Perdão

Sofrimento

Medo

Racismo

Caminhar

Lar

Boa Nova

 

PERDÃO PARA O RESTO DAS NOSSAS VIDAS – PARTE I

 

 

“Em Cristo temos a redenção pelo seu sangue, a remissão das ofensas, segundo a riqueza da sua graça” – Efésios 1:7

 

Objectivo do estudo: ligar de forma permanente o nosso perdão em Cristo ao perdão que podemos estender ao nosso próximo nesta vida.

 

Texto base: Efésios 4:31-32

 

·        O verso 31 aponta seis elementos negativos nas relações humanas que devemos eliminar nas nossas vidas. Quais são?

 

·        O verso 32a nomeia três elementos positivos  que deveremos adoptar. Como é que eles se relacionam entre si?

 

·        O verso 32b oferece-nos a principal razão e o melhor exemplo. Como são eles motivados?

 

Perdoar é libertar o que pratica a ofensa sem que se venham a manifestar posteriores ressentimentos. O perdão é a chave que abre a porta da nossa paz de espírito e restaura a relação com o nosso semelhante. Este acto também restaura e revitaliza o corpo porquanto elimina a ira, o azedume, ressentimentos e sentimentos negativos que nos podem causar todos os tipos de problemas físicos e emocionais.

 

Para nós, estas devem constituir razões suficientes para nos libertarmos das dores do passado, independentemente das possíveis experiências amargas que tenhamos vivido. Mas não, o mandamento para perdoar é provavelmente o mais difícil de aceitar e de pôr em prática. Porquê?

 

·        Estamos impedidos pelo ressentimento.

 

·        Sentimos que temos de “retribuir” e fazer os outros pagar pelos seus erros.

 

·        Sentimos que ao perdoar estamos a conceder a vitória ao outro, admitindo a nossa derrota. Entretanto, a ira e o ressentimento dá-nos alguma sensação de poder e de oportunidade de ainda virmos a sair vencedores dessa situação.

 

·        Ao perdoar, deixamos de estar apoiados na muleta da culpabilização do outro. Então, deixamos de ter outros para culpar.

 

·        Sentimos que é estúpido perdoar, dado que foi outro que nos ofendeu.

 

No livro “Perdão e Esquecimento” de Lewis B.Smedes este vem dizer: “O perdão é uma afronta. Quando o fazemos, cometemos um ultrage contra a própria moralidade que não descansa enquanto não consegue pagar-se na mesma moeda. O perdão é criativo, dado que partimos de novo do zero, esquecendo as mágoas passadas as quais não deveriam ter existido sequer”.

 

O azedume e o ódio são como o amor: ambos ligam fortemente as pessoas. Quando recusamos o perdão mantemo-nos ligados emocionalmente aos que nos ofendem, tornando-nos seus escravos. Enquanto aquele que nos ofende pode manter-se perfeitamente inconsciente e não preocupado àcerca disso, nós sentimos a dor da ofensa. Assim, magoamo-nos muito mais a nós próprios do que podemos magoar o que nos ofende.

 

Manter o rancor bloqueia-nos de nos podermos relacionar livre e abertamente com os outros. Restringe a nossa alma e a nossa capacidade de amar, mesmo aqueles a quem o nosso rancor não é dirigido.

 

Perdoar, tal como amar, é antes de tudo uma decisão e um compromisso, não um sentimento. Para feridas mais profundas, podemos vir a perdoar por estágios, tais como:

 

            “Senhor, eu desejo perdoar”

 

            “Senhor, eu escolho perdoar”

 

            “Senhor, eu actuarei como tendo perdoado”

 

            “Senhor, eu sinto que perdoei”

 

Mesmo depois de termos percorrido o caminho para o perdão, as emoções antigas podem ainda vir à superfície. Então precisamos de dizer “Já antes me rendi ao perdão; tenho que me esquecer de novo”. O azedume não poderá dominar os filhos de Deus.

 

Olhai para Jesus como o vosso exemplo. Foi ultrajado de muitas formas: bateram-Lhe, cuspiram-Lhe em cima, despiram-No diante de uma multidão, foi negado pelos seus amigos, rejeitado por todos. No entanto, no momento da maior agonia, Ele disse “Pai, perdoa-lhes porque não sabem o que fazem” (Lucas 23:34).

 

Será que devemos fazer menos do que Cristo?

 

Estudo e discussão:

 

·        Em Mateus 6:12-15 são-nos ensinadas várias lições valiosas sobre o perdão.

 

a)     O que aprendemos àcerca da nossa tendência para o pecado? Verso 12.

 

b)     O que rogamos nas nossas orações é tão constante como a nossa necessidade de obtermos o perdão para as nossas faltas? verso 12.

 

c)      Qual a relação entre o perdão humano e o perdão divino? Versos 14 e 15. Como devemos compreender isto?

 

-         Será Deus rancoroso como nós?

 

-         Que merecemos o nosso perdão através do perdão ao próximo?

 

-         Que obtemos da vida na mesma medida em que nela investimos?

 

-         Que uma alma amarga perde a capacidade de confiar e receber?

 

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PERDÃO PARA O RESTO DAS NOSSAS VIDAS – PARTE II

 

 

Faça uma revisão da lição anterior sobre o perdão.

 

Reveja o texto de Efésios 4:31-32, relembrando os seus ensinamentos.

 

·        Outra grande passagem sobre o perdão encontramo-la em Mateus 18:21-35.

 

a)     O que pensa que Jesus quis dizer quando afirmou que devemos perdoar ao nosso irmão setenta vezes sete?

 

b)     A lição do servo incompassivo é tão rica porquanto insere um grande contraste: aquele que escapa a uma dívida de um milhão de contos, recusa depois perdoar uma dívida de cem contos. Qual o significado desta situação entre Deus, os outros e nós próprios?

 

c)      E se o nosso irmão não nos vier pedir perdão? Estamos ainda obrigados a perdoar-lhe?

 

·        Como podemos saber se na realidade estamos a perdoar no nosso íntimo? Faça a si próprio as seguintes perguntas:

 

-         Existe alguma lembrança negativa relacionada com alguém que não consegue eliminar da sua memória?

 

-         Existe alguém a favor de quem não seja capaz de orar ou a quem não deseje sinceramente o bem?

 

-         Existe alguém cuja presença você procure evitar ou se sinta desconfortável quando essa pessoa está por perto?

 

-         Deseja a alguém que ele se fira da mesma forma que ele o magoou?

 

·        Como incentivo adicional para sermos capazes de perdoar como devemos, vamos reter os exemplos que nos transmitem as Escrituras sobre pessoas que aprenderam a perdoar:

 

-         Jacob e Esaú (Génesis 33:4);

 

-         José (Génesis 45:4-8,15);

 

-         Estevão (Actos 7:60);

 

-         Paulo (2Coríntios 2:7-10).

 

-         O maior exemplo é o de Jesus (Lucas 23:34), que perdoou mesmo antes que alguém lho pedisse.

 

-         Devemos expressar tanto uma atitude de arrependimento perante Deus (1João 1:9) como uma atitude de perdão para com os homens (Marcos 11:25-26) antes mesmo da operação de perdão divino estar completa.

 

Conclusão:

 

Vamos ler em conjunto: “Revesti-vos, pois, como eleitos de Deus, santos e amados, de entranhas de midericórdia, de benignidade, humildade, mansidão, longanimidade, suportando-vos uns aos outros, se alguém tiver queixa contra outro; assim como Cristo vos perdoou, assim fazei vós, também”. (Colossenses 3:12-13).

 

 

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O SOFRIMENTO NA VIDA DO CRENTE – PARTE I

 

“Porque a vós vos foi concedido, em relação a Cristo,

 

não somente crer nele, como, também, padecer por ele” Filipenses 1:29

 

Texto base: 1Pedro 1:3-13

 

Objectivo do estudo: apresentar uma visão bíblica equilibrada sobre o sofrimento e ajudar a preparar os cristãos para as dificuldades que a vida lhes apresenta.

 

O sofrimento faz parte da experiência humana. Estar vivo é, também, sentir dor. Por vezes o sofrimento é físico, variando de uma simples dor num dedo até à ameaça da própria vida provocada por uma doença como o cancro.

 

A maioria das vezes, porém, a nossa dor vem de dentro. A vida não nos sorri sempre. De uma maneira geral, os problemas são relativamente insignificantes, com origem em pequenas irritações diárias. Ocasionalmente ficamos frustados por questões financeiras, por outras pessoas ou por circunstâncias que fogem ao nosso controlo. Mas alguns outros problemas como o divórcio, uma falência, filhos desobedientes e perversos, etc. assumem dimensões muito maiores. Quando o desencorajamento se instala e se torna mais profundo, o ser humano entra em depressão, um sinal de dor psíquica que pode ser tão grande ou maior que uma dor física.

 

O sofrimento de que nos falam as Escrituras poderão ser encaradas como as aflições comuns a qualquer ser humano. Quando olhamos para este problema de uma forma assim tão vaga, a questão que se põe não é como podemos evitar o sofrimento mas como lhe havemos de responder quando ele surge.

 

Em primeiro lugar não devemos aspirar a uma vida livre de males. O sofrimento pode jogar um papel positivo nas nossas vidas se acreditarmos na soberania e no poder de Deus sobre todas as circunstâncias da vida. Uma das razões pelas quais o suicídio médico-assistido se tornou uma realidade nos nossos dias, tem a ver com a cultura pós-cristã que não encontra justificação nem sentido na dor e no sofrimento.

 

Com um sentido mais restrito, a Bíblia apresenta-nos o sofrimento como uma experiência cristã única. Isto é, o sofrimento é o resultado natural de se caminhar nos passos de Cristo num mundo cheio de descrença e iniquidade. O sofrimento é o caminho da cruz de Cristo. Jesus trilhou esses passos antes de nós; a maioria dos apóstolos perdeu a sua vida por entrega ao Evangelho de Cristo. Durante cerca de 2.000 anos, milhares, talvez milhões de cristãos escolheram sofrer o caminho de extrema aflição ou morte mas não renegaram a sua fé.

 

Não devemos por isso esperar que no início de um novo milénio possamos estar a salvo de tais sofrimentos, pois não estamos. As nossas escolhas da fé e da obediência poderão tornar-se ainda mais importantes no futuro. O apóstolo Paulo escreveu “E, também, todos os que piamente querem viver em Jesus Cristo, padecerão perseguições” (2Timóteo 3:12). Mas as boas novas permanecem: Jesus prometeu as bençãos do Seu reino celestial para aqueles que sofrerem perseguição por amor da justiça (Mateus 5:10).

 

Um terceiro tipo de sofrimento deverá, também, ser aqui mencionado: o sofrimento que impomos a nós próprios, por opção nossa, através de escolhas erradas, maneiras de viver incorrectas e descrença. Se as aflições da pobreza, fraca saúde e relações rompidas poderão ser evitadas, então devemos fazê-lo. Não existe nem santidade nem nobreza no sofrimento que é causado pela nossa estupidez ou pecado. No entanto, há sempre lugar para o perdão de Deus e todos necessitamos dele ao longo das nossas vidas.

 

Estudo e discussão:

 

·        A 1ª. carta de Pedro é a declaração mais completa que a Bíblia nos apresenta em matéria de sofrimento cristão. Já leu uma parte do capítulo 1 na introdução a esta lição.

 

a)     Que duas emoções (positiva e negativa) se misturam na vida cristã? 1Pedro 1:6.

 

b)     Qual o propósito último das provas a que somos sujeitos? Verso 7.

 

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O SOFRIMENTO NA VIDA DO CRENTE – PARTE II

 

Faça uma revisão da lição anterior sobre o sofrimento.

 

Reveja o texto de 1Pedro 1:3-13, relembrando os seus ensinamentos.

 

·        Agora leia 1Pedro 2:18-24 para aprofundar as perspectivas sobre o sofrimento.

 

a)     Em que situações diárias pode o cristão esperar estar sujeito a tratamento penoso? Versos 18 a 20. Como devemos responder a esse tipo de tratamento tão áspero? Deverá, ficar sem controlo sobre si próprio e responder na mesma moeda?

 

b)     Em que se baseia Paulo para apelar aos crentes ao exercício da paciência, refreando-se, ao lidar com pessoas difíceis? Verso 21.

 

c)      O que alcançou Cristo para nós ao escolher o sofrimento em vez de fazer “valer os seus direitos”? 1Pedro 2:23-24. Poderá lembrar alguma experiência onde a vontade do ser humano na escolha do sofrimento tenha permitido alcançar salvação e reconciliação numa má situação?

 

·        Em 1Pedro 3:14-18, o apóstolo fala-nos daqueles que, por força da sua fé, haveriam de sofrer às mãos dos descrentes. Esta foi sem dúvida uma situação que se verificou na vivência dos verdadeiros cristãos desde os primeiros tempos. E nos tempos presentes? Será que já foi ridicularizado ou maltratado por ter assumido uma posição de defesa da salvação por Cristo? Se tal lhe aconteceu, que encorajamento encontra nestas passagens bíblicas?

 

·        Leia mais sobre este tema em 1Pedro 4:12-19 e comente:

 

a)     como deveremos encarar os problemas (v.12 e 17);

 

b)     como devemos responder-lhes (v.13,16 e 19);

 

c)      alguns sofrimentos que deverão ser evitados (v.15);

 

d)     o resultado do sofrimento com paciência (v.14; 5:10).

 

·        Para reflexão adicional, comente que relação encontra entre o teor desta lição e a tónica da mensagem actual de “saúde e prosperidade” tão em voga em muitas congregações ditas cristãs.

 

a)     Será da vontade de Deus que estejamos sempre fisicamente bem (livres de males), que tenhamos abundância de bens materiais, e que saiamos sempre vencedores sobre todos os nossos adversários? Se assim é, será que isto se aplica a todos os cristãos em todas as partes do mundo?

 

b)     Ou é da vontade de Deus usar de dificuldades e até de derrotas nesta vida, de forma a conservar-nos humildes, aumentando a nossa fé na Sua misericórdia, reforçando a nossa paciência e resistência, e ajudando-nos a conhecer melhor e a imitar mais a Cristo?

 

Conclusão:

 

Ler em conjunto: “E o Deus de toda a graça, que em Cristo Jesus vos chamou à sua eterna glória, depois de haverdes padecido um pouco, Ele mesmo vos aperfeiçoará, confirmará, fortificará e fortalecerá. A Ele seja a glória e o poderio para todo o sempre! Ámen”. (1Pedro 5:10-11).

 

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MEDO, PREOCUPAÇÃO E IRA – PARTE I

 

“Porque Deus não nos deu o espírito de temor, mas de fortaleza,

 

e de amor, e de moderação”. II Timóteo 1:7

 

“Porque a ira do homem não opera a justiça de Deus”. Tiago 1:20

 

“Não estejais inquietos por coisa alguma, antes, as vossas petições sejam em tudo conhecidas, diante de Deus, pela oração e súplicas, com acção de graças”. Filipenses 4:6.

 

Texto base: Mateus 6:25-34

 

Objectivo do estudo: proporcionar ajuda prática quando temos que lidar com o medo, a preocupação e a ira.

 

Medo, preocupação e ira poderão ser considerados os três vértices do triângulo das experiências humanas negativas. Estes três elementos andam normalmente associados, trabalhando juntos. O medo conduz à preocupação (ansiedade), que por sua vez tende para a ira. E, uma vez ultrapassadas estas fases, deixam o crente com um sentimento de culpa.

 

Primeiramente vamos dar uma olhadela ao medo. Alguém terá dito que a pessoa que diz não ter medo não é só um exagero grosseiro como uma impossibilidade biológica. As pessoas temem coisas como a rejeição, o falhanço, as ameaças à sua segurança, a doença, o envelhecimento e a morte. No entanto, as Escrituras chamam-nos a lidar com o medo duma forma que não lhe fiquemos acorrentados.

 

A preocupação (ansiedade) é uma reacção rápida perante situações adversas e desconhecidas. O problema principal reside em que as preocupações nos impedem muitas vezes de orar. Em vez de depositarmos as nossas ansiedades na mão de Deus, conservamo-las e tentamos encontrar soluções para elas pelos nossos próprios meios. Esquecemos que Deus controla as nossas vidas e que dependemos Dele para ultrapassar todos os nossos problemas e ansiedades.

 

A ira é chamada a válvula de escape da nossa panela de pressão de emoções – algo sem a qual não podemos passar. No entanto, quando deixada sem controlo, a ira pode ser perigosa para nós e para os que nos rodeiam. As Escrituras falam-nos bastante sobre a ira, levando-nos a concluir sobre esta importante verdade: a ira pode ser controlada.

 

A.     Definindo os termos:

 

Medo: estar alarmado ou em pânico, habitualmente em relação a situações que não dominamos; sentimento de inquietação face a um perigo real ou aparente; terror.

Preocupação: sentimento anormal de apreensão e ansiedade.

Ira: a emoção através da qual expelimos a nossa cólera e expressamos descontentamento e desaprovação.

Como é que estas três forças trabalham juntas?

 

Consideremos o exemplo do Rei Saul e de David (1Samuel 18:10 a 19:20).

 

Estudo e discussão:

 

1.      Medo

 

a)     Pesquisas médicas indiciam que o medo é uma causa importante de doença. Como é que ele trabalha? Jó 1:4-5; 3:25.

 

b)     Qual a diferença entre medos saudáveis e doentios? Compare as seguintes passagens: 2Timóteo 1:7; Salmos 27:1; 1João 4:18; Provérbios 1:7.

 

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MEDO, PREOCUPAÇÃO E IRA – PARTE II

 

 

2.      Preocupação (Ansiedade)

 

a)     Leia Mateus 6:25-34. Que conselho nos dá Jesus àcerca dos cuidados desta vida?

 

b)     Leia Filipenses 4:6. Será que o desafio que Paulo nos faz nos parece uma impossibilidade? Quão realizável é o seu conselho? O que é o oposto da preocupação? Ver verso 7.

 

c)      A existirem preocupações nas nossas vidas, o que é que isso revela da nossa relação com Deus?

 

3.      Ira

 

a)     O que dizem as Escrituras sobre a ira? Será alguma vez apropriada? Tiago 1:19-20; Gálatas 5:19-20; Mateus 5:22; Provérbios 29:22.

 

b)     Deus alguma vez se irou? Salmos 7:11. E Jesus? Marcos 3:5; João 2:15-16. Como avaliamos a ira de Deus com a Sua infinita paciência? Ver Génesis 18:20-33; 19:24.

 

c)      Que avisos nos fazem as Escrituras a respeito da ira? Efésios 4:26-27; 6:4.

 

Conclusão:

 

Por um lado, o medo, a preocupação e a ira são emoções naturais. Por outro, se deixadas à solta, são ladrões que nos roubam as bençãos espirituais. Prestando atenção às Escrituras e submetendo-nos ao Espírito Santo podemos encontrar esperança, ajuda e libertação.

 

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ENFRENTANDO O RACISMO – PARTE I

 

 

“Assim, de agora em diante, já não quero julgar ninguém por critérios humanos. Ainda que noutro tempo tenha pensado assim sobre Cristo, agora já não o faço. É que quem vive unido a Cristo torna-se uma pessoa nova. As coisas antigas passaram. Tudo é novo. Isto é obra de Deus que, em Cristo, nos reconciliou consigo e nos chamou a colaborar nessa obra de reconciliação. Assim, Deus, por meio de Cristo, reconciliou consigo a humanidade, não tendo em conta os seus pecados e encarregando-nos de anunciar a obra da reconciliação”. II Coríntios 5:16-19

 

Texto base: João 4:1-10

 

Objectivo do estudo: chamar a nossa atenção pra o sério problema do racismo, e partilhar o conselho bíblico sobre este assunto.

 

Poucas coisas na vida das relações humanas são mais devastadoras do que o racismo, a crença antiga de que, devido à sua natureza, raça ou origem étnica, algumas pessoas são superiores a outras. Esta crença é manifestada através de atitudes e acções erradas: ódio, injustiça e discriminação. Na verdade, o pensamento de que uma raça é superior a outra é baseado na mentira.

 

Apesar de esforços genuínos para as erradicar, as tensões raciais e étnicas são a raíz de muitos problemas mundiais. O racismo continua a ser uma das questões mais problemáticas da nossa sociedade, devendo afigurar-se como uma prática a erradicar por aqueles que têm o nome de Cristo nos seus lábios e que acreditam na harmonia da família humana.

 

Três aspectos chave são particularmente importantes para este estudo:

1) os princípios morais revelados pelas Escrituras não deixam margem para acolhermos pensamentos e sentimentos raciais negativos;

2) a Igreja tem uma responsabilidade muita clara no combate às forças diabólicas do racismo;

3) a antiga frase de “quem cala consente” também é verdadeira no caso do racismo.

 

A.     Definição de termos:

 

Racismo: a crença de que, com base na raça ou etnia, certos grupos de pessoas são superiores a outros.

Preconceito: opiniões negativas que são sustentadas apesar dos factos que as contradizem.

Estereotipos: formação de uma ideia generalizada e superficial  sobre certos grupos de pessoas que não se ajusta a cada indivíduo dentro do grupo (o mesmo que: “meter tudo no mesmo saco”).

 

B.     Em que três ocasiões as Escrituras nos falam de multidões de várias raças/etnias?

 

João 19:19-20________________________________________________________

Actos2:5-11__________________________________________________________

Apocalipse7:9-10_____________________________________________________

 

De que forma é que essas passagens bíblicas nos falam àcerca do tema desta lição?

 

Estudo e discussão

 

1.      De que forma a admoestação de Paulo aos Gálatas 3:28 nos ensina àcerca do racismo?

 

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ENFRENTANDO O RACISMO – PARTE II

 

 

2.      Que raças e grupos culturais estão incluídos no Plano de Salvação de Deus?

 

a)     Mateus 28:19; Lucas 24:47; Actos 1:8.

 

b)    Actos 8:26-27; 36-38.

 

c)      Actos 10:1-2; 34-35.

 

d)     Efésios 2:11-12.

 

e)     Tito 2:11.

 

3.      No que respeita à raça, em Cristo são uma só as pessoas de diferentes raças, ou são também uma só como membros da raça humana? O que nos dizem as Escrituras no que respeita à unidade da família humana?

 

·        Génesis 1:27_________________________________________________________

 

·        Actos17:26-30________________________________________________________

 

4.      Até que ponto somos chamados a amar o nosso próximo? Mateus 22:39. Até onde vai o significado de “nosso próximo”? Lucas 10:29-37.

 

5.      Que tipo de problemas étnico-raciais se manifestaram na Igreja dos primeiros tempos? Actos 6:1. Como foi resolvido o problema? Versos 2-6. Que problemas teve Paulo com alguns chefes locais da Igreja? Gálatas 2:11-14.

 

6.      De que forma pode o racismo e o preconceito afectar a nossa capacidade de testemunho? Que passos deve a Igreja dar no sentido de combater os problemas étnicos e raciais? Que efeito devastador pode causar o nosso pecado se nos remetermos ao silêncio?

 

7.      Como podemos estar a impedir de ver os outros – independentemente da raça, côr ou cultura – como iguais aos olhos de Deus?

 

Conclusão

 

Os cristãos deverão ter a capacidade de amar como Cristo amou, devendo trabalhar para eliminar quaisquer causas de racismo e problemas daí resultantes. Deveremos obedecer aos ensinamentos das Escrituras, mesmo nesta área tão sensível das relações humanas.

 

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SENHOR, FAZ-ME CAMINHAR EM HARMONIA – PARTE I

 

 

 “Mas todo aquele que come e bebe e vê os resultados do seu trabalho deve saber que isso é dom de Deus” Eclesiastes 3:13.

 

Texto base: Salmo 23

 

Objectivo do estudo: avaliarmos, segundo as Escrituras, a necessidade e o valor de conscientemente retirarmos algum tempo para o nosso descanso, livres de ocupações.

 

A sabedoria popular fala-nos através de provérbios, tais como “devagar se vai ao longe” ou “devagar que tenho pressa”, precisamente para pôr em destaque a forma nefasta e acelerada como a humanidade vive nos dias de hoje. É uma geração de gente apressada. Vivemos numa época em que há trabalho a fazer, prazos a cumprir, e após estes, mais trabalho a executar. Somos levados a pensar que com os modernos métodos de trabalho e de comunicações , viagens e produção, deveríamos estar menos ocupados do que as gerações anteriores. Infelizmente, os avanços tecnológicos não nos deixaram com menos trabalho por fazer, mas com uma muito maior quantidade de trabalho que somos obrigados a encaixar nos nossos dias. Por isso, muito poucos de nós acha possível levar em conta o conselho do salmista (estar calmo, tranquilo) de forma regular.

 

A este respeito temos que reconhecer a natureza paradoxal do nosso tempo: enquanto muitas pessoas não são capazes de se relaxar, outras estão descansadas o tempo todo. Esta pode ser provavelmente a razão porque tanto trabalho se revela tão difícil: a determinação que nos leva a não estarmos associados àqueles que tanto amam o descanso. Mas o objectivo desta lição não é promover junto de vós um tempo de perpétua recreação. As Escrituras dizem-nos muito sobre a importância e o valor de um bom trabalho árduo e honesto. A indolência nem sequer deve ser nomeada entre os filhos de Deus.; não faz bem à pessoa nem à sociedade na qual o preguiçoso vive.

 

Mas existe uma grande diferença entre preguiça e desocupação ou descanso temporário. Quando o nosso trabalho se transforma na nossa fonte de segurança e se atravessa no caminho em que devemos andar perante Deus, no tempo que devemos dedicar à nossa família e amigos, deixando pouco ou nenhum tempo para o descanso pessoal, a relaxação e a recreação, é então tempo para orarmos e pedirmos “Senhor, faz-me andar em harmonia”. Deus não descansou no sétimo dia por estar cansado dos seis dias que dedicou à obra da criação, mas porque Ele quis-nos dar o exemplo. Olhando através dos anais da história, Deus viu a nossa geração carecendo desesperadamente de descanso devido ao seu acelerado ritmo de vida. Ele diz-nos hoje com já dizia então: “Não podes fazer tudo. Pára e faz uma pausa”.

 

Estudo e discussão

 

1.      O que nos ensinam as Escrituras sobre o uso inteligente do nosso tempo?  Eclesiastes 3:1-11; Provérbios 6:6-11; Efésios 5:15-16; Colossenses 4:5.

 

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SENHOR, FAZ-ME CAMINHAR EM HARMONIA – PARTE II

 

 

2.      Quando aplicado correctamente, em que medida Efésios 5:1 nos fala desta questão? O que significa sermos imitadores de Deus? De que forma Deus e Jesus equilibraram o trabalho e o descanso? Ver Génesis 2:1-3; Mateus 14:23; Marcos 6:31; Lucas 9:10. De que forma gerimos o nosso tempo e este equilíbrio?

 

3.      De que forma o descanso e a recreação saudável nos aproxima do nosso Pai celestial? Salmos 23:2-3. Que resultados poderemos esperar se tirarmos tempo para caminhar mais próximos de Deus e meditarmos na Sua Palavra? Salmos 1:2-3; Josué 1:8.

 

4.      Com que propósito foi o homem criado? Apocalipse 4:11. De que forma é que o trabalho obsessivo (workaholism ou doença do trabalho) nos impede de atingir o verdadeiro propósito de Deus nas nossas vidas?

 

5.      O Salmo 46:10 aconselha-nos a parar e a pormo-nos em verdadeira sintonia com Deus.

 

6.      Compare o número de horas que dispende no seu trabalho diário e noutras actividades de carácter obrigatório ou de recreação com o tempo livre que dedica ao descanso e ao Senhor. Será que está a dedicar tempo suficiente a Deus?

 

7.      O que é que é necessário fazer para abrandar o seu ritmo?

 

Conclusão

 

De forma a que Deus tenha oportunidade de trabalhar em nós, devemos dar-Lhe algum do nosso tempo. O tempo é o essencial. Deus nunca tem falta de tempo nem está apressado. Tornemo-nos, assim, seus imitadores tal como somos aconselhados a fazê-lo em Efésios 5:1. Desacelerando as nossas vidas e dando mais tempo a Deus estaremos certamente a melhorar o nosso estado de saúde e as relações com a nossa família e amigos, caminhando mais próximos de Deus. Mas para que isso aconteça teremos que, em consciência, tomar uma decisão nesse sentido. Seremos capazes de o fazer?

 

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LAR E FAMÍLIA – PARTE I

 

 

“Porém, se vos parece mal aos vossos olhos servir ao Senhor, escolhei hoje a quem sirvais: se os deuses a quem serviram os vossos pais, que estavam dalém do rio, ou os deuses dos amorreus, em cuja terra habitais; porém, eu e a minha casa serviremos ao Senhor”- Josué 24:15

 

 Texto base: Salmos 127 e 128

 

Objectivo do estudo: afirmar a importância do lar e da família e fortalecer o nosso compromisso com a família.

 

O significado do lar e da família nas relações humanas e na forma como se molda a sociedade humana não pode ser completamente avaliada neste breve estudo. Apesar disso e, como estamos a analisar os aspectos relacionados com a forma de vida cristã, temos que dizer algo sobre aqueles aspectos pessoais em que a nossa fé são evidenciados. Pois, quando terminamos o nosso tempo de escola, de trabalho ou de recreação, voltamos habitualmente para o local onde na realidade vivemos – o lar – e para aqueles com quem partilhamos as partes mais íntimas da nossa vida – a família.

 

Na realidade, mesmo após o mais eloquente pregador ter feito a melhor pregação no púlpito, o lar é onde devemos pôr em prática as verdades que ele proclamou.

 

É na nossa casa que comunicamos valores e construimos as relações familiares. O nosso lar é, por um lado, um lugar de transparência e de vulnerabilidade e por outro um lugar de alegria, felicidade e amor, para o qual não existe outro substituto terreno. O lar é uma ideia de Deus; idealizado por Ele mantendo-se num lugar elevado na Sua lista de prioridades para o homem.

 

Pelo contrário, a sociedade dos nossos dias está a revelar-se cada vez mais como uma opositora ao plano de Deus para a família, tal como nos esta é definida nas Escrituras. Existe hoje a noção que o núcleo familiar é demasiado restritivo, aborrecido e arcaico. Na sua essência, os princípios judaico-cristãos sobre o lar e a família afiguram-se ameaçadores a uma sociedade de cariz secular. Muita da rebeldia que actualmente testemunhamos – o desejo de cada um se libertar dos laços que os amarram; o querer afirmar-se individualmente no “eu faço à minha maneira” – aponta para a instituição da família. Como consequência, muita da decadência dos valores morais da sociedade de hoje podem ser directamente identificados no abandono dos valores relacionados com a família.

 

A família é importante para Deus, daí que o seu declínio não deixa de entristecer o próprio Criador. De igual forma, também nos deverá entristecer a nós. Face a este quadro, somos chamados a olhar atentamente para a instituição do lar e da família. Independentemente daquilo que constitui a prática da sociedade, os filhos de Deus são mandatados para liderar a Sua causa com sincera dedicação na preservação da família.

 

Estudo e discussão

 

1.      A família está sob o ataque de vários quadrantes da sociedade. De onde surgem estes ataques? Porque razão os sofremos? O que será necessário fazer para preservar a família destes ataques?

 

2.      Quão importantes são o casamento, o lar e a família no Antigo Testamento? Examine as passagens seguintes, dando particular atenção ao contexto em que as mesmas foram escritas. Qual o seu significado?

 

Texto                                                  Contexto                                                     Significado

 

Génesis 2:18-24                               Na Criação

 

Génesis 7:1                                      No Dilúvio

 

Êxodo 20:12-14                                No Sinai

 

Deuteronómio 6:6-12                   Antes da conquista

                                                            de Canaã

 

Josué 24:15                                 Após a conquista

                                                            de Canaã

 

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LAR E FAMÍLIA – PARTE II

 

 

3.      Qual a importância do casamento, lar e família no Novo Testamento? Ver Actos 16:31; Efésios 5:22-28; Hebreus 13:4.

 

4.      Leia Deuteronómio 6:7-9. De que forma são os valores transmitidos à geração seguinte? Ter presente que os valores não podem ser unicamente aprendidos mas apreendidos através do exemplo.

 

5.      Nomeie alguns dos valores que podemos aprender / apreender dentro do contexto do lar e da família que não podemos recolher de outra fonte.

 

6.      Enquanto os Salmos 127 e 128 não deverão ser vistos como um manual de instruções para uma família bem sucedida, eles podem ajudar-nos a melhorar as nossas famílias se prestarmos atenção às suas orientações.

 

a)     De que forma nos fala o Salmo 127:1 no que respeita aos fundamentos espirituais dos nossos lares?

 

b)     Que princípio nos oferece o Salmo 127:2? Será que Deus está contra o trabalho árduo? De que forma pode o trabalho afectar negativamente as nossas famílias?

 

c)      Os Salmos 127:3-5 e 128:1-3 falam-nos abundantemente sobre os nossos filhos. Leia estes versículos, prestando especial atenção às frases como “fruto do ventre” e “flechas na mão do guerreiro”.

 

d)     De acordo com Salmos 128:4-6, que bençãos oferece Deus ao homem no que respeita ao casamento, lar e família.

 

7.      Todos temos trabalho a fazer nesta área das nossas vidas. De que formas específicas necessitam de fortalecer a vivência da nossa família?

 

Conclusão

 

A sociedade secular em que vivemos mina, intencionalmente, a família tradicional. Mas a própria sociedade irá em breve sucumbir se destruir a instituição que garante os fundamentos para uma sociedade mais saudável e justa, no seu papel de transmissão dos valores celestiais a cada nova geração. A melhor solução para este problema reside em cada um de nós, como filhos de Deus, ao afirmarmos o mérito desta vivência, sustentando e vivendo de acordo com os padrões que Deus instituiu para o casamento, o lar e a família. Será que estás fazendo a tua parte nesta tarefa?

 

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PARTILHANDO A BOA NOVA – PARTE I

 

 

“Portanto, ide, ensinai todas as nações, batizando-as em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo; Ensinando-as a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco, todos os dias, até à consumação do século. Ámen”. – Mateus 28:19-20

 

Texto base: Actos 8:26-40

 

Objectivo do estudo: encorajar os crentes no Senhor a tornarem-se mais activos na partilha da sua fé e na divulgação da Palavra de Deus, oferecendo ajudas preciosas para este fim.

 

Uma das instruções finais de Jesus aos seus discípulos antes da Sua ascensão foi que estes fossem disseminar a Boa Nova no mundo inteiro (Mateus 28:19). Foi uma ordem e, de tal forma imperativa e clara, que será impossível de esquecer. É chamada a Grande Comissão. Mas, o que é bastante surpreendente (e as estatísticas confirmam-no), é que o cristão tipo nunca partilha a sua fé com outros.

 

Isto é tanto mais importante, quanto as estatísitcas mostram que os crentes chegam ao conhecimento da verdade em cerca de 98% dos casos pelo testemunho de alguém conhecido. As grandes campanhas evangelísticas e de divulgação de literatura, só atraem cerca de 2%.

 

Entre as muitas razões para esta triste negligência encontramos:

 

a)     o medo do falhanço: “e se eu fôr rejeitado?”;

 

b)     o problema da falta de dom para evangelizar: “vamos deixar esta tarefa ao cuidado daqueles que foram chamados para o fazer”;

 

c)      uma má compreensão de base do evangelismo: “o que é o Evangelho? Quem é responsável por anunciar a Boa Nova? Como posso eu partilhar as Boas Novas de uma forma clara e eficaz?”

 

Portanto, à medida que nos preparamos para avançar no nosso estudo e discussão, devemos concordar num conjunto de princípios chave relacionados com a nossa obediência à Grande Comissão:

 

1.      O Evangelho é a Boa Nova de salvação através de Jesus Cristo.

 

2.      Cada crente foi chamado através do seu esforço pessoal a colaborar na tarefa de anunciar o Evangelho de salvação de Jesus Cristo.

 

3.      Anunciar o Evangelho de salvação é também conseguido através do exemplo nas nossas vidas.

 

4.      Não somos responsáveis pelos resultados; somos só chamados a desempenhar esta tarefa de uma forma diligente e fiel.

 

5.      A partilha das Boas Novas do Evangelho não constitui uma opção do crente, mas sim uma actividade inivitável de quem é sincero na fé, um mandamento de Jesus Cristo.

 

Trabalho de grupo

 

A.     Emparelhe as seguintes passagens bíblicas com as afirmações contidas acima:

 

(1)……….   (A) Filemon 6

 

(2)……….   (B) I Coríntios 3:6-7

 

(3)……….   (C) Romanos 1:16

 

(4)……….   (D) I Coríntios 3:6

 

(5)……….   (E) Mateus 5:14-16

 

B.     Considere as três razões invocadas na parte inicial deste estudo pelas quais as pessoas falham na partilha da sua fé, e depois adicione três outras razões que entenda também tenham influência.

 

C.    Partilha a sua fé? Se a resposta for afirmativa, descreva à Igreja a sua melhor experiência neste campo. Se a resposta for negativa, partilhe também as razões deste seu impedimento.

 

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PARTILHANDO A BOA NOVA – PARTE II

 

 

Estudo e discussão

 

1.      Que ordem deu Jesus aos seus discípulos antes da ascensão? Actos 1:8. O que estava implícito nos lugares onde Jesus pretendia que o Evangelho fosse anunciado por eles?

 

2.      Eles obedeceram voluntariamente a esta ordem? O que foi necessário acontecer para que eles se ausentassem de Jerusalém? Actos 8:1-4.

 

3.      Deveremos limitar a partilha da nossa fé à nossa própria cultura? Como responde a esta questão a decisão de Filipe em ir e pregar na Samaria? Actos 8:5. Qual o resultado desta acção? Actos 8:6-8.

 

4.      Filipe foi conduzido pela instrução de um anjo ao caminho que a autoridade etíope percorria. Actos 8:26-28. Que papel assume hoje o Espírito Santo no nosso esforço de prestar testemunho? Porque razão não necessitamos hoje de anjos que nos ajudem na nossa tarefa de prestar testemunho?

 

5.      De acordo com o versículo 30, que outro tipo de abordagem poderia Filipe ter utilizado e de que maneira poderia ter ele sido mais ou menos eficaz?

 

6.      Que desafio nos colocam hoje as palavras do eunuco contidas no versículo 31? Ver Romanos 10:14-15.

 

7.      Será que Filipe recebeu algum treino especial sobre evangelismo, do tipo anos de estudo num seminário?

 

8.      Haverá pessoas suas conhecidas que estejam com maturidade e interesse em receber o Evangelho de Cristo? O que será necessário para que partilha a sua fé com eles?

 

9.      Qual a mensagem central do Evangelho? Actos 8:32-35.

 

Conclusão

 

Partilhar a sua fé deveria ser como respirar: deveria fluir naturalmente em cada dia das nossas vidas. É algo que o Espírito Santo  deseja fazer através de nós. É parte integrante do encargo que nos advém da forma como a nossa fé trabalha nas nossas vidas através de Cristo.

 

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