Introdução

Beatitudes

Lei

Justiça

Retaliação

Amor

Orar

Tesouro

 

SERMÃO DA MONTANHA - INTRODUÇÃO

 

O sermão da Montanha é maior sermão individual algumas vez feito e registado. Esta série de estudos revelam a mensagem de Jesus ensinada aos seus discípulos e seguidores do seu ministério.

 

Como foi dito de Jesus: ”Quando Jesus acabou de falar, a multidão estava admirada com os seus ensinamentos. É que ele ensinava como quem tem autoridade e não como os doutores da Lei” (Mateus 7:28-29).

 

Os escribas e doutores da lei citavam o Antigo Testamento, de onde tinham tirado ensinamentos, Jesus tinha a autoridade de ser a própria Palavra viva e a sua fonte era o seu Pai celestial.

 

Dando as chamadas “Bem-aventuranças” (beatitudes) no início do seu sermão, Jesus exalta o prémio para aqueles que vivem como plenos cidadãos do Reino de Deus. O Sermão da Montanha estabelece altos padrões espirituais para a vida dos verdadeiros filhos de Deus, mais elevados do que os que eram exigidos aos judeus daquele tempo. Jesus denunciou as vidas pretensiosas e hipócritas daqueles que dizendo-se povo de Deus, não se comportavam como tal, e chamava os seus seguidores para uma vida guiada por um padrão verdadeiramente divino.

 

Estes estudos ajudam-nos a comparar o nosso crescimento espiritual com os ensinamentos de Jesus.

 

Será que não estamos a levar a vida cristã com superficialidade?

 

Podemos considerar-nos o “sal da terra” e a “luz do mundo” e proclamar com sinceridade a salvação de Deus?

 

Será que somos verdadeiramente submissos em relação ao Espírito de Deus, convidando Deus a fazer o seu trabalho através de nós?

 

O tema central do Sermão da Montanha está exposto em Mateus 5:48:

 

“Portanto, sejam perfeitos como o vosso Pai celestial é perfeito."

 

Na graça de Deus, Jesus expõe a nossa incapacidade pessoal para alcançarmos a perfeição total, ao mesmo tempo que nos revela essa possibilidade pela presença do Espírito de Deus em nós, pelo crescimento espiritual contínuo e pela aquisição de uma maior maturidade como filhos de Deus. Os ensinamentos de Jesus são os guias espirituais que nos permitem ser frutuosos ao seu serviço.

 

Nota: a não ser que o contrário seja referenciado, a tradução da Bíblia usada nas passagens expostas por extenso no texto é a interconfessional em português moderno.

 

Este trabalho foi baseado no caderno “Sermon of the Mountain” da Igreja de Deus do sétimo dia dos Estados Unidos da América.

 

 

AS BEATITUDES (BEM-AVENTURANÇAS) - 1ª PARTE

 

 

“Felizes os sinceros de coração, porque hão-de ver a Deus!” Mateus 5:8

 

“Mas a sabedoria que vem de Deus é, antes de tudo, pura; é pacífica, compreensiva, generosa, cheia de misericórdia e boas acções; não faz distinção de pessoas e não é fingida.” Tiago 3:1

 

Texto base: Mateus 5:1-12

 

Objectivo do estudo: determinar o significado geral das bem-aventuranças para a vida cristã dos nossos dias.

 

Introdução

 

As “bem-aventuranças” descrevem a vida cristã, reforçando características fundamentais para o crente. A vida cristã oferece uma profunda satisfação para aqueles que em sinceridade vivem pelos seus principios. As recompensas de tal vida são presentes e futuras.

 

A palavra grega “feliz” ou “bem-aventurado” no texto de Mateus 5 é “makarioi”, significa ser possuido pela qualidade de Deus. Quando Deus vive em nós e a nossa natureza humana rende-se à natureza divina, passamos a fazer parte do Reino de Deus (Lucas 17:21). “Feliz” ou “bem-aventurado” também significa estar plenamente satisfeito. Esta satisfação não é devida às circunstâncias da vida, nem ao cumprimento dos nossos desejos, mas devida à presença de Cristo em nós. Assim, a felicidade da bem-aventurança não é sinónimo de “sorte” no enquadramento humano da vida. Segundo a maneira humana de ver as coisas, as pessoas podem ser “felizes” conforme as circunstâncias, mas no sentido divino ser abençoado não depende das circunstâncias, mas da presença de Cristo em nós. Por isso podemos ser “felizes” ou “bem-aventurados” mesmo nas condições adversas da vida.

 

A bem-aventurança é a condição básica criada pela presença de Cristo no intímo do ser humano, trazendo a satisfação à vida do crente.

 

O que está cada pessoa a tentar obter? Não é a felicidade e a satisfação?

 

O encontro deste tesouro é a vida consagrada descrita nas beatitudes.

 

Introduzindo o sermão da Montanha, Jesus identificou as características que distinquem os seus discípulos dos descrentes. É natural que a pessoa contaminada com a maneira mundana de ver a vida e o sucesso, não se deixe impressionar com os atributos descritos nas beatitudes: necessidade de bens espirituais, sensibilidade, mansidão, verdadeira justiça, misericórdia e perdão, santidade intima, pacificação ou perseguição por defesa do caminho certo.

 

Estes não são atributos que a sociedade actual busque. Se a Igreja (os crentes) vivessem segundo os valores de Deus, o mundo veria claramente a diferença entre os caminhos. Se a Igreja fosse totalmente diferente do mundo – vivendo abertamente a glória do evangelho – ela atrairia a atenção da sociedade e criaria um verdadeiro impacto positivo. Se vivermos como Cristo deseja e nos ensina, iremos facilitar a missão de chamar os perdidos ao caminho da salvação (João 12:32).

 

Uma antiga ideia deve ser repetida na nossa mente: não deve ser ambição do cristão ser como outra pessoa imitando-a, mas ser cada vez mais como Jesus é  e como Ele nos ensinou.

 

Vamos viver pelos princípios que Jesus estabeleceu, sendo o “sal da terra” e a “luz do mundo” (Mateus 5:13-16) nas nossas áreas de influência.

 

Referências para a preparação do estudo: Mateus 5; Romanos capítulos 5 e 6; Tiago 1.

 

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AS BEATITUDES (BEM-AVENTURANÇAS) - 2ª PARTE

 

 

Releia o estudo anterior.

 

Questões para estudo:

 

1)

 

a)     Porque devem os crentes ser diferentes dos descrentes?

 

(baseie as suas respostas nos textos de 1Pedro 2:11-12 e Romanos 6:1-7,23

 

b)     Comente a frase de um pensador cristão que disse “nos dias de hoje assiste-se a uma transformação do mundo que não aceita Cristo para um conceito de religiosidade e vida esotérica, ao mesmo tempo que o mundanismo invade cada vez mais as Igrejas, torna-se assim cada vez mais difícil separar a Cristandade, do mundo que vive sem Cristo”.

 

c)      O que são as “concupiscências carnais que combatem contra a alma” (1Pedro 2:11)?

 

d)     Como pode “o dom gratuito de Deus” (Romanos 6:23) motivar-nos para viver diferentemente dos descrentes?

 

2)

 

a)     Qual é a melhor definição para o termo “pobre de espírito” de Mateus 5:3? (Isaías 57:15; João 14:10; Lucas 16:15)

 

b)     Porque acha que esta foi a primeira das beatitudes?

 

c)      De que forma é que essa atitude se pode reflectir na nossa vida?

 

REFLEXÃO:

 

O caminho para Deus é antes de tudo descer da posição de sobranceria da nossa própria capacidade.

 

De todas as virtudes cristãs exaltadas nas beatitudes, é significativo que a primeira a ser expressa seja relacionada com a humildade através da expressão “pobre de espírito” (Mateus 5:3). Esta virtude, de certa forma, está subjacente a todas as outras.

 

·        Não podemos ser sensíveis (Mateus 5:4) se não pensarmos e sentirmos o quanto somos fracos para levar a vida só por nós próprios. Isso é humildade.

 

·        Não podemos ser mansos (Mateus 5:5) se não sentirmos a necessidade de abatermos a nossa soberba. Isso é humildade.

 

·        Não podemos buscar a verdadeira justiça (Mateus 5:6) se pensarmos orgulhosamente sermos detentores da nossa própria justiça. Isso exige uma atitude humilde e de sujeição à vontade de Deus (Lucas 18:13).

 

·        Não podemos ser “limpos de coração” (Mateus 5:8) se o nosso coração estiver cheio de orgulho. Deus promete exaltar o humilde e não o orgulhoso (Tiago 4:10).

 

·        Não podemos ser pacificadores (Mateus 5:9) se pensarmos que temos sempre razão. Admitir a nossa falibilidade necessita de humildade. A paz surge quando existe uma atitude mútua de reconciliação.

 

·        Finalmente, a nossa identificação sempre com Cristo independentemente das reacções dos outros (Mateus 5:10-11) exige que cedamos os nossos próprios direitos, muitas vezes humanamente legítimos. Permanecer fiel a Cristo, mesmo na perseguição ou agressão, exige uma humildade verdadeiramente cristã.

 

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 AS BEATITUDES (BEM-AVENTURANÇAS) - 3ª PARTE

 

 

Questões para estudo (continuação):

 

3)

 

a)     Porque é que a sensibilidade pessoal é exaltada em Mateus 5:4 e de que forma é que essa atitude contrasta com a maneira de viver na nossa sociedade?

 

b)     Por quem devemos ser sensíveis na nossa estima?

 

c)      Esta atitude deve também envolver a nossa sensibilidade pelos perdidos como Jesus expressa em Lucas 19:41-44?

 

4)

 

a)     O que significa ser “manso” conforme mencionado em Mateus 5:5?

 

b)     Como se relaciona esse conceito com o exposto em Mateus 11:28-29; Efésios 4:1-2?

 

c)      Segundo o Salmo 25:9, o que é requerido de nós para que Deus nos guie?  Qual a herança daqueles que assim obedecem a Deus? Mateus 5:5; Salmo 37:11.

 

5)

 

a)     O que é a “justiça”?

 

b)     Como atesta Mateus 5:6 ao mesmo tempo a nossa coerência quanto à doutrina verdadeira e à nossa sinceridade na aplicação dessa doutrina?

 

c)      Relacione o Salmo 42:1 com a reflexão anterior?

 

6)

 

a)     Qual a importância de mostrar um sentimento sincero de misericórdia e atenção em relação aos outros? (Mateus 5:7; Salmo 18:25).

 

b)  Qual é a recompensa especial dada aqueles que têm um “coração limpo”?

 

     (Mateus 5:8; Salmo 15:1-2; 24:3-4).

 

7)

 

a)     Como se aplica Mateus 5:9 à presente época? Contraponha Tito 3:3 a este texto.

 

b)     De que forma é que a pacificação é um dever dos crentes em Cristo?

 

Tiago 3:17-18; Romanos 10:15

 

CONCLUSÃO:

 

Esta série de estudos poderia apenas basear-se nas beatitudes e ainda haver matéria para mais reflexões. Assim, podemos dizer que esta abordagem do tema pecará por ser sempre incompleta. Elas são uma espécie de fundamento do próprio Sermão da Montanha. Que cada um consiga hoje obter todos os benefícios de cumprir na sua vida todas as características exaltadas nas beatitudes. Assim viver em cristo e por Cristo será sempre um deleite e felicidade, independentemente das circunstâncias que nos rodeiem.

 

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O CUMPRIMENTO DA LEI E DOS PROFETAS – 1ª PARTE

 

 

"Não pensem que eu vim para acabar com a Lei de Moisés ou com o ensino dos profetas. Não foi para isso que eu vim, mas para lhes dar cumprimento. Saibam que enquanto o céu e a terra existirem, nem uma letra, nem sequer um acento se hão-de tirar da lei, sem que tudo se cumpra.” Mateus 5:17-18

 

Texto base: Mateus 5:17-30

 

Objectivo do estudo: rever e aplicar o centro da mensagem do Sermão da Montanha e reconhecer correctamente qual o significado do Antigo Testamento para aqueles que vivem em Cristo.

 

Introdução

 

Para entendermos a importância dos versículos base deste estudo, temos que relembrar o ínicio do ministério de Cristo. Jesus introduziu o seu ministério pelas Palavras “Arrependeis-vos, porque é chegado o Reino dos Céus” (Mateus 4:17). Durante cerca de 30 anos este homem da Galileia levou uma vida sem protagonismo público. Poucos fora da sua família o conheciam. De repente, a sua voz levantou-se e tornou-se conhecido e proclamado na sua nação (Mateus 4:23-25).

 

Será que Jesus era um revolucionário? Seria ele o Messias há tanto esperado pelo povo?

 

Os contrastes acompanhavam os seus métodos de ministério. Ele podia curar, alimentar multidões, acalmar tempestades, mas, ao mesmo tempo, ele era manso e suave. Ele não buscava o louvor humano. Ele não buscava publicidade pessoal e rebatia a hipocrisia da ordem religiosa estabelecida. Jesus era diferente dos líderes religiosos.

 

Depois existia a sua convivência com pessoas consideradas à parte da sociedade, ele não tinha problemas em sentar-se à mesa com pessoas rejeitadas socialmente, como por exemplo os cobradores de impostos (publicanos). Ao mesmo tempo ele opunha-se às tradições dos antigos, as quais não tinham base na Palavra de Deus. Assim a liderança religiosa da época encontrava-se confusa e ameaçada com a atitude e presença de Jesus.

 

Jesus era também alguém que não se identificava com nenhum movimento civil ou religioso da sua época. Ele estava fora do sistema.

 

Quem afinal era este homem? Como entendia ele o Antigo Testamento?

 

Jesus respondeu reclamando a sua autoridade e a pertinência das Escrituras.

 

A missão de Jesus era dar cumprimento ao exposto no Antigo Testamento (a Lei e os Profetas) (Mateus 5:17-18). Ele veio para dar expressão máxima ao significado da Palavra de Deus (João 19:28-30). Jesus veio dar à Palavra escrita a intenção e o significado que Deus lhe tinha posto desde o início.

 

A maneira como Jesus defendeu o sentido da Palavra de Deus, separava-o da ordem religiosa vigente e abriu a porta à sua perseguição, ao criticismo e às confrontações com os líderes judaicos.

 

Jesus apresentava um conceito de positivo e negativo totalmente novo, na verdade, ele amava os pecadores e ao mesmo tempo rejeitava a hipocrisia religiosa da sua época. O legalismo fora da vontade de Deus e o orgulho religioso egoísta, foram por ele postos em causa. Ele denunciou uma falsa auto-santidade que punha em causa a misericórdia e o amor. Ele denunciou que os pequenos pormenores, mesmo quando importantes, nunca se poderiam sobrepor ao essencial da relação de Deus com o ser humano, o amor e a misericórdia.

 

Jesus expandiu o ensino do Antigo Testamento, tornando o seu sentido mais próximo de Deus, avançando mais ainda em direcção da perfeição santa e divina. Ele abriu o entendimento para um mais perfeito conhecimento das Escrituras, indo mais além do que o imperfeito entendimento da Palavra puramente escrita.

 

Referências para a preparação do estudo: Mateus 5:13-48; 7:1-21; Lucas 6:27-45.

 

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O CUMPRIMENTO DA LEI E DOS PROFETAS – 2ª PARTE

 

 

O Cumprimento da lei e dos profetas por Jesus (Mateus 5:17)

 

A expressão “cumprir” ou “dar cumprimento” usada neste versículo foi traduzida do grego “pleroo” a qual tem o significado de “encher” ou “dar consistência”.

 

A mesma palavra grega é usada em Mateus 13:48 para a rede cheia de peixes.

 

Jesus veio “encher” a lei, dando-lhe um significado e transmitindo-lhe um valor que os homens tinham atrofiado.

 

O povo de Deus era guiado pela fórmula escrita da lei e dos profetas até Jesus, depois passou a reinar o Espírito de Deus no intímo do seu povo, a lei e os profetas, na sua fórmula escrita foram ultrapassadas e valorizadas. O Reino de Deus passou a estar universalmente entre nós.

 

Questões para estudo:

 

1) Qual o significado da declaração de Jesus, quando diz não vir destruir a lei ou anula-la? Mateus 5:17; Lucas 16:16-17

 

2) Qual o significado da expressão “a Lei e os Profetas” (Lucas 24:27)?

 

3)

 

a)     O que significa a palavra “cumprir” usada em Mateus 5:17?

 

b)     Como se relacionam os textos seguintes com a questão anterior? João 5:39; Mateus 3:15; Lucas 24:44-45

 

4) De que forma é que Mateus 5:18-19 enfatiza a visão e entendimento elevado que Jesus tinha do Antigo Testamento?

 

5) Os Fariseus tinham a reputação de ser extremamente zelosos da guarda de cada detalhe da lei, no entanto, Jesus condenou o seu tipo de “retidão” (Mateus 5:19-20), porquê?

 

Nota: Além da adesão estricta à letra do Antigo Testamento, os Fariseus e os Escribas, insistiam na validade da tradição, expressa em leis humanas que foram adicionadas às Escrituras. A sua intenção de preservar a vontade de Deus degenerou na imposição de uma maneira de viver carregada de preceitos, que se distanciavam da intenção original pela qual Deus tinha determinado a sua lei. Dando saliência aos aspectos exteriores da lei, eles negligenciaram a ética e a base moral em que as leis de Deus estavam baseadas. O espírito do Antigo Testamento foi assim adulterado dando lugar a uma religiosidade ritual e em que a comunhão de Deus com o ser humano deixava de ter expressão.

 

Jesus denunciou a hipocrisia na vida religiosa exterior, anunciando que os nossos actos de submissão a Deus só têm sentido se derivados da presença plena do Espírito de Deus em nós.

 

7) Quais os aspectos de “religiosidade” que Jesus hoje também condenaria?

 

Conclusão: Jesus disse que “a Escritura não pode ser anulada” (João 10:35). Ele elevou “a Lei e os Profetas” (o Antigo Testamento) a um nível superior, exaltando o seu verdadeiro significado. Nós também podemos exaltar a Palavra de Deus pelo nosso testemunho e pelo nosso estilo de vida.

 

REDEFINIR A JUSTIÇA E A RETIDÃO – 1ª PARTE

 

 

“Digo-vos mais: vocês não entrarão de maneira nenhuma no Reino dos céus, se não cumprirem a vontade de Deus com mais fidelidade do que os doutores da Lei e os fariseus." Mateus 5:20

 

“Jesus disse: "Ai de vocês, doutores da Lei e fariseus fingidos! Fecham a porta do Reino dos céus na cara das pessoas. Nem vocês entram, nem deixam entrar os que gostariam de o fazer.” Mateus 23:13

 

Texto base: Mateus 23:13-27

 

Objectivo do estudo: conhecer mais acerca dos líderes religiosos do tempo de Jesus e aprender acerca da verdadeira justiça e retidão, de forma a poder obtê-las na vida.

 

Introdução

 

Esta lição tem ligações propositadas ao estudo anterior, nomeadamente quanto à vida religiosa dos fariseus. Aqui iremos analisar os estilos de vida contraditórios dos “perfeccionistas aparentes” (aqueles que só parecem perfeitos e verdadeiramente não o são) e responder a duas questões:

 

·        Quem eram os escribas e fariseus?

 

·        Qual era o seu conceito de retidão e justiça?

 

Iremos contrapor a justiça que precede de Deus e que deve existir em cada crente sincero. Qual a evidência dessa justiça? Esperamos obter esta e outras respostas no final deste estudo.

 

Um escriba funcionava como notário civil ou como levita, expondo e interpretando as Escrituras (naquela altura o Antigo Testamento e as suas leis). Cristo referia-se a este grupo de escribas eclesiásticos em Mateus 5:20.

 

Os fariseus eram um grupo diferente dos escribas. Com o tempo eles desenvolveram uma prática moral e cerimonial bastante mais rígida do que o exposto por Deus nas suas leis. Essa prática era tida em grande estima pelos judeus e era baseada na tradição de seus pais.

 

Em resumo, podemos dizer que os escribas eram os doutores da lei e os fariseus tidos como os que mais fielmente observavam essa lei.

 

Esses líderes religiosos expressavam exteriormente a sua “retidão”, de forma a que não houvesse dúvidas de que eram os mais “perfeitos”. Eles exteriormente abstinham-se de pecados como, a idolatria, o adultério, o homicídio e outros. Interiormente, estavam cheios de abominações como,  orgulho, ódio, maus pensamentos, etc. Eles davam mais valor aos rituais cerimoniais e menos aos preceitos e fundamentos morais e éticos. Eram motivados mais por um interesse próprio e egoísta, do que pelo sentimento de glorificar a Deus. O seu enfase nos pormenores externos da lei destinava-se unicamente a marcar a sua afirmação entre o povo.

 

O farisaismo pode também atingir a nossa prática religiosa se não estivermos atentos. Se nós basearmos a nossa prática religiosa em requerimentos exteriores, que pensamos Deus estar a cada momento a avaliar. Se pensarmos que a aparência da nossa perfeição é o garante da benção de Deus. Se posermos uma perfeição artificial no lugar da nossa real condição. Se medirmos o nosso sucesso como cristãos pela opinião dos outros quanto à nossa perfeição. Se forçarmos os nossos corpos a estar presentes na Igreja, mas deixarmos a nossa mente e intímo em casa. Se cultuarmos Deus apenas em palavra, e não em espírito e em verdade. Se nos abstemos de maltratar alguém fisicamente e não temos problema em levantar um falso testemunho contra o próximo. Se nos comparamos com os outros “piores do que nós” e não com Cristo, o exemplo da perfeição, e com a sua Palavra. Então estamos na teia do farisaismo.

 

Devemos notar que apesar de Cristo ser contra o “legalismo hipócrita dos fariseus, o seu ensinamento não requer menor obediência em relação à lei e à vontade de Deus. Pelo contrário, ele tornou claro que a espiritualidade e a obediência à vontade de Deus teria que ser muito maior no povo que se chamasse pelo Seu nome. A justiça cristã teria que ser superior à justiça dos escribas e fariseus. Pela mudança operada pelo Espírito de Deus no intimo de cada crente sincero, pelo novo nascimento e pelo amor a Deus que o motiva, a obediência a Deus adquire contornos de maior perfeição.

 

Não existe outra religião em que seja Deus a operar esta mudança radical no ser de cada um do seus filhos.

 

Não existe outro caminho em que a perfeição total seja o limite.

 

Referências para a preparação do estudo: Mateus 5:17-44; capítulo 23.

 

Questões para estudo:

 

1)

 

a)     Como e porque é que a prática dos fariseus atraia a admiração do povo?

 

b)     Como contrastava isso com as expectativas de Deus? Lucas 16:15

 

c)      Qual a razão que nos leva por vezes a tentar agradar às pessoas e não a Deus? O que podemos fazer para evitá-lo?

 

2)

 

a)     Faça um sumário das lições transmitidas pela parábola relatada em Lucas 18:9-14.

 

b)     Como se correlaciona com o estudo que estamos a realizar?

 

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REDEFINIR A JUSTIÇA E A RETIDÃO – 2ª PARTE

 

 

Justiça e Retidão

 

Um dos maiores desafios feito aos cristãos nos nossos dias é a comunicação da mensagem de Cristo de uma forma coerente e compreensível. Palavras como “justiça” e “retidão” (Romanos 1:17) tornaram-se irreconhecíveis para muitas pessoas, mesmo no seio da Igreja.

 

No entanto, é impossível entender a epístola aos Romanos e o Evangelho sem falar no conceito de “justiça” (do Grego dikaiosune). De facto, o Novo Testamento usa este termo cerca de 228 vezes, das quais 40 no livro de “aos Romanos”.

 

O que significa então o termo “justiça” e como revela o evangelho a “justiça de Deus”? A “justiça” e “retidão” relacionam-se com o andar no caminho certo.

 

Mas qual é o caminho certo?

 

Geralmente, as pessoas pensam que cada um é livre de escolher qual o caminho certo. No entanto, as Escrituras apresentam outro tipo de padrão. Este é o próprio Deus, o expoente da justiça e da retidão. O carácter de Deus é perfeito e deve servir como padrão da verdadeira justiça.

 

Só Deus pode dividir o bem do mal.

 

Ele é também a fonte da vida em retidão. Devemos, no entanto, perceber que saber que Deus define o bem do mal, só por si, não é suficiente.

 

Temos que perceber que o único “justo” e perfeito ser humano foi Jesus, e todos os outros estão fora dessa perfeição que Deus requer (Romanos 3:23; 5:18-21). Todos nós somos “injustos” perante Deus.

 

A mensagem de “aos Romanos” dá-nos esperança para a resolução deste problema capital – Deus fez e está a fazer tudo o que é necessário para resolver o problema da nossa injustiça. Jesus resolveu a nossa situação de pecadores (Romanos 5:6-11) e Deus transferiu a justiça de Jesus para a vida de todos os que sinceramente o aceitam como Salvador (Romanos 5:1-2). Como crentes fiéis podemos gozar a condição de uma relação renovada e restaurada com Deus.

 

Isso significa que podemos viver em verdadeira justiça e retidão, a única maneira de agradarmos a Deus e cumprirmos os seus desejos para as nossas vidas. Nós podemos fazer isso porque Deus nos capacita para esse objectivo (Romanos 8:1-17). Em vez de tentarmos apresentarmo-nos a Deus com a nossa retidão, podemos ir a ele por amor e em amor, esperando que ele nos conduza nas melhores opções a tomar na vida.

 

O Evangelho são “boas novas” porque ele nos revela o caminho certo. O Evangelho mostra-nos que o nosso Deus é um Deus de amor e que ele deu-nos a capacidade para fugirmos do mau caminho que o mundo decidiu tomar.

 

Como vamos responder às “boas novas” da justiça de Deus?

 

Questões para estudo (continuação):

 

3)

 

a)     Qual é a justiça e retidão que Cristo requer dos seus seguidores? Mateus 5:48; 6:1; Romanos 4:5-8; Efésios 4:24.

 

b)     Será que esta justiça e retidão é só interior?

 

4) Como podemos obter essa retidão? Antes de responder reveja Romanos 8:6-7; 2Coríntios 5:17-18.

 

5)

 

a)     Como é evidênciada a verdadeira retidão? Romanos 12:1-2; 1Coríntios 13:4-8; Galatas 5:22-25; Colossences 3:12-17.

 

b)     Dê exemplos disso.

 

6)

 

a)     Qual é a base da verdadeira retidão e justiça? 2Pedro 1:2-4.

 

b)     Como se relaciona isso com o Novo Nascimento? Efésios 4:24; Romanos 6:3-6.

 

Conclusão: Farisaismo é o florescimento do sentimento  ignorante de que podemos por nós próprios tornar-nos melhores pela obediência  carnal à lei de Deus. Em contraste, Jesus veio ensinar que a perfeição divina na vida do ser humano só pode ser obtida pelo poder divino e por uma verdadeira transformação interior. Só assim poderemos ser obedientes a Deus em Espírito e em Verdade

 

 

 

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RETALIAÇÃO – 1ª PARTE

 

 

"Ouviram o que foi dito: Olho por olho e dente por dente. Mas eu digo-vos mais: Não resistam a quem vos fizer mal. Se alguém te bater na face direita, apresenta-lhe também a outra.” Mateus 5:38-39

 

“Meus caros irmãos, não façam justiça por vossas mãos. Deixem que seja Deus a castigar, pois diz o Senhor, na Sagrada Escritura: A mim é que pertence castigar; eu é que darei a recompensa. E diz também: Se o teu inimigo tem fome, dá-lhe de comer e se tem sede dá-lhe de beber. Ao fazeres isso, farás com que a cara lhe arda de vergonha.” Romanos 12:19-20

 

Texto base: Mateus 5:33-42

 

Objectivo do estudo: aumentar a nossa compreensão acerca do verdadeiro perdão e da necessidade de conseguir perder direitos para ir ao encontro das necessidades dos outros.

 

Introdução

 

As palavras citadas por Jesus em Mateus 5:38 – “0lho por olho e dente por dente” – aparecem 3 vezes no Pentateuco (Êxodo 21:24; Levítico 24:20; Deuteronómio 19:21). Cada uma dessas referências trata de implicações legais e judiciais. A administração deste príncipio era para ser feita no sistema judicial e não ao nível das relações individuais. Os juízes eram chamados por Deus a exercutar uma justiça equalitária e a proteger os inocentes.

 

Jesus faz referência ao uso do Antigo Testamento para a vingança a nível pessoal. A lei em causa estabelecia que o castigo por um crime teria de ser propocional à intensidade do mesmo. Esta lei era boa para Israel porque protegia o mais fraco dos poderosos. Ela ajudava a manter a paz entre o povo.

 

Com o tempo, as pessoas passaram a usar estas leis para justificar a vingança pessoal, apesar de Deus determinar que a vingança a Ele pertence (Deuteronómio 32:35). No tempo do ministério de Cristo na Terra, a retaliação era frequentemente praticada em Israel. O espírito maligno da vingança estava generalizado. Os sacerdotes e os saduceus aplicavam a lei literalmente, enquanto os fariseus permitiam a paga do dano num valor em dinheiro equivalente.

 

Em Mateus 5:38-42 Jesus discutiu o assunto da Justiça. Ele contrapôs os seus ensinamentos aos ensinamentos corrompidos dos escribas e fariseus. Jesus não se ficava pela letra do Antigo Testamento mas salientava o espírito da mesma. Ele expressou o desejo de que os seus seguidores não omitissem o amor subjacente a cada mandamento de Deus.

 

Jesus salientou que a vingança e a violência não devem fazer parte da vida do filho de Deus.

 

A SEGUNDA MILHA

 

Que tal percorrer a “segunda milha” (Mateus 5:41)?

 

Jesus faz referência a certas leis da Pérsia e dos Romanos que permitiam a um soldado a requisição de um cidadão para o transporte das suas cargas durante o espaço aproximado de uma milha romana, mais ou menos mil passos (Mateus 27:32).

 

Como deve um crente responder a esses pedidos? Deve resistir?

 

Só podemos entender Mateus 5:17-48 se percebermos os seus contrastes e hiperboles: o bem e não o mal, perdão e não vingança, amar e não odiar. Esta é a lei de Cristo.

 

A segunda milha prende-se também com a obediência espiritual da lei de Deus. O espírito da lei leva a obediência a níveis muito mais altos do que a letra da lei só por si.

 

Referências para a preparação do estudo: Mateus 5:28-42; Deuteronómio 19; Romanos 13:1-7.

 

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RETALIAÇÃO – 2ª PARTE

 

DATA:           /            /______

 

 

Questões para estudo:

 

1)

 

a)     Compare Mateus 5:39 com Romanos 12:17 e comente.

 

b)     Qual a intenção da chamada de atenção de Jesus em Mateus 5:39?

 

2) As instruções de Cristo para os seus seguidores de que os inimigos deviam ser tratados com amor serão algo de novo (Provérbios 20:22; 25:21-22)?

 

3)

 

a)     Dê pelo menos quatro razões para que não devamos escolher a retaliação privada contra as injustiças feitas em relação a nós (Mateus 5:45-46; 6:15; Romanos 12:19; 1Pedro 2:21-23).

 

b)     Dê exemplos de como isso pode ser implementado na vida de cada um.

 

4)

 

a)     Qual é o seu conceito de “dar a outra face” (Mateus 5:39)?

 

b)     E de “dar a capa” (Mateus 5:40)? Leia 1Coríntios 6:1-8 e tenha especial atenção ao versículo 7. Qual a equivalência?

 

Nota: Uma túnica ou vestido era equivalente a uma camisola enquanto a capa era equivalente a um casaco. A lei permitia que se levasse o vestido como paga de uma dívida, mas não o casaco devido a poder ser necessário para cobertura.

 

c)      O que significa a marcha da “segunda milha” (Mateus 5:41)?

 

5)

 

a)     Qual a intenção de Cristo na admoestação de Mateus 5:42?

 

b)     Como se relacionam os versículos seguintes? Salmo 112:5; Provérbios 3:27; 2Coríntios 8:13-14; 1João 3:17.

 

Conclusão: A natureza humana decaída age como uma fera irracional. O trabalho da graça de Deus no coração do ser humano transforma essa natureza, elevando-a ao plano divino. Deus pode dar-nos os dons da reconciliação, vida espiritual e novo carácter. O Espírito de Deus trás-nos paz e remove o ódio e a vingança. Cada um de nós pode ser transformado à imagem de Jesus Cristo.

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SER PERFEITO EM AMOR – 1ª PARTE

 

 

"Ouviram o que foi dito: Amarás o teu próximo e desprezarás o teu inimigo. Mas eu digo-vos mais: Tenham amor aos vossos inimigos e peçam a Deus por aqueles que vos perseguem… Portanto, sejam perfeitos como o vosso Pai celestial é perfeito." Mateus 5:43-44,48

 

“O que ama o seu próximo não lhe faz nenhum mal. Pois o amor é o cumprimento total da lei.” Romanos 13:10

 

Texto base: Mateus 5:43-48

 

Objectivo do estudo: salientar a necessidade de Cristo comandar as nossas vidas de forma a podermos amar os outros, mesmo os nossos inimigos.

 

Introdução

 

Os escribas e fariseus ensinavam que o “próximo”, segundo as Escrituras, era um companheiro judeu. Os judeus deviam amar os judeus. Alguém que não fosse judeu não era só um estrangeiro, era um inimigo. Um muro intransponível estava posto entre os judeus e os outros povos. De facto, esta animosidade era levada tão longe por alguns fariseus, que estes defendiam o dever de odiar os inimigos.

 

Jesus falou sobre esta animosidade no Sermão da Montanha e noutras ocasiões do seu ministério.

 

Antes de condenarmos simplesmente a atitude dos escribas e fariseus vale a pena ter em conta alguns factores da vida dos judeus daquele tempo. A nação de Israel pós-Êxodo devia vencer os povos que ocupavam a terra prometida e de forma alguma misturar-se com eles. Apesar desse objectivo nunca ter sido conseguido na totalidade por Israel, esta intenção nunca verdadeiramente abandonou os judeus.

 

Até entre israelitas, se alguém matasse outro por acidente, ele seria um alvo a abater pela vingança da família do morto, a não ser que alcançasse uma “cidade refúgio” onde estaria a salvo.

 

Assim, os fariseus viviam num contexto propício para a sua interpretação da necessidade de odiar os não-judeus, estes eram, sem excepção, os seus inimigos. No entanto, não existia qualquer base bíblica para essa atitude.

 

Será que Deus igualmente ama o justo e o injusto?

 

“Mas Deus mostrou-nos até que ponto nos ama, pois quando ainda éramos pecadores, Cristo morreu por nós.” Romanos 5:8

 

Nós era-mos inimigos de Deus, separados da sua comunhão. No entanto, ele nos amou e ama.

 

O “bom samaritano” amou o seu inimigo, o judeu, quando demonstrou preocupação pelas necessidades de quem certamente o odiava.

 

“É deste modo que se tornarão filhos do vosso Pai que está nos céus, porque ele faz brilhar o Sol tanto sobre os bons como sobre os maus, e faz cair a chuva tanto para os bons como para os maus.” Mateus 5:45

 

O amor de Deus é perfeito.

 

Deus ama apesar das, e não por causa das, circunstâncias.

 

Esta é a chave: nós podemos não gostar de como são os nossos inimigos, mas devemos amá-los como ama-mos os nossos amigos, pois foi exactamente isso que Deus fez através de Jesus Cristo. Jesus é o nosso exemplo de demonstração do amor divino.

 

O milagre de amar como Deus ama é possível de obter pela acção do Espírito Santo em nós. Um dos frutos do Espírito é o amor à medida de Deus.

 

O desejo de Deus para cada um de nós é:

 

“Portanto, sejam perfeitos como o vosso Pai celestial é perfeito." Mateus 5:48

 

O contexto dessa chamada para a perfeição está centrado no amor de Deus pelo ser humano. O trabalho de Deus em nós ajuda-nos a ultrapassar qualquer trabalho de outros contra nós. Não somos chamados a não ter parte no pecado, mas a amar os pecadores, como Deus nos amou quando éramos pecadores.

 

Referências para a preparação do estudo: Mateus 5:38-48; Lucas 10:25-37; 1João 2:1-11.

 

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SER PERFEITO EM AMOR – 2ª PARTE

 

 

Reveja as referências para a preparação do estudo: Mateus 5:38-48; Lucas 10:25-37; 1João 2:1-11.

 

Questões para estudo:

 

1)

 

a)     Como é que o amor cumpre a lei? Romanos 13:10

 

b)     Como é que esta consciência interfere na nossa obediência à lei de Deus?

 

2)

 

a)     Baseado em Mateus 5:43, diga qual o ensinamento rabínico (dos sacerdotes judeus) no tempo de Jesus em relação ao amor.

 

b)     Como compara isto com o ensinamento do Antigo Testamento? (Levítico 19:18)

 

3)

 

a) Qual a questão posta pelo doutor da lei e qual a sua intenção ao colocá-la? (Lucas 10:29)

 

c)      Qual era realmente a definição de próximo do Antigo Testamento? (Êxodo 11:2; Levítico 19:33-34)

 

4)

 

O amor pelo próximo é diferente em intensidade e qualidade do amor devido a Deus? (Mateus 22:37-39)

 

5)

 

a)     Qual o mandamento de Cristo em Mateus 5:44?

 

b)     Dê exemplos de como pratica ou pode praticar esse mandamento na sua vida.

 

6)

 

a)     Qual é a chave para evitarmos o Diabo? (Romanos 12:20-21)

 

b)     Como podemos imitar e seguir Deus numa vida genuinamente cristã? (Efésios 5:1-2)

 

c)      Como é isso possível? (Filipenses 4:13)

 

Conclusão: Um padrão moral e ético para a vida, segundo a perfeição e o carácter divino, deve ser o objectivo permanente do cristão.

 

Correndo para a meta

 

“Não quero dizer que já tenha chegado ao fim, ou que seja perfeito, mas continuo a ver se o consigo, visto que para isso fui conquistado por Cristo. É certo, meus irmãos, que eu não penso ter já conseguido isso, mas faço uma coisa: esqueço-me do que ficou para trás e esforço-me por atingir o que está diante de mim. Deste modo, caminho em direcção à meta para obter o prémio que Deus nos prometeu dar no céu por meio de Cristo Jesus.” (Filipenses 3:12-14)

 

Ainda não alcançámos esse objectivo da perfeição divina, mas quando caminhamos com Deus, conseguimos crescer nesse objectivo e de amar os outros como Deus ama.

 

 

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QUANDO ORARES…  – 1ª PARTE

 

 

“Tu, porém, quando quiseres fazer oração, entra no teu quarto, fecha a porta e ora a teu Pai que está presente sem ser visto. E o teu Pai, que vê o que se passa em segredo, há-de recompensar-te.” Mateus 6:6

 

“Uma vez estava Jesus a orar num certo lugar. Quando acabou, disse-lhe um dos seus discípulos: "Senhor, ensina-nos a orar, como João Baptista ensinou os seus discípulos." Lucas 11:1

 

Texto base: Mateus 6:5-18

 

Objectivo do estudo: confirmar a grande oportunidade que é a oração e salientar as vitórias que podem ser obtidas pela fé em oração.

 

Introdução

 

Mateus capítulo 6 contem mais tópicos do Sermão da Montanha.

 

Os versículos 1 a 18 falam da prática espiritual cristã. Não basta evitar os falsos ensinamentos dos líderes hipócritas; um crente também tem de evitar as suas más práticas.

 

Nos versículos 1 a 4 Cristo dá conselhos acerca das ofertas e dádivas para a obra de Deus e para ajuda a outros. Ele adverte contra o facto de dar para que se seja notado pelos outros. Se buscamos o elogio de outros e a glória humana, essa será uma recompensa vã, em vez de termos as bençãos que Deus deseja dar-nos. As bençãos de Deus são para aqueles que dão sem o desejo de obter a glória da imagem e publicidade humana.

 

Nas primeiras recomendações acerca da oração feitas por Jesus, Ele disse:

 

"Quando orarem, não façam como as pessoas fingidas, que gostam de orar de pé, nas casas de oração e às esquinas das ruas, para toda a gente as ver. Garanto-vos que essas pessoas já receberam a sua recompensa. Mateus 6:5

 

Ele não codenou as orações colectivas ou privadas, mas a exibição pública em que se tinham tornado as orações regulares feitas no Templo. Ali muitos procuravam o melhor local e a melhor ocasião para que as suas orações fossem vistas pelos outros.

 

A “piedade” pública que busca o reconhecimento da sociedade está geralmente longe da espiritualidade que nos pode tornar genuinamente crentes guiados por Deus.

 

A verdade é que a oração tem por principal objectivo mostrar a nossa dependência de Deus e as nossas necessidades. Assim, é um absurdo usar a oração para promover o nosso orgulho pessoal.

 

Isso não significa que um crente sincero não possa orar em público de forma fervorosa e pertinente. 1Timóteo 2:8 refere:

 

“Quero, pois, que os homens, ao fazerem oração em qualquer lugar, o façam erguendo as mãos puras, sem ódios nem intrigas.

 

Cristo preocupava-se com o método e o motivo da oração.

 

Orar a Deus para que os outros nos vejam é uma total contradição. A oração deve ser motivada pela simplicidade e humildade de carácter. A oração não deve ser dirigida à congregação, mas a Deus. A oração também não é um sermão ou uma pregação, mas uma conversa directa com Deus.

 

Além dos ensinamentos de Cristo sobre a oração, o texto de Eclesiastes 5:1-2 também nos ajuda:

 

“Quando tiveres que te dirigir a Deus, escusas de te preocupar muito ou de dizer muitas palavras, pois Deus está no Céu e tu aqui na Terra. Por isso, usa poucas palavras. Olha que o sonho nasce das demasiadas preocupações e pelo muito palavreado se conhece o insensato.”

 

Intimamente ligado à oração está o ensinamento de Jesus acerca do perdão daqueles que são nossos devedores, disso depende também o nosso perdão.

 

Ele também aconselhou que o jejum não fosse uma bandeira de publicidade daqueles que o fazem, mas unicamente uma maneira de aproximar o crente de Deus.

 

Referências para a preparação do estudo: Mateus 6:1-18; Lucas 11:1-13; João 17.

 

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QUANDO ORARES…  – 2ª PARTE

 

 

Antes de revermos através de questões o estudo da última semana, vale a pena reflectir um pouco acerca da oração.

 

A Oração – Um privilégio sagrado

 

A palavra “oração” expressa a mais perfeita e intíma aproximação de Deus. Ela dá proeminência ao elemento de devoção. Trata-se de um acto de comunhão e de amizade com Deus. È um acesso ao divino.

 

A suplicação é uma forma mais restricta e intensa de oração, acompanhada por um sentimento de necessidade pessoal e limitada pela urgência e pela pressão do pedido. A suplicação é a voz da alma em sofrimento pela dor motivada pela necessidade premente.

 

A intercessão é o alargamento da oração para a realidade e para as necessidades dos outros. Ela parte da comunhão com o divino e da presença de Deus em nós, que nos torna sensíveis às realidades daqueles que nos envolvem ou que estão distantes fisicamente. Nela pomos em prática a comunhão que obtivemos com Deus de forma a servir necessidades que nos são directamente alheias.

 

Questões para estudo

 

1) O que nos ensina a Bíblia acerca da nossa oração pessoal?

 

2) O que mostram os versículos seguintes acerca da oração pública? (Actos 1:14; 2:42; 6:4; 12:5; 16:13).

 

3)

 

a)     Qual a intenção da advertência de Jesus em Mateus 6:6?

 

b)     Na sua opinião qual é a intenção da oração em privado?

 

4)

 

a)     Jesus desenvolveu o tema do perdão em Mateus 6:14-15, porquê?

 

b)     Como se relaciona Efésios 4:32 com a questão anterior?

 

5) Como se relaciona Mateus 18:19-20 com a oração?

 

6) Reveja Mateus 6:16-18 e medite acerca do jejum. Junte Jonas 3:5-9 à sua meditação.

 

Conclusão:

 

“Não basta rasgarem os vossos vestidos, o que é preciso é mudar o vosso coração." Convertam-se, portanto, ao Senhor, vosso Deus, que é generoso e cheio de compaixão, paciente e cheio de bondade, pronto a renunciar às suas ameaças.” (Joel 2:13)

 

Este texto reflete a verdadeira relação de um Deus espiritual com a humanidade. Deus dá pouco crédito ao auto-sofrimento, a não ser que ele seja acompanhado de uma real mudança interior.

 

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O NOSSO TESOURO  – 1ª PARTE

 

 

"Não juntem riquezas neste mundo, onde a traça e a ferrugem destroem e onde os ladrões assaltam e roubam. Juntem antes riquezas no céu, onde não há traça nem ferrugem para as destruir, nem ladrões para assaltar e roubar. Onde tiverem a vossa riqueza, aí estará o vosso coração."   Mateus 6:19-21

 

“Avisa os que são ricos em bens deste mundo, para que não se envaideçam nem ponham a sua esperança numa riqueza que não é segura. Confiem antes em Deus que põe todas as coisas à nossa disposição, para nos servirmos delas. Que eles pratiquem o bem, que sejam ricos em boas acções, generosos e amigos de partilhar com os outros. Assim arranjarão um grande tesouro que lhes servirá, no futuro, para conquistarem a verdadeira vida.” 1Timóteo 6: 17-19

 

Texto base: Mateus 6:19-24

 

Objectivo do estudo: aprender a diferença entre confiarmos em nós mesmos (ou nas coisas do mundo) ou confiar nas promessas e no poder de Deus.

 

Introdução

 

Muitas pessoas, incluíndo cristãos, tem sobras de valores materiais, no entanto, parece que tais valores nunca chegam. Mesmo os mais seguros, em termos de fortuna pessoal, agem frequentemente como se fossem as pessoas economicamente mais inseguras do mundo.

 

Como pode o cristão evitar a ansiedade no que diz respeito aos bens materiais? A partir de qual nível é que essa busca se torna puramente “mundana”? Como concilia o cristão a sua esperança com os objectivos materiais desta vida? Jesus oferece-nos conselhos de sabedoria.

 

A nossa reflexão sobre este tema deve estar sempre focada em Cristo e na vontade de Deus. Aí deve estar o centro de todos os aspectos da nossa vida.

 

Apesar de Cristo incluir na sua avaliação os aspectos monetários, esta não se resumia a estes. Não devemos ver Mateus 6:19 como uma advertência unicamente em relação aos bens materiais. Quando Cristo usa o termo “tesouro”, Ele está mais preocupado com a atitude em relação às riquezas do que com a posse destas.

 

O tópico principal deste estudo tem a ver com a nossa atitude em relação à vida neste mundo. Muitos cristãos veêm o mundo como o mundo vê o “sucesso”. Ser bem sucedido ou não, depende da quantidade de valores materiais que se consegue acumular. Cristo adverte contra o facto das pessoas buscarem as coisas materiais como primeiro objectivo na vida.

 

O poder, o reconhecimento social, a promoção laboral, a capacidade material, etc, podem ser entraves entre o ser humano e Deus. Isto acontece inevitavelmente nas pessoas que dedicam o seu esforço pessoal nas coisas desta vida e negligenciam as coisas de Deus e a sua relação com o Criador. O mesmo se passa com aqueles em cujo coração estão objectivos materias impossíveis de atingir através de uma vida normal e honesta.

 

Na prática diária ou no nosso pensamento, Deus não aceita estar em lugar secundário.

 

Abraão é um exemplo importante quanto a este assunto:

 

“Pela fé, Abraão obedeceu ao chamamento de Deus e partiu para a terra que Deus lhe havia de dar como herança. Deixou a sua terra sem saber para onde ia. Pela fé, foi viver como um estrangeiro na terra que Deus lhe tinha prometido. Habitava em tendas, tal como Isaac e Jacob que tinham recebido de Deus a mesma promessa. Abraão estava à espera da cidade com bons alicerces, planeada e construída pelo próprio Deus.” (Hebreus 11:8-10)

 

Os bens materiais não eram problema para Abraão por que ele tinha muito. No entanto, ele tinha o primeiro objectivo bem colocado, caminhar com Deus e garantir as promessas divinas.

 

Referências para a preparação do estudo: Mateus 6:19-34; 13:44-46; Lucas 12:13-34; 16:19-31; Hebreus 11.

 

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O NOSSO TESOURO  – 2ª PARTE

 

 

Onde está a nossa mente?

 

O apóstolo Paulo aconselha-nos a dirigirmos os nossos pensamentos para as “coisas de cima”, em vez de centrarmos a nossa vida em objectivos terrenos (Colossences 3:1-4). A distinção entre estes dois universos é, por vezes, causa de confusão e mal-entendidos. O que frequentemente é dito é que as coisas celestiais é que contam e as da Terra não. Mas não é isso que Paulo escreveu. Ele diz-nos que Cristo deve ser o centro da nossa vida, porque Cristo vale mais do que qualquer outro valor ou ambição.

 

É por Cristo ser o centro da nossa vida, que o nosso dia-a-dia muda, e a nossa vida terrena, muito importante também, se transforma. Por isso, Paulo fala a seguir da nossa conduta, relacionamento e trabalho (Colossences 3:5 a 4:6). A maneira como dirigimos as nossa ambições e relacionamentos na vida terrena reflecte onde está a nossa mente centrada. As coisas terrenas poderão ser uma benção ou uma maldição, tudo depende de onde está a nossa mente e a nossa visão quanto ao futuro.

 

Quando Cristo é o centro da nossa vida, mesmo aquilo que é material pode ser realmente abençoado e posto ao serviço do Reino de Deus.

 

Questões para estudo:

 

1)

 

a)     Qual é a sua definição de tesouro?

 

b)     Reflicta acerca de incerteza das riquezas deste mundo. Leia Provérbios 23:5; Mateus 6:19; João 6:27.

 

c)      Porque é que gastamos a maior parte do nosso tempo na busca de coisas corruptíveis?

 

2)

 

a)     Como podemos fugir das más influências da sociedade e das nossas próprias fraquezas? (João 6:27-29)

 

b)     Como sabemos que realmente acreditamos e confiamos em Deus?

 

3) Qual o papel desempenhado pelo nosso intímo e mentes? (Colossences 3:1-3)

 

4) Como é que a nossa vida e prática prova a nossa crença? (Salmo 119:72, 127)

 

5) Como difere a atitude em relação à vida do crente sincero em relação à atitude do mundo? (Mateus 19:29; Lucas 12:29-34)

 

6) Comente as visões opostas da vida entre o “tesouro” em Deus e o “tesouro” neste mundo, contrastando 1Timóteo 6:6-8, 17-19 com o Salmo 52:7 e Provérbios 18:10-12.

 

Conclusão:

 

“Na verdade, considero tudo como um prejuízo, em comparação com o maravilhoso conhecimento de Jesus Cristo, meu Senhor. Por causa dele, desprezei tudo. Para ganhar a Cristo e estar bem unido a ele, considero tudo isso como lixo. Se estou em boas relações com Deus não é por ter cumprido a lei, mas pela fé, pois as boas relações com Deus assentam na fé.”  (Filipenses 3:8)

 

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