aos irmãos da fé. Os vers. 7-19 exorta aos deveres espirituais entre os irmãos da congregação, e que inclui a lembrança dos pastores que trabalham na obra do Senhor, cuidando do rebanho, e imitando a sua fé em Jesus (vers. 7 e 8).

 

O conteúdo doutrinal desta carta encontra-se resumido nos vers. 9-14. Os leitores são exortados a não se deixarem levar por doutrinas estranhas, tais como as que obrigam os fiéis a comer alimentos cerimoniais (vers. 9-10). Contrariamente ao que muitas vezes se diz, estes dois versículos nada têm a haver com o cumprimento das leis da alimentação mas sim e uma vez mais com sacrifícios de animais. Estas comidas, ou melhor dizendo, os sacrifícios de animais não proporcionavam nenhum benefício duradouro ou permanente (Heb. 7:25; 9:9,13-14; 10:1-2, 4). O que o versículo 10 nos diz é que quem persiste em manter-se ligado ao sistema sacrificial levítico não pode fazer parte do Novo Concerto pois está a colocar a sua confiança em sacrifícios rituais e em refeições sacrificiais[1].

Após um pedido pessoal para orarmos (versículos 18 e 19), o autor apresenta-nos a sua conclusão. Os versículos 20 e 21 contém uma das maiores bençãos do Novo Testamento. O autor suplica a Deus que aperfeiçoe os fiéis em toda a boa obra para fazerem a Sua vontade. A carta termina então com saudações pessoais (vers. 22-25).

 

[1] Destas refeições não faziam parte os corpos dos animais oferecidos pelo pecado – esses eram queimados fora do arraial, como diz o vers. 11 – mas sim as ofertas pacíficas e de graças.

 

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Permaneça o amor fraternal – 2ª parte

 

 

ATENÇÃO: Reveja o Estudo anterior, antes de iniciar esta segunda parte.

 

Questões para estudo:

 

1.        Que qualidades mencionadas em Heb. 13:1-6 devem caracterizar as relações de um crente com os outros? Que obstáculos existem hoje na Igreja ao estabelecimento de um verdadeiro amor fraternal? De que forma é que atitudes críticas ou de falta de compaixão poderão ser modificadas?

 

2.        A quem, em particular, devemos estender a nossa hospitalidade? (Vers. 2).

 

3.        No tempo em que a carta aos Hebreus foi escrita, muitos cristãos estavam a ser metidos nas prisões devido à sua fé. Que conselho é dado em relação a estas pessoas? Vers. 3. No contexto dos dias de hoje, de que forma a nossa preocupação particular deve ser estendida aos irmãos da fé que estão figurativamente “presos” por diversas dificuldades e tribulações, tais como doenças, problemas financeiros, relações difíceis no lar ou fora dele, etc.?

 

4.        O que nos é transmitido sobre a célula base da sociedade, o casamento e a família? Vers. 4. Porque é esta admoestação tão importante para os nossos dias?

 

5.        Porque é tão importante a exortação sobre o contentamento (vers. 5) na sociedade de hoje? Em Quem devemos depositar a nossa confiança para a satisfação das nossas necessidades? Vers. 6. Compare esta passagem com a que está em Mat. 6:31-33.

 

6.        Que influência devem os verdadeiros líderes espirituais ter sobre as nossas vidas? Vers. 7. Quem é o Líder para Quem todos nós devemos olhar como exemplo? Vers. 8.

 

7.        Avalie porque razão é indispensável estar firme em sã doutrina (vers. 9). Quais os dois elementos importantes da nossa adoração? Vers. 15-16.

 

8.        O autor encerra com uma benção plena de intenção (vers. 20-21). Ponha estes pensamentos em palavras suas, sob a forma de uma oração, para este final das lições sobre a carta aos Hebreus.

 

Selecione os seguintes grupos de textos e responda às seguintes questões:

 

G.1 – Heb. 13:2-4

 

G.2 – Heb. 13:5-8

 

G.3 – Heb. 13:9-14

 

G.4 – Heb. 13:15-18

 

9.        De que forma as instruções dadas nestes versículos são exemplos da forma através da qual devemos manter o “amor fraternal”?

 

10.   De que forma(s) específica(s) deve hoje ser manifestado este “amor fraternal”?

 

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