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A PALAVRA SANTIFICADA (1ª PARTE)

 

 

“E assim a minha língua falará da tua justiça e do teu louvor todo o dia” – Salmo 35:28

 

Texto base: Tiago 3:1-18

 

Objectivo do estudo:

 

Examinar o discurso que é própria da santidade.

 

Introdução:

 

No princípio, toda a humanidade falava uma única língua. Após o Dilúvio, o homem decidiu que não queria ser espalhado sobre toda a face da terra. Ele desejava manter-se num único lugar. O povo daquele tempo juntou os seus recursos para construir uma uma grande cidade onde pudessem viver todos juntos. Planearam, de seguida, construir uma torre que chegasse aos céus. Poderíamos pensar que tanta cooperação e entusiasmo pudesse ir ao encontro da aprovação de Deus.

 

Mas, os planos do homem não são os planos de Deus. Deus insistiu que o homem se espalhasse e povoasse toda a terra. Deus não queria que o homem fizesse um “nome” para si próprio, mas antes que o homem elevasse o Nome de Deus. A solução que Deus encontrou foi simples e eficaz: Ele confundiu a linguagem do homem.

 

Assim desapareceu a unidade da linguagem do homem. Os trabalhos de construção da cidade e da sua grande torre cessaram, e o homem foi espalhado sobre toda a face da terra. O poder da linguagem comum para toda a população do mundo desapareceu deste modo.

 

Reflexão:

 

De que forma a maneira como dizemos alguma coisa influencia o sentido das nossas palavras? Que outros factores afectam o sentido do nosso discurso para além do óbvio sentido das palavras que usamos?

 

Questões para estudo:

 

Que ilustrações usa Tiago para nos descrever o poder da língua (carne)? Tiago 3:1-8. Qual o ponto que Tiago procura marcar quando fala do discurso?

Em Tiago 3:9-12 encontramos outras comparações. Que exemplos hipotéticos poderá dar para suportar o que Tiago nos diz? Como é que isto se torna num problema?

Qual o controlo (auto-disciplina) que Tiago nos sugere em 3:13-18? O que é que o caracteriza e o que produz?

 

Como podemos concluir que o nosso discurso reflecte os pensamentos que estão no nosso coração? Mateus 12:33-37.

 

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A PALAVRA SANTIFICADA (2ª PARTE)

 

 

Texto base: Tiago 3:1-18 (Reler)

 

Introdução (Contin.):

 

O discurso continua a ter um grande poder. Pode desencadear guerras ou pode acabar com elas através da diplomacia. Pode construir ou derrubar; pode salvar ou destruir. Simbolicamente, o discurso é um precursor dos nossos modernos reactores nucleares. Uma língua desenfreada pode conduzir a uma catástrofe com consequências perigosas.

 

A nossa missão como santos (a palavra temperada e a seu tempo) é a de exercer uma grande disciplina e controlo sobre o nosso discurso, mantendo-o santificado. O discurso não só inclui a selecção das palavras, o que é importante, mas, igualmente, o tempo em que as devemos pronunciar, bem como a inflexão e o tom de voz a usar. Deveremos preocupar-nos, não em fazer um nome para nós próprios, mas antes em louvar e dar glória ao Nome de Deus (YHVH, leia-se IAUE). O nosso potencial para o serviço de Deus será grandemente elevado ou severamente entravado pelo nosso discurso.

 

Questões para estudo (Contin.):

 

Qual a “receita” que nos é dada para a aquisição de um discurso santificado em Colossenses 4:6 e 1Pedro 3:10?

Qual é o mais precioso uso que podemos dar ao nosso discurso? Romanos 10:8-13. De que outra função importante do discurso nos escreve Paulo nos versículos que se seguem? Romanos 10:14-15.

Qual é a oração de Paulo aos Colossenses? Colossenses 4:2-4.

Resuma o valor do bom discurso comentando Hebreus 13:15 e 1Pedro 3:15.

Outras questões a responder:

 

·        Como podemos melhorar o nosso discurso nas áreas seguintes?

 

a)     Àcerca do que falamos

 

b)     O tom da nossa conversação

 

c)      Quando falamos

 

d)     Outras formas

 

A segunda milha:

 

De que forma aprendeu Zacarias a importância do discurso? Qual foi a primeira coisa que fez quando recuperou o uso da fala? Lucas 1.64

 

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AS OBRAS SANTAS (1ª PARTE)

 

 

“Meus filhinhos, não amemos de palavra, nem de língua, mas por obra e em verdade” – 1.João 3:18

 

Texto base:Tiago 1:19-27

 

Objectivo do estudo:

 

Examinar a natureza de um comportamento santificado.

 

Introdução:

 

“Aos seus lugares. Preparar. LARGAR!” Estas deverão ser as ordens de comando e o lema para a acção de um cristão, como se fosse correr uma prova de atletismo. Estas instruções contém pequenas frases, importantes, tanto para o cristão como para o atleta

 

“Aos seus lugares” instrui-nos para encontrarmos o nosso ponto de partida. Para o santo, a Palavra de Deus é a linha de partida. Ela mostra-nos para os nos devemos dirigir e como lá chegar. Ele identifica ainda o que são as acções santas. Após termos encontrado a linha de partida, posicionamo-nos para virmos a atingir a meta.

 

“Preparar” instrui-nos como nos devemos preparar para a acção. O corpo prepara-se para o arranque e a mente concentra-se na tarefa que temos pela frente. Não é suficiente sabermos onde estamos e para onde nos dirigimos. Devemos acrescentar o desejo e a determinação necessária para a corrida. A fé prepara os santos para a acção. Sem fé, não conseguiremos alcançar o desejo ou a força para sair do bloco de partida.

 

“LARGAR!” instrui-nos para avançar, para arrancar com desejo de vencer. Encontrámos o ponto de largada. Preparámo-nos para a acção. Nada mais há a fazer a não ser prosseguir para a meta com toda a nossa força e coragem. É também o sinal para avançarmos e levarmos à prática as obras dos santos.

 

Reflexão:

 

É o “pensamento” que na realidade conta? Discuta esta questão e dê exemplos tanto para respostas negativas como positivas.

 

Questões para estudo:

 

Qual será a consequência de um comportamento iníquo de que nos fala Paulo em 1Coríntios 6:9-11? Que mudanças são notadas na vida dos crentes – vers. 11?

Examinai o que Tiago nos diz em 1:19-27 àcerca do nosso comportamento:

a)      Qual o aviso de Tiago (vs. 19-21) àcerca do efeito da ira no nosso comportamento? O que nos é aconselhado como alternativa à ira?

 

b)      Qual a ênfase que é dada ao nosso comportamento? Vs. 22-25.

 

c)      Qual a diferença entre “religião vã” e “religião pura”? Vs. 26-27.

 

Após a leitura de Efésios 2:8-10, compare as referências de Paulo sobre as “obras” no vers. 9 com a menção dele de “boas obras” no vers. 10. Qual o lugar em que Paulo coloca as boas obras? São as boas obras parte integrante da nossa justificação ou da nossa santificação?

 

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AS OBRAS SANTAS (2ª PARTE)

 

 

Texto base: Tiago 1:19-27 (Reler)

 

Introdução (Contin.):

 

Estamos prontos para a acção ou ainda andamos a procurar desculpas para não agir? Desculpas que nos atrazam para a prática do que Deus espera de nós e que são sempre fáceis de encontrar. Muitas vezes ficamos satisfeitos por andarmos andando por aí, sem propósito, queimando o tempo, pensando que temos vantagem em não estarmos preparados para a acção. Mas esse não é o estilo de vida de uma pessoa santificada. Um santo deverá preferir escolher a acção em vez de arranjar desculpas para não ir à batalha.

 

Escutemos! Podemos ouvir as palavras a serem pronunciadas? “Aos seus lugares”, “Preparar”, “LARGAR!” – “Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-os a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado” (Mateus 28:19-20).

 

Questões para estudo (Contin.):

 

O que é que se torna importante em matéria dos pensamentos e da motivação que estão por detrás das boas obras? Mateus 6:1-6.

Em 1João 3:16-24 discute-se qual deverá ser a motivação que desencadeia a acção.

a)     Que exemplo nos é descrito no vers. 16?

 

b)     Qual a admoestação que nos é feita nos vers. 17 e 18?

 

c)      Que mandamento é registrado por João nos vers. 19-24?

 

Outras questões a responder:

 

·        Por acaso dedicamos algum tempo a pensar como é que podemos ajudar, mas acabamos por deixar a acção para os outros?

 

·        Fazemos boas acções pelo amor do louvor que nos é dado ou pelo amor que sentimos pelo nosso semelhante?

 

·        Lutamos para que as nossas acções sejam santas?

 

A segunda milha:

 

Será que as nossas boas acções nesta vida nos fazem ganhar uma maior e melhor posição ou estatuto no Reino de Deus que está para vir? Mateus 19:27-30.

 

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ORIENTAÇÕES PARA A SANTIFICAÇÃO (1ª PARTE)

 

 

“Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda esse é o que me ama; e aquele que me ama será amado de meu Pai, e eu o amarei, e me manifestarei a ele” – João 14:21

 

Texto base: Êxodo 20:1-20

 

Objectivo do estudo:

 

Reter o valor dos mandamentos de Deus como orientação para a nossa santidade.

 

Introdução:

 

“Guardas o Sábado. És um legalista!” Quantas vezes ouvimos expressões como esta de um irmão que centra o seu culto no Domingo? Não é isto verdade? A resposta a esta questão depende da nossa resposta a uma outra questão. Porque razão obedecemos às leis de Deus?

 

Se a sua resposta é qualquer coisa como “Eu obedeço às leis de Deus, porque ao fazê-lo eu obtenho o favor de Deus e ganho a minha salvação”, então você é um legalista. Além disso, se o nosso irmão cristão que guarda o Domingo o faz pela mesma razão, ele também é um legalista. O legalismo consiste na observância da lei como a avenida para a vida eterna e como a base para a nossa relação com Deus.

 

Se a sua resposta se aproximar “Eu obedeço às leis de Deus, porque ao fazê-lo eu revelo o meu amor por Deus e a minha gratidão pela Sua oferta de salvação”, não será provavelmente um legalista. Esta resposta reconhece que somente quando confessamos o mérito de Cristo merecemos salvação. A nossa obediência é a resposta à salvação e não a razão para ela.

 

Qual é a diferença? Existe uma diferença importante. A resposta legalista não dá o reconhecimento a Deus como o Dador da salvação. Em vez disso, ela retrata-O como um mercador trocando a salvação pela obediência. A primeira resposta desvaloriza o preço que Jesus teve que pagar pelos nossos pecados: não foi o preço completo, por isso temos que o completar com a nossa obediência. A resposta não legalista dá o reconhecimento a Deus como Dador da vida e reconhece o preço total do sacrifício de Cristo.

 

Reflexão:

 

Onde encontraríamos o padrão da santidade se não houvesse critérios que a definem-se?

 

Questões para estudo:

 

1.      Quais são os primeiros três mandamentos listados em Êxodo 20:3-7? De que forma é que eles nos inspiram respeito pelo que é santo? Como poderemos aplicar estes mandamentos no nosso desejo de sermos santos?

 

2.      Porque razão o Sábado é tão importante para os que buscam a santidade? Êxodo 20:8-11; Ezequiel 20:12. Será uma atitude legalista guardar o Sábado santo nas nossas vidas? Porquê?

 

3.      De que forma os últimos seis mandamentos (Êxodo 20:12-17) nos ensinam santidade? A quem é a santidade dirigida? Explique a sua resposta.

 

4.      Será que em Mateus 22:37-40 Jesus substituiu os Dez Mandamentos pela santidade? Para estudo complementar leia Mateus 5:17-48. Nesta passagem, será que Jesus amplia as orientações anteriormente dadas através de Moisés?

 

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ORIENTAÇÕES PARA A SANTIFICAÇÃO (2ª PARTE)

 

 

Texto base: Êxodo 20:1-20 (Reler)

 

Introdução (Contin.):

 

Se atentarmos nas duas respostas tipo que inserimos na lição anterior podemos notar uma grande semelhança e, até, uma particularidade: ambas as respostas requerem obediência às leis de Deus – a primeira porque vê a observância da lei como a chave para se poder herdar a vida eterna (obedecemos porque nos amamos a nós mesmos e queremos salvar-nos), enquanto a segunda porque vê a observância da lei como uma expressão do nosso amor para com Deus.

 

A Palavra de Deus está cheia de ensino para aquele que é  santo poder viver uma vida santa, isto é, de acordo com a vontade de Deus. Uma vida santificada expressa amor a Deus. Deus agrada-se da determinação dos que Lhe querem obedecer.

 

Questões para estudo (Contin.):

 

5.      Deus não oferece ensino sem para isso ter um propósito. Porque razão Deus distingue entre o que é “limpo” e o que é “imundo” em questões alimentares? Levítico 11:2. Será que deveremos ir para além do princípio da saúde? Que outras orientações nos são dadas para mantermos um bom estado de saúde? Ver:

 

a)     Levítico 13:46

 

b)     Levítico 13:58-59

 

c)     Provérbios 23:1-3

 

d)     Efésios 5:18

 

e)     Êxodo 20:8-11

 

6.      O que nos recomenda Deus a respeita das nossas finanças? Malaquias 3:8-10. Considere também Provérbios 3:9-10 e 2Coríntios 9:6-8. De que forma a instrução de Deus para entregarmos o dízimo e outras ofertas promovem a causa da santidade?

 

7.      O que nos dizem as Escrituras àcerca dos que guardam os Mandamentos de Deus?

 

a)     João 14: 15

 

b)     1João 2:3

 

c)     1João 5:2-3

 

d)     Apocalipse 14:12

 

8.      Que conclusão (e advertência) nos é dada no Livro de Eclesiastes? Ecles. 12:13. Porquê?

 

Outras questões a responder:

 

·        Podemos viver ignorando as orientações de Deus que definem a santidade?

 

·        Porque não?

 

·        Podemos observar os Mandamentos de Deus e contudo não sermos santos?

 

·        O que deverá acompanhar a nossa obediência?

 

A segunda milha:

 

Como se relaciona o texto de Mateus 7:21-23 com o tópico desta lição?

 

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O DESAFIO DA MUDANÇA (1ª PARTE)

 

 

“E não sede conformados com este mundo, mas sede transformados pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus” – Rom. 12:2

 

Texto base: Colossenses 3:1-17

 

Objectivo do estudo:

 

Examinar a santificação como um processo de mudança motivado pelo Espírito que transforma um pecador num santo.

 

Introdução:

 

Jesus e os seus discípulos atravessaram o mar da Galileia num barco e chegaram à região dos Gadarenos. Quando Jesus saía do barco aproximou-se Dele um homem que vinha dos sepulcros. O encontro que então se produziu causou uma mudança dramática naquele homem.

 

Aquele homem vivia entre os sepulcros porque nele habitava um “espírito imundo”. Devido ao seu comportamento selvagem, ninguém até ali tinha sido capaz de o dominar. Muitos homens já haviam tentado prendê-lo com cadeias e com ferros, mas a sua força tudo destruía. Vivia nú entre as colinas e os túmulos, gritando e cortando-se com pedras. Esta miséria humana, até ali incontrolável, caiu aos pés de Jesus e pediu-Lhe que o deixasse em paz.

 

Este homem (ou antes, o ser maligno que nele habitava), reconheceu Jesus como “Filho do Deus Altíssimo”. Gritou-lhe “Conjuro-te por Deus, que não me atormentes”. “Qual é o teu nome?” perguntou-lhe Jesus. E, através do homem, “eles” responderam “Legião é o meu nome, porque somos muitos”. Os espíritos imundos pediram então a Jesus que não os mandasse para fora daquela Província, mas Jesus permitiu-lhes que eles entrassem numa vara de porcos que ali pastava perto, tendo estes animais sido precipitados no mar. Com o consentimento de Jesus, os espíritos malignos deixaram assim o homem.

 

Os habitantes da zona ouviram as notícias e foram investigar o que se passara. Ficaram então espantados ao verem o homem, que antes era indomável e que antes estava possuído por espíritos imundos, sentado com Jesus, limpo, vestido e em perfeito juízo...e temeram. Quando Jesus voltou para o barco, o homem pediu para acompanhar Jesus. Mas Jesus disse-lhe para voltar para a sua família e testificar as grandes coisas que o Senhor lhe havia concedido.

 

Esta mudança miraculosa deve encontrar paralelo na mudança que deverá ter lugar na vida de cada um dos santos. Antes da conversão todos nós éramos como aquele homem: éramos controlados pelo espírito imundo na nossa natureza carnal.

 

Reflexão:

 

Porque razão é tão difícil a mudança? De que forma a fé auxilia na redução do trauma da mudança?

 

Questões para estudo:

 

1.      Que escolha nos pertence fazer àcerca daquele a quem servimos? Romanos 6:16-20. Com que resultados? Vers. 21-23.

 

2.      Que ajuda essencial necessitamos para mudarmos? Actos 3:26. De que forma Paulo ilustra este seu testemunho àcerca da sua própria vida? 1Timóteo 1:12-16.

 

3.      Que mudança pode ser notada nos seguintes textos: Romanos 6:6-8; 2Coríntios 5:17; Efésios 4:22-24? Como é que o batismo simboliza esta mudança?

 

4.      O que nos diz Paulo àcerca do sacrifício nos nossos corpos? Romanos 12:1-2. Qual é a chave para um sacrifício aceitável aos olhos de Deus?

 

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O DESAFIO DA MUDANÇA (2ª PARTE)

 

 

Texto base: Colossenses 3:1-17 (Reler)

 

Introdução (Contin.):

 

A subordinação às leis e às suas restrições não podem conter o desejo carnal do pecado. Na realidade, a natureza carnal auto-destruidora tem uma grande força e é capaz de quebrar as cadeias que foram preparadas para nos proteger.

 

Como resultado disso vivemos em vergonha entre os que estão espiritualmente mortos. A mudança torna-se possível quando reconhecemos em Jesus “O Filho do Deus Altíssimo”. Mas, mesmo após O reconhecermos como tal, ainda tememos a mudança. “E se isto me perturbar muito?” perguntamos. Depois dizemos “Senhor não me atormentes”. Falhamos ao não visualizarmos os benefícios desta mudança maravilhosa.

 

A lei era demasiado fraca para nos prender, mas Jesus é forte. Através Dele, o poder da nossa natureza carnal pode ser quebrado e substituido por uma natureza espiritual. Jesus veste-nos da sua justiça. As nossas vidas são transformadas! Deus levanta-nos da miséria e auto-destruição para uma nova e maravilhosa vida. Ele instrui-nos: “Vai e anuncia quão grandes coisas Deus te fez!”

 

Questões para estudo (Contin.):

 

5.      Paulo escreve aos Colossenses àcerca da sua necessidade de mudança – Colossenses 3.

 

a)     De acordo com Paulo aqueles que nascem para Cristo deverão olhar para quem ou para quê? Colossenses 3:1-4. Porquê?

 

b)     Que relação deve ter um santo com a sua anterior maneira de viver? Colossenses 3:5-7.

 

c)      De que forma Paulo usa a mudança de vestidos como ilustração em Colossenses 3:8-17? Trata-se de uma questão urgente, conforme à passagem paralela de Romanos 13:11-14?

 

d)     A que se assemelhará a nova aparência de um santo? Colossenses 3:10; 2.Coríntios 3:18.

 

6. O que admite Paulo a respeito da mudança completa? Filipenses 3:12-14. Qual é a resposta de Paulo?

 

Outras questões a responder:

 

·        Não nos é mais fácil sermos complacentes àcerca da nossa necessidade para uma mudança contínua?

 

·        De que forma pode mudar a sua vida de forma a torná-la cada vez mais próxima da imagem do próprio Cristo?

 

·        Está disposto(a) a dar esses passos essenciais na sua vida?

 

A segunda milha:

 

De que forma se relaciona a mensagem e a parábola do arrependimento de Lucas 13:5-9 com a mudança nas nossas vidas? Qual é o papel que o arrependimento desempenha no processo de mudança?

 

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QUANDO CAÍMOS (1ª PARTE)

 

 

“Meus filhinhos, estas coisas vos escrevo, para que não pequeis; e, se alguém pecar, temos um Advogado para com o Pai, Jesus Cristo, o justo” – 1.João 2:1

 

Texto base: 1.João 1:5 a 2:6

 

Objectivo do estudo:

 

No caminho para a nossa santificação, vamos examinar que resposta devemos dar quando caímos em pecado.

 

Introdução:

 

Por vezes ainda tropeçamos na nossa luta para respondermos ao chamamento de Deus para levarmos uma vida santificada. Os nossos pensamentos ainda vagueiam por questões que não são apropriadas. As nossas línguas ainda usam palavras pouco cristãse fazem reparos àcerca dos outros. Desculpamo-nos quando o nosso serviço em relação a Deus se revela preguiçoso. Em resumo, caímos em pecado.

 

Não nos serve de nada negar as nossas fraquezas ou cairmos num sentimento de culpa. Qual deverá ser então a nossa resposta adequada ao cairmos em pecado? A resposta imediata é a de que devemos confessar as nossas culpas a Cristo e buscar a Sua ajuda para nos levantarmos, pormo-nos de novo em pé, e continuarmos a nossa jornada no caminho da justiça. Como é que o deveremos fazer será o objecto destas duas lições.

 

Nos nossos afazeres diários, o nosso desejo natural de possuir coisas e a nossa inabilidade para protegermos adequadamente o que já possuímos, leva-nos a sentir a necessidade de fazermos um seguro. Através do seguro, entregamos uma parte dos nossos recursos para um fundo colectivo, de forma que se algum dos participantes nesse fundo sofrer um prejuízo, possa haver meios suficientes para repôr o valor do prejuízo sofrido por uma das partes. Enquanto tivermos bens que estejam sujeitos a destruição ou roubo, o seguro constitui-se como uma fonte de protecção possível. Hesitamos em pagar os prémios respectivos, mas quando necessitamos do seguro regozijamo-nos por termos sido previdentes e termos pago o preço. A paz de espírito que nos é transmitida por sabermos que estamos seguros em relação a determinados riscos compensa o valor do prémio.

 

Reflexão:

 

Qual é a fonte do sentimento de culpa? Quando é que a culpa se torna benéfica? Quando pode a culpa danificar a pessoa?

 

Questões para estudo:

 

1.      Em 1João 1:5-10, João responde a três falsas pretensões com as suas verdadeiras consequências

 

a)     O que escreve João a respeito daqueles que reclamam uma relação com Deus mas cujas obras são obras das trevas? 1João 1:5-7.

 

b)     O que nos diz João a respeito dos que dizem que as suas obras pecaminosas não os tornam culpados de pecado? (Talvez na falsa crença que não será imputada qualquer culpa aos que vivem em pecado, porquanto pensam que não são responsáveis). 1João 1:8-9.

 

c)      O que nos escreve João àcerca dos que dizem que não cometem pecado? 1João 1:10.

 

2. Agora repare nas consequências opostas à primeira questão. Leve em consideração as promessas que foram feitas aos que buscam uma vida de santificação. 1João 1:5-2:2.

 

a)   O que é prometido aos que caminham na luz de Deus? 1João 1:5-7.

 

b) O que é prometido aos que admitem a sua culpa perante Deus face às suas obras erradas? 1João 1:8-9.

 

c) O que é prometido aos que admitem os seus pecados após terem caído no erro? 1João 1:10; 2:1-2.

 

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QUANDO CAÍMOS (2ª PARTE)

 

 

Texto base: 1.João 1:5 a 2:6 (Reler)

 

Introdução (Contin.):

 

Celebramos contratos de seguro para as nossas casas, os nossos bens, os nossos carros, os nossos hóspedes, a nossa saúde e as nossas vidas. Por um preço adequado podemos segurar quase tudo. Talvez que, se não pusessemos um valor tão elevado em tudo o que nos pertence, pudessemos viver sem seguros. Mas, pensamos que se Deus nos concedeu que tivessemos tantas coisas de valor estaremos a ser bons guardiões se as protegermos.

 

Da mesma forma, no nosso caminho espiritual, também temos uma fonte de “seguro para a vida eterna” através de Jesus quando aceitamos viver pela Sua justiça. Este seguro extremamente caro foi pago pelo sacrifício do nosso Salvador ao morrer por nós no madeiro. É uma oferta; somente devemos estar desejosos de aceitar, de coração, o que nos oferecido. As nossas catástrofes espirituais, a nossa falta de coragem e de fidelidade, o nosso comportamento errado e palavras difamatórias encontram uma fonte de restauração em Cristo.

 

As nossas apólices de seguro de vida neste mundo oferecem compensação financeira àqueles a quem nós nomeamos como beneficiários. Contudo, o seguro de vida que encontramos em Cristo dá-nos eterna compensação. Esta é uma apólice sem a qual não podemos viver.

 

Questões para estudo (Contin.):

 

3.   Quais são os requisitos para uma pessoa ter Jesus Cristo como seu Advogado?

 

a)   1João 2:1-2

 

b)   1João 2:3-6

 

4.   De que forma podemos entender estas declarações de perdão, limpeza e expiação dos pecados à luz do que nos é dito em 1João 3:3-10? Que esclarecimento nos é dado em Hebreus 10:26-29? Existe diferença entre cair em pecado e avançar de livre vontade para a concretização do pecado?

 

5.   De que forma as parábolas seguintes nos ensinam sobre como voltar para o caminho da santificação após errarmos?

 

a)   O Filho Pródigo (Lucas 15:11-32): Qual a atitude de Deus face ao nosso arrependimento e retorno ao caminho da justiça?

 

b)   O Fariseu e o Cobrador de Impostos (Lucas 18:9-14): Qual deverá ser a nossa atitude ao buscarmos a Deus?

 

d)     O Servo sem Compaixão (Mateus 18:23-35): Porque é que a nossa atitude perante os outros é tão importante quando buscamos perdão para as nossas faltas?

 

Outras questões a responder:

 

·        De que forma devemos reagir quando falhamos?

 

·        Como responde Deus?

 

A segunda milha:

 

De que forma a tristeza do que é santo difere da tristeza daquele que é do mundo? 2Coríntios 7:8-11. Qual foi a resposta do arrependido no caso relatado em Coríntios? Relacione este caso com a nossa tristeza quando falhamos perante Deus

 

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PERSEGUINDO A SANTIDADE (1ª PARTE)

 

 

“Bem-aventurados os que sofrem perseguição por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus” – Mateus 5:10

 

Texto base: Hebreus 12:1-17

 

Objectivo do estudo:

 

Examinar a nossa necessidade de exercitar a paciência e persistência na luta pela santidade.

 

Introdução:

 

É comum dizer que é fácil apanhar um macaco colocando uma peça de fruta dentro de um jarro de boca estreita. A fruta tem que ser suficentemente pequena para passar pela abertura do jarro e esta deve deixar passar uma mão vazia, mas que não permita que a mão saia com o fruto agarrado.

 

O macaco vê o fruto, mete a mão no jarro, agarra o fruto mas não consegue retirar a mão com o fruto agarrado. Muitas vezes o macaco agarra o fruto de tal maneira, incapaz de o retirar do jarro e sem vontade de o largar, mesmo perante a eminência de ser capturado.

 

Por vezes nós próprios somos como grandes macacos que somos apanhados com a mão presa num jarro cheio de frutos. Não desejamos largar o que vemos e sentimos, mesmo que isso nos custe a nossa liberdade. Poucas coisas existem neste mundo que mereçam que a elas fiquemos presos, particularmente quando o ficarmos agarrados significa ficarmos cativos desse mesmo mundo. Parte da nossa educação como cristãos inclui a aprendizagem daquilo que vale a pena ficarmos agarrados e daquilo que não interessa.

 

A que é que vale a pena ficarmos agarrados? Encontramos a resposta a esta questão em Filipenses 2. Paulo explica-nos que antes da Sua incarnação, Jesus nunca entendeu a Sua igualdade com o Pai como algo a que tivesse que se agarrar. Em vez disso, Ele abdicou da Sua semelhança com Deus e foi feito à imagem do homem terreno. Jesus não se agarrou à condição que tinha antes da incarnação. Ele abandonou-a para que pudesse nascer como nosso Salvador. Jesus abdicou da Sua glória, o Seu poder divino, a Sua própria vida. Mas Jesus não abdicou da Sua justiça. Ele viveu uma vida sem pecado. Ele agarrou-se à santidade.

 

Reflexão:

 

Quais as razões que nos podem levar ao sofrimento? Como pode um ser humano por causa da santidade?

 

Questões para estudo:

 

1.      Em Hebreus 12:1-17, o autor da carta foca os tópicos do castigo e da santidade. Responda às seguintes questões relacionadas com este texto.

 

a)     A que é comparada a aflição (castigo) referida nos vers. 5-6?

 

b)     Para quem deveremos olhar como exemplo para podermos suportar a perseguição? Hebreus 12:1-4. Ver também o capítulo 11 para encontrarmos outros exemplos de fiéis que a suportaram devido à sua fé em Deus.

 

c)      Que importância tem para a nossa relação com Deus a nossa capacidade para suportarmos aflições? Hebreus 12:7-9.

 

d)     Que benefícios poderemos alcançar através das nossas aflições? Hebreus 12:10-11.

 

e)     Como devemos encarar a admoestação na nossa perseguição da santidade? Hebreus 12:12-14.

 

f)        Que aviso nos é feito após essa admoestação? Relacionar com o exemplo de Esaú (Hebreus 12:15-17).

 

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PERSEGUINDO A SANTIDADE (2ª PARTE)

 

 

Texto base: Hebreus 12:1-17 (Reler)

 

Introdução (Contin.):

 

Vale a pena ancorar-mo-nos na santidade mas tenhamos em conta que tal decisão não é fácil. Por vezes agarramo-nos a muitas outras coisas desta vida. O mundo tenta-nos com muitos atractivos que, de alguma maneira, influencia a nossa constância no caminho da santidade. As nossas fraquezas humanas também nos fazem ceder a estes atractivos. O sofrimento e a perseguição podem fazer-nos vacilar no desejo de nos agarrarmos à santidade que Deus espera de nós.

 

Assim, torna-se crítico que, em todas as circunstâncias, olhemos para Cristo como o nosso exemplo de santidade, a todo o custo. Na tentação, nos momentos de fraqueza, no sofrimento e na perseguição, devemos agarrar-nos à santidade com todas as nossas forças. Seremos nós como o macaco que nos agarramos a algo que não responde às nossas necessidades, mas que antes nos agarramos a numa cilada? Ou seremos nós como Cristo, agarrando-nos a algo de grande valor – a santidade? A que é que a nossa mão está hoje agarrada?

 

Questões para estudo (Contin.):

 

2.      O que nos ensina Jesus àcerca das recompensas daqueles que são perseguidos por amor da justiça? Mateus 5:10-12.

 

3.      Qual a diferença entre sofrer por fazer o bem e sofrer por fazer o mal? 1Pedro 2:19-24; 3:14-18; 4:12-16.

 

4.      Qual é a esperança segura dos que suportam a perseguição e a tribulação nas suas lutas pela justiça? 2Tessalonicenses 1:3-10. Qual é a consequência para os que produzem a aflição?

 

Outras questões a responder:

 

·        Com que frequência somos afligidos por praticar o que é de justiça?

 

·        Qual a sua resposta quando sofre por praticar o bem?

 

·        O que deve ser uma resposta santa?

 

·        Será que estes dois tipos de resposta coincidem?

 

A segunda milha:

 

Qual é o valor que devemos atribuir a uma situação de sofrimento auto-infligido? Colossenses 2:20-23. Dê exemplos de sofrimentos auto-infligidos que se possam encaixar nesta categoria. Porque razão este comportamento não é proveitoso? Porque devemos ser cautelosos àcerca de semelhante comportamento?

 

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PARTILHANDO A SANTIFICAÇÃO (1ª PARTE)

 

 

“E o Senhor vos aumente, e faça crescer em amor uns para com os outros, e para com todos, como também o fazemos para convosco;

 

para confirmar os vossos corações, para que sejais irrepreensíveis em santidade diante de nosso Deus e Pai, na vinda de nosso Senhor Jesus Cristo com todos os seus santos” – 1.Tessalonicenses 3:12-13

 

Texto base: 1.Tessalonicenses 1:2-10

 

Objectivo do estudo:

 

Examinar as possibilidades de partilharmos a santidade com outros.

 

Introdução:

 

As primeiras 24 lições estão centradas, sobretudo, no estudo da nossa santificação pessoal. Aprendemos o que é a santidade e o que devemos fazer para reclamar e agarrar-mo-nos a essa mesma santidade. Nestas duas últimas lições vamos analisar como devemos ter preocupação pela santificação dos outros.

 

A mensagem da santificação faz parte da mensagem do Evangelho e está ligada à Grande Comissão. Porque razão é esta mensagem tantas vezes negligenciada? Será porque pode parecer que estamos a exercer juízo sobre os outros? Será porque pensamos que a mensagem tem pouco significado para a Igreja dos nossos dias? Será porque não nos sentimos à vontade em expressar uma mensagem que não tem reflexo nas nossas próprias vidas?

 

A mensagem da santificação poderá parecer julgadora, mas não terá que parecer condenatória. A santidade obriga-nos a exercer um bom juízo. Deus definiu-nos os Seus critérios sobre o que é recto e o que é errado. Assim, Ele deseja que nós não só vivamos de acordo com os Seus padrões de santidade mas que também os ensinemos aos outros. Quando escolhemos o bem segundo o padrão de Deus, estamos a aplicar um bom julgamento. Os outros têm necessidade de ouvir a mensagem àcerca dos critérios de santidade definidos por Deus para o Seu povo, e vê-los reflectidos nas nossas vidas.

 

Reflexão:

 

De que forma é que a nossa santidade depende, de certa forma, daqueles com quem nos associamos? Dê alguns exemplos.

 

Questões para estudo:

 

1.      Considere as palavras de Ageu em 2:11-14. O que está implícito àcerca de contactarmos com algo santo? E com algo que é impuro? Será que estes ensinamentos têm alguma aplicação quanto ao nosso estudo sobre a partilha da nossa santidade com os outros?

 

2.      Como podemos partilhar a nossa santidade com outros? 1Tessalonicenses 1:6-10; Filipenses 3:17; 1Pedro 5:1-4.

 

3.      Que dever foi atribuído a Ezequiel (ver Ezequiel 33:7)? Qual a mensagem que Ezequiel deveria entregar a Israel? Ezequiel 33:10-16. Que obrigações temos para com os outros? Como pode o desempenho desta obrigação elevar a santificação deles?

 

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PARTILHANDO A SANTIFICAÇÃO (2ª PARTE)

 

 

Texto base: 1Tessalonicenses 1:2-10 (Reler)

 

Introdução (Contin.):

 

A Revelação de Jesus Cristo a João (Livro de Apocalipse) contém mensagens à sete igrejas na Ásia. A mensagem à Igreja de Tiatira diz-nos que Deus conhecia as suas obras, amor, fé, serviço e paciência. Como Igreja, eles estavam a realizar mais do que nunca. Mas em Tiatira o povo permitiu que a imoralidade habitasse dentro da Igreja. Eles não se deram conta da importância da santidade e revelaram-se incapazes de arrependimento. Assim, Deus prometeu pagar-lhes o seu estado com sofrimento até que se arrependessem.

 

A mensagem da santidade é essencial para a Igreja em todos os tempos. Uma igreja que não cuide da santificação em breve perderá a sua distinção do resto do mundo. A santidade do povo de Deus expressa o seu amor por Ele. Existem muitas características boas que deverão ser atribuídas a uma igreja, mas a santidade tem que estar igualmente presente

 

Devemos ser atalaias que avisem outros da sua injustiça e iniquidade e das suas consequências fatais. Não nos devemos contentar com os progressos alcançados mas, igualmente, com os progressos dos outros com a sua busca para a santidade. Não vivemos isolados; a nossa justiça ou injustiça é observada por outros. As nossas vidas afectam outros à nossa volta. Poderemos ser instrumentos de Deus para espalhar a luz da justiça, ou poderemos ser um instrumento de Satanás para promover as obras das trevas.

 

Questões para estudo (Contin.):

 

4.      De que outras formas poderemos encaminhar outros para uma vida santificada?

 

a)     Romanos 15:14; Colossenses 3:16

 

b)     Romanos 15:1-2; 1Tessalonicenses 5:11

 

c)     1Tessalonicenses 5:17, 23-25; Tiago 5:13-18

 

5.      Enquanto Paulo fala contra o casamento entre uma pessoa crente e uma não crente, qual a instrução que ele nos dá quando um crente se encontra nessa situação? 1Coríntios 7:12-14. De que forma são santificados os não crentes e as crianças através daquele que é crente?

 

6.      Existe um tempo santificado? Génesis 2:2-3. De que forma pode este tempo ser usado para promovermos uma vida santificada, tanto em nós como nos outros? Hebreus 10:10-25.

 

Outras questões a responder:

 

·        Será que a santidade é uma condição isolada no seio do crente?

 

·        Como irá partilhar a sua santidade com outros?

 

A segunda milha:

 

Qual é o significado de Tiago 5:19-20 em relação à partilha da santidade? Qual é a multidão de pecados que são cobertos? Ver também 1Pedro 4:8